Trump avalia retomar sanções ao petróleo russo após trégua com Irã
Durante a cúpula do G7, presidente americano disse que poderá restabelecer sanções contra Moscou
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 16, que poderá restabelecer as sanções ao petróleo russo "em breve".
A declaração foi dada durante a cúpula do G7, na qual os líderes das principais economias ocidentais reiteraram apoio à Ucrânia diante da guerra contra a Rússia.
O evento acontece em Évian-les-Bains, na França.
Os Estados Unidos decidiram suspender parte das sanções ao petróleo russo para conter a alta dos preços da energia provocada pela escalada do conflito com o Irã.
Com a assinatura do memorando de entendimento entre Washington e Teerã, no entanto, o tema deve voltar à mesa de negociações e ser reavaliado pela Casa Branca.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou como convidado.
Um dos encontros bilaterais foi justamente com Donald Trump.
"No Cume do G7 na França, as reuniões substantivas já começaram. Caro Emmanuel, Sr. Presidente, obrigado! A agenda do dia está repleta. O foco principal é fortalecer a defesa aérea para a Ucrânia e avançar a diplomacia, para fazer a Rússia encerrar sua guerra. A paz é necessária", escreveu Zelensky no X.
Lula ignorado por Trump?
O presidente Lula (PT) e Trump não se cumprimentaram antes nem depois da reunião de líderes para a 'foto de família' do G7.
No registro em vídeo da fotografia, é possível ver o petista cumprimentando o presidente português António Costa, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer e o ditador egípcio, Abdel Fatah Al-Sisi.
Trump, por sua vez, conversou com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, antes de posar para a foto.
Após a fotografia, Lula conversava com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, quando Trump se retirou.
A expectativa é que Lula aproveite a agenda para convencer Trump a não aplicar novas tarifas sobre importações brasileiras.
O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) propôs, em 2 de junho, uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros por supostas práticas desleais na relação bilateral entre os dois países.
Um dia depois, o USTR propôs mais 12,5% de tarifas por não proibir nem coibir a importação de produtos feitos com regime de trabalho forçado.
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