Rafael Carvalho/Gabinete de TransiçãoOs ministros do futuro governo reunidos no quartel-general da transição, em Brasília

A tropa de Bolsonaro

A lista dos 22 escolhidos por Jair Bolsonaro para integrar o primeiro escalão do futuro governo está completa. Ela tem desde ministros superpoderosos, candidatos a estrelas da Esplanada, a ministros que já se mostram fracos. Damares Alves, dos Direitos Humanos, virou alvo de zombarias por ter dito que viu Jesus junto a uma goiabeira
14.12.18

O período de transição para a era Jair Bolsonaro tem dado ao eleitor uma pequena amostra do que ele pode esperar para os próximos quatro anos: um governo com diversos núcleos de poder que não necessariamente dialogam entre si. São quatro núcleos, liderados por homens fortes. O econômico, conduzido pelo superministro da Economia Paulo Guedes, terá a missão de promover as reformas da Previdência e do estado, além das privatizações. Sua maior dificuldade será convencer o velho sistema de Brasília a aceitar as mudanças. O segundo núcleo é o militar, que tem como principal referência o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno. Ao lado do vice-presidente eleito Hamilton Mourão, Heleno encabeça a turma da farda, que a partir de janeiro controlará áreas sensíveis que vão desde a articulação política ao setor de infraestrutura do país. O terceiro núcleo, o jurídico, é representado por Sergio Moro, o ex-juiz da Lava Jato que aceitou deixar para trás sua bem-sucedida carreira como magistrado para montar um aparato anticorrupção no novo governo. Na frente política, o quarto eixo de poder, está, ironicamente, o mais fraco dos ministros tidos como superpoderosos: Onyx Lorenzoni, alvo já durante a transição de fogo amigo por sua baixa capacidade de articulação política, o que acaba por representar um risco para o sucesso dos três primeiros grupos. A lista dos 22 ministros que integrarão a tropa de Bolsonaro foi fechada nesta semana. A seguir, um resumo da trajetória de cada um deles.

 

Pedro Ladeira/Folhapress

Paulo Guedes, 69 anos, ministro da Economia

Paulo Guedes e Jair Bolsonaro se conheceram no final de 2017. Àquela altura, o militar precisava de alguém para abrir as portas no setor financeiro, inseguro quanto ao que pudesse vir a ser seu eventual governo. Guedes não só cumpriu esse papel como elaborou todo o projeto econômico a ser implementado a partir de 2019. Ultraliberal, pretende avançar nas privatizações, na reforma do estado e da Previdência. Carioca, é mestre e doutor pela Universidade de Chicago, o templo mundial do liberalismo. Nunca, porém, conseguiu atuar no setor público nacional, onde coleciona desavenças com diversos economistas por críticas aos planos econômicos até aqui implementados. Em razão disso, sempre trabalhou no mercado. Fundou, por exemplo, o Banco Pactual e a Bozano Investimentos.

 

Adriano Machado/Crusoé

Sergio Moro, 46 anos, ministro da Justiça e Segurança Pública

O agora ex-juiz federal, paranaense, depois do seu trabalho à frente da Operação Lava Jato e de ter dado a sentença de prisão a Lula, chega a Brasília para estruturar no Executivo uma política pública eficiente de combate à corrupção. É um dos ministros fortes da Esplanada, mas seu trabalho pode ser abreviado com uma possível nomeação para o Supremo Tribunal Federal. Ele nega peremptoriamente que seja seu objetivo, mas, se tiver sucesso na empreitada contra o crime organizado e as máfias instaladas em Brasília, se cacifará para disputar a sucessão do próprio Jair Bolsonaro no Planalto.

 

Augusto Heleno Ribeiro, 70 anos, chefe do Gabinete de Segurança Institucional

General da reserva, é a principal referência das Forças Armadas no futuro governo. Foi comandante militar da Amazônia e chefe da Missão de Paz da ONU no Haiti. Cotado inicialmente para ser vice-presidente na chapa de Bolsonaro, acabou preterido por divergências partidárias. Isso não impediu que durante a campanha fosse um dos mais próximos conselheiros do novo presidente. Acabou anunciado antes mesmo da vitória como ministro da Defesa, mas foi deslocado depois, por recomendação do Exército, para o GSI. Seu gabinete será no Palácio do Planalto. Terá como principal atribuição prestar aconselhamento político a Bolsonaro e fazer a interface com as Forças Armadas.

 

Adriano Machado/Crusoé

Onyx Lorenzoni, 64 anos, ministro da Casa Civil

Quando, muito antes da campanha eleitoral, a aposta era de que Jair Bolsonaro derreteria, o deputado federal Onyx Lorenzoni organizava encontros com parlamentares para angariar apoio ao seu governo. Ainda durante as eleições, o gaúcho que foi deputado estadual por duas vezes e está em seu quarto mandato na Câmara foi alçado a futuro ministro da Casa Civil. Não demorou muito para que ele, ligado à bancada da segurança pública, também conhecida como bancada da bala, virasse alvo de ataques de aliados do presidente eleito. Seus críticos o acusam de ser inábil na articulação política.

 

Adriano Machado/Crusoé

Fernando de Azevedo e Silva, 64 anos, ministro da Defesa

O general da reserva carioca Fernando de Azevedo e Silva é um dos militares com maior trânsito nos Três Poderes. E foi justamente essa característica que o levou ao cargo que ocupará a partir do dia 1º de janeiro. Foi assessor parlamentar do Exército, período no qual se aproximou do Congresso. Também foi assessor especial do presidente do Supremo tribunal Federal, Dias Toffoli, por onde conseguiu entrada na atual composição da corte. O general atuou, ainda, na segurança de ex-presidentes da República e foi chefe do Estado-Maior do Exército, um dos principais postos da instituição. Terá por função, ao lado do general Heleno, intermediar os interesses das Forças Armadas no novo governo.

 

Agência Brasil

Roberto Campos Neto, 49 anos, presidente do Banco Central

O próximo presidente do BC é neto de Roberto Campos, ex-ministro do Planejamento e expoente do liberalismo econômico, que o superministro Paulo Guedes promete defender e implementar. O executivo se especializou na Califórnia e trabalhou no Banco Santander por quase 20 anos. Passou ainda pela Bozano Simonsen e pela Claritas Investimentos. Seu nome foi bem recebido pelo mercado, que espera a manutenção do estilo de gestão de Ilan Goldfajn, com inflação e juros sob controle. Há expectativa, também, de como atuará após a aprovação pelo Congresso de um projeto garantindo a independência do Banco Central, um desejo de Paulo Guedes e sua equipe.

 

Fátima Meira/Futura Press/Folhapress

Carlos Alberto dos Santos Cruz, 66 anos, ministro da Secretaria de Governo

O general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz assumirá a Secretaria de Governo graças à amizade de mais de 40 anos com o presidente eleito. Os dois se conheceram no quartel, onde foram pentatletas juntos. Embora tenha sido escolhido para comandar o ministério responsável pela articulação política, não tem experiência na área. Seu currículo é restrito à área militar, onde atuou em importantes missões de paz da ONU. A primeira foi no Haiti, entre 2006 e 2009, período marcado por intensos confrontos entre militares do país e forças rebeldes. A segunda, em 2013, quando já estava na reserva e foi reincorporado ao Exército para chefiar a missão de pacificação da República Democrática do Congo, na África. Depois, voltou para a reserva e passou a atuar na iniciativa privada. Estava ministrando um curso em Bangladesh quando foi comunicado de que seria ministro. Sua escolha fez parte de uma articulação pessoal do general Augusto Heleno.

 

Jéssica Pizza/Folhapress

Ricardo Vélez Rodríguez, 75 anos, ministro da Educação

Colombiano naturalizado brasileiro, Vélez Rodríguez foi escolhido ministro nos acréscimos, depois que Mozart Ramos, do Instituto Ayrton Senna, foi rifado pela bancada evangélica. Ele é professor emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e foi uma indicação pessoal de Olavo de Carvalho, um dos gurus de Jair Bolsonaro e da direita brasileira. É autor do livro “A Grande Mentira – Lula e o Patrimonialismo Petista” e fechou acesso a seu blog pessoal após ser anunciado para a Esplanada. Em uma das publicações, elogiou Aécio Neves na eleição de 2014. Defendeu, em carta, que a educação nacional promova “valores caros à sociedade, que, na sua essência, é conservadora e avessa a experiências que pretendem passar por cima de valores tradicionais ligados à preservação da família e da moral humanista”. Também é apoiador do projeto Escola Sem Partido.

 

Charles Sholl/Raw Image/Folhapress

Gustavo Bebianno, 54 anos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência

O advogado carioca e lutador de jiu-jiutsu Gustavo Bebianno teve uma trajetória meteórica na política. De um simples admirador de Bolsonaro até há pouco, será um dos braços direitos do presidente eleito a partir do próximo ano. Terá como principal missão auxiliar na modernização da máquina pública, ainda que sua experiência na área seja praticamente nenhuma. Aproximou-se voluntariamente de Bolsonaro em 2017, quando se ofereceu para trabalhar como seu advogado. Ganhou a confiança do chefe e foi alçado ao cargo de presidente do PSL, partido escolhido pelo futuro presidente da República para disputar as eleições. Graças a isso, acompanhou de perto as principais decisões da campanha e goza de prestígio com o eleito. Até então, dedicava-se à advocacia. Trabalhou no escritório do advogado Sérgio Bermudes, um dos mais conhecidos do país. Em seguida, por indicação do próprio Bermudes, atuou como diretor jurídico do Jornal do Brasil na gestão de Nelson Tanure. Foi nesses dois empregos que conheceu e se aproximou do empresário Paulo Marinho, primeiro suplente do senador eleito Flávio Bolsonaro e que disponibilizou sua casa, no Rio, para que o então candidato do PSL ao Palácio do Planalto pudesse gravar os programas do horário eleitoral gratuito.

 

Fátima Meira/Futura Press/Folhapress

Ernesto Araújo, 51 anos, ministro das Relações Exteriores

O gaúcho Ernesto Araújo foi uma das grandes surpresas do gabinete de Jair Bolsonaro. Foi anunciado quando as apostas giravam em torno de outros nomes, mais badalados. Sua indicação também partiu de uma sugestão de Olavo de Carvalho, em articulação com o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito. Durante a campanha, montou um blog no qual atacava o PT. Nele, também deixava bem clara a sua visão de mundo. É entusiasta de uma agenda internacional contrária ao globalismo, em que, diz, os interesses de organizações globais predominam sobre os interesses particulares dos países. É admirador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

Valter Campanato/Agência Brasil

Luiz Henrique Mandetta, 54 anos, ministro da Saúde

Médico especializado em ortopedia pediátrica, é deputado federal pelo DEM. Foi presidente da Unimed de Campo Grande, sua cidade natal, entre 2001 e 2004, o que o cacifou para ser secretário municipal de saúde entre 2005 e 2010 na gestão de Nelsinho Trad, à época no MDB. Em razão desse período, é investigado por fraude em licitação, tráfico de influência e caixa dois na implementação de um sistema de prontuário eletrônico na cidade. É filiado ao DEM desde 2009. Antes, era do MDB. Está em seu segundo mandato como deputado federal e focou sua atuação parlamentar na defesa dos interesses do setor privado ligado à saúde. Durante a pré-campanha eleitoral, foi uma espécie de consultor informal de Bolsonaro sobre o tema.

 

Tony Oliveira/Trilux/Folhapress

Tereza Cristina, 64 anos, ministra da Agricultura

Engenheira agrônoma de formação, tem forte ligação com os ruralistas e o agronegócio. Ela e a família atuam na pecuária e no plantio de soja no Mato Grosso do Sul. Na política, seus cargos sempre tiveram relação com a área. Foi secretária de Desenvolvimento Agrário do Mato Grosso do Sul entre 2007 e 2014. No período, assinou acordos para conceder incentivos fiscais ao grupo JBS no final de 2013, mesma época em que manteve negócios com a empresa. Em 2014, elegeu-se para o primeiro mandato como deputada federal pelo PSB, que já anunciou que será oposição ao novo governo. Deixou a sigla em outubro do ano passado, após ser ameaçada de expulsão por ter votado a favor da reforma trabalhista. Filiou-se, então, ao DEM. Quando foi nomeada, era presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, principal responsável por sua indicação para o ministério. Como deputada, foi presidente de uma comissão especial que aprovou projeto facilitando o uso de defensivos agrícolas.

 

Reprodução

André Luiz de Almeida, 45 anos, advogado-geral da União

Na Advocacia-Geral da União (AGU) desde 2000, o paulista André Luiz de Almeida foi corregedor-geral do órgão. Fez mestrado e doutorado em direito na Espanha e teve passagens também pela Controladoria-Geral da União. Atuou como advogado da Petrobras e é pastor presbiteriano em Brasília. Terá a missão de defender o governo junto ao Supremo Tribunal Federal. O chefe da AGU costuma ser um dos principais conselheiros jurídicos do Palácio do Planalto e de toda a Esplanada dos Ministérios, mas André Almeida deverá contar, nessa missão, com a concorrência de colegas da área alojados em posições estratégias no governo, como o também advogado Gustavo Bebianno. Ele deverá ter trabalho diante da disposição de partidos de oposição e organizações não-governamentais de levar à Justiça alguns pontos do programa de governo de Bolsonaro, como a redução da maioridade penal.

 

Reprodução

Bento Costa, 60 anos, ministro das Minas e Energia

O almirante carioca foi escolhido para representar a Marinha na Esplanada, cujo desenho já tinha vários representantes do Exército. Ao ser convidado por Bolsonaro, integrava o conselho de administração da Nuclebrás, responsável por desenvolver o programa nuclear brasileiro. Também era diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha. Fez especializações nas áreas de ciência política e gestão na Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Universidade de Brasília e na Fundação Getúlio Vargas.

 

Adriano Machado/Crusoé

Marcos Pontes, 55 anos, ministro da Ciência e Tecnologia

O futuro ministro da Ciência e Tecnologia faz questão de lembrar aos outros de que é um astronauta. Enquanto seus colegas de transição em Brasília trajam os habituais paletó e gravata, ele costuma andar metido em um macacão azul escuro espalhafatoso, que imita a roupa que vestiu quando foi ao espaço, em 2006. O governo desembolsou 10 milhões de dólares e Pontes foi o primeiro brasileiro a cumprir uma missão espacial. Dois meses depois de voltar à Terra, aos 43 anos, o tenente-coronel da Aeronáutica passou para a reserva. A partir daí, mergulhou em ações comerciais, sempre explorando seu feito. Escreveu livros rasgando elogios à própria carreira e passou a ministrar palestras, nas quais repete bordões de autoajuda. “Sonhos são as coisas mais preciosas que temos. São como sementes que plantamos no nosso destino”, diz em um deles. Filiado ao PSL e registrado na Justiça Eleitoral como “Astronauta Marcos Pontes”, é o segundo suplente do senador eleito Major Olímpio. Após ser anunciado ministro por Bolsonaro, Pontes segue em sua órbita: manda “abraços espaciais” para seus seguidores nas redes sociais e faz questão de assinar as postagens como “astronauta Marcos Pontes”.

 

Divulgação

Wagner Rosário, 43 anos, ministro da Transparência

O mineiro, ex-militar foi uma exceção no ministério do novo governo. Dos 22 ministros de Bolsonaro, é o único que integra atualmente o primeiro escalão de Michel Temer e seguirá na cadeira a partir de 1º de janeiro. É auditor federal de finanças e controle desde 2009. Formou-se em ciências militares pela Academia das Agulhas Negras, a Aman, e é pós-graduado na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército – escolas pelas quais Jair Bolsonaro passou. Fez mestrado em combate à corrupção na Espanha e é formado também em educação física. Ficou um ano inteiro como ministro interino de Michel Temer. Só foi efetivado na pasta em junho deste ano. Foi o primeiro servidor de carreira da CGU a chegar ao posto de ministro.

 

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Tarcísio Freitas, 43 anos, ministro da Infraestrutura

À frente da nova pasta, uma remodelagem do atual Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, o baiano Tarcísio Freitas tem passado militar e bom trânsito entre caciques políticos, como o enrolado emedebista Moreira Franco. É formado pela Academia Militar das Agulhas Negras e pelo Instituto Militar de Engenharia. Foi engenheiro do Exército até entrar para o quadro da Câmara dos Deputados, como consultor legislativo. Dirigiu o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT, e está no Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência (PPI), onde trata de concessões à iniciativa privada. Ainda durante a campanha, foi apresentado aos generais do entorno de Jair Bolsonaro por Adalberto Santos, chefe do PPI, em um encontro na casa do general Oswaldo Ferreira, que chefiou as discussões sobre infraestrutura durante a campanha e declinou do convite para ser ministro.

 

Fátima Meira/Futura Press/Folhapress

Ricardo Salles, 43 anos, ministro do Meio Ambiente

O advogado paulista Ricardo Salles foi escolhido para chefiar o Ministério do Meio Ambiente de Bolsonaro graças a sua relação com o agronegócio. Em suas entrevistas, costuma defender menor interferência do estado na atividade dos produtores rurais e a proteção da categoria às ações de movimentos sociais, como o MST. Foi secretário estadual do Meio Ambiente em São Paulo entre julho de 2016 e agosto de 2017, na gestão do ex-governador tucano Geraldo Alckmin, de quem foi secretário particular entre 2013 e 2014. O futuro ministro concorre a cargos políticos desde 2006, quando criou o movimento Endireita Brasil. Já tentou se eleger, sem sucesso, vereador, deputado estadual e deputado federal. Neste ano, tentou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo partido Novo. Conseguiu 36,6 mil votos, que não foram suficientes para elegê-lo. Sua nomeação provocou polêmica porque Salles é réu por improbidade administrativa desde 2017. Ao lado de duas funcionárias de sua equipe, quando era secretário de Meio Ambiente de Alckmin, foi acusado de esconder alterações em mapas do zoneamento ambiental na várzea do rio Tietê, em São Paulo.

 

Adriano Machado/Crusoé

Gustavo Canuto, 40 anos, ministro do Desenvolvimento Regional

Secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional do atual governo, foi anunciado como uma indicação técnica pela equipe de Jair Bolsonaro. Engenheiro e advogado, se enquadra no perfil de superburocratas de Brasília, o grupo de servidores que transitam por diversos órgãos da máquina federal e estão sempre em ascensão, independentemente do partido do governo de ocasião – no de Michel Temer, por exemplo, a pasta em que trabalhava estava sob o domínio do MDB. É servidor efetivo do Ministério do Planejamento, mas já esteve na Secretaria de Aviação Civil, na Secretaria Geral da Presidência e na Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac.

 

Adriano Machado/Crusoé

Marcelo Álvaro Antônio, 44 anos, ministro do Turismo

Reeleito para seu segundo mandato na Câmara dos Deputados como o mais votado de Minas Gerais, passou por três partidos antes de chegar ao PSL, sigla do presidente eleito. Ele é da bancada evangélica e admite não ter qualquer experiência no setor de turismo, que Jair Bolsonaro apresenta como um dos caminhos para alavancar a economia nacional. O futuro ministro não tem ensino superior — ele abandonou o curso de engenharia civil no Centro Universitário de Belo Horizonte. Em julho, tentou se cacifar para ser vice-presidente na chapa de Bolsonaro.

 

Fátima Meira/Futura Press/Folhapress

Osmar Terra, 68 anos, ministro da Cidadania

Deputado federal há 20 anos com atuação relativamente modesta no MDB — nunca passou de vice-líder da sigla —, é médico e foi secretário de Saúde do Rio Grande do Sul. Foi ministro do Desenvolvimento Social de Michel Temer, posto do qual se desligou antes da campanha para candidatar-se novamente a deputado federal. Como ministro do atual governo, mandou fazer um pente-fino em busca de irregularidades em benefícios sociais. Sob seu guarda-chuva foi alojado o apagadíssimo programa Criança Feliz, criado para projetar a imagem da primeira-dama Marcela Temer. A partir de janeiro, deve trabalhar com a mulher de Bolsonaro para tocar um projeto para pessoas com deficiência. A pasta será ampliada: além do Desenvolvimento Social, geralmente lembrado por gerir o Bolsa Família e outros benefícios, absorverá os ministérios do Esporte e da Cultura. A propósito deste último, Terra cometeu sincericídio dias atrás, ao ser perguntado sobre sua experiência na área: “Só toco berimbau”.

 

Adriano Machado/Crusoé

Damares Alves, 54 anos, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos

Grudado em Jair Bolsonaro na campanha, o senador não-reeleito Magno Malta ficou de fora do ministério, mas viu Damares, sua assessora, virar ministra. Malta jura que a nomeação não se deu por indicação sua. Mas a considerar as declarações da futura ministra, também pastora evangélica, o alinhamento é evidente. Crítica ferrenha do aborto, ela disse a Crusoé ter sido vítima de abuso quando tinha seis anos, o que a tornou estéril: “Esse período de abuso, que demorou um certo tempo, não foi uma única vez”. Também já disse que, depois das experiências traumáticas na infância, passou a ter Jesus Cristo como amigo imaginário, com o qual interagia no alto de uma goiabeira. A proximidade com o sagrado não impediu que ela fosse suspeita de irregularidades. A ONG que fundou, batizada de Atini, é processada pelo Ministério Público Federal de Roraima por divulgar um filme que mostra crianças indígenas deficientes sendo supostamente enterradas vivas por parentes. Os procuradores afirmam que se trata de uma encenação, e que a prática não ocorre na tribo retratada, da etnia Karitiana. Em outra frente, o MP do Rio move ação para que uma criança indígena do Amazonas seja devolvida a sua tribo. Ela foi entregue pela Atini a um casal de Volta Redonda.

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  1. Não gostei do tom de deboche. Esta matéria deveria ser feita enaltecendo as qualidades. Estamos apostando nesse novo Governo. Como foi difícil chegar aqui, vcs sabem disso! O tom sarcástico fica pro O Antagonista qdo crítica, gosto disso. Nessa matéria, não caberia!

  2. Não gostei do tom sarcástico dado ao Marcos Pontes. Pq vcs não citaram seus cursos, que são vários? Preferiram falar de macacão.... essa reportagem deveria ser histórica, conduzida com boa educação. Deixem o sarcasmo, que tb gosto, pra falar mal do PT, no O Antagonista. Agora, estamos festejando esse novo Governo que, a duras penas, vcs bem sabem disso, conseguiu chegar aqui.

  3. Que belo ministério! Devemos anotar que em que pese não ter sido formado por troca troca baseado em apoio fisiológico como de praxe, ter sido indicado antes da posse e não conter refugiados e apaniguados ideológicos, para vocês da imprensa nunca está bom não é caro editor? Voces não acham fantástico a ação de DEUS na vida de uma menina de 10 anos sobre um árvore pronta para tomar veneno após anos de vilipendio e abuso?Certamente vocês não conhecem o DEUS dos DEUSES, O SENHOR! pois bem ei-lo ai

  4. Tenho notado excessiva superficialidade do Gadelha. Os artigos dele são levemente irônicos, mas as informações são muito superficiais, quando não são levianas. Não sei se é empregado como contraponto esquerdista pela revista, mas o seu tom crítico é enfadonho...

    1. O perfil de Marcos Pontes não considerou sua formação acadêmica e exemplifica a superficialidade referida neste comentário.

  5. Eita povo imbecil que existe neste país. Estou lendo muitos comentários. Alguns distorcidos lógico. Será que não dá pra perceber que isso é uma pequena introdução de Curriculum ? Apresentação ? Jesus. :"O imbecil Coletivo".

  6. Como assinante da “ilha do jornalismo” eu tinha a esperança de ver produções jornalísticas efetivamente diferenciadas da existente na imprensa podre. Esperávamos um jornalismo profissional apresentando “críticas construtivas” e soluções para mitigar as tragédias e mazelas desse país. Mas, infelizmente, a Crusoé ainda não entendeu isso e continua no mesmo nível da imprensa ridícula nacional.

  7. Nem sou religioso, mas, caramba! Dá a impressão que vocês se sentem chics como se passassem atestado de anti-ignorância ao criticar religiosos. Já pensaram em fazer o exercício de analisar os fatos sem atribuir conceitos às pessoas por intermédio do contexto? Isso é brega.

  8. Alo CRUZOE, é proibido publicar qq coisa que náo encha a bola do Bozo, tudo será maravilhoso, ministros perfeitos, articulacao perfeita, isso que vcs publicam fazendo referencias as bolas fora náo devem ser divulgadas....caramba, muito dificil ser brasileiro....apurar denuncias, publicar pontos de vista diferentes, etc,,,fzem parte do processo de depuracoa da politica e também do crescimento do conhecimento...CRUZOE, continuem nessa linha...náo sou eleitor do PT

  9. Enquanto o [anta]gonista for de esquerda, não renovo minha assinatura, pode criticar a vontade, mas com honestidade intelectual enetendeu?

  10. sao curriculos extremamentes mal analisados...o que reduz os futuros ministros a apenas..ex astronautas fanfarroes...colombiano anti petista..ministro réu do meio ambiente...alto escalao do atual governo e por ai vai

    1. Concordo, precisam mostrar as qualidades dos ministros, ou nenhum deles têm ?

    2. Você escreveu o que eu ia escrever. Quanta superficialidade e ironia tola numa matéria que deveria servir com referência histórica.

  11. Gostei da matéria, mas lamento dizer - porque gosto, em geral, das reportagens da revista - que o G1 publicou matéria semelhante, e está bem mais objetiva e com mais detalhes...

    1. Esqueci de dizer um time de Ministros muito bom, com seus defeitos humanos. Valeu, Bolsonaro!

  12. Também não vou renovar a assinatura!!! A “Cruz ou é” também não lê os comentários! Cansei de reclamar sobre como é difícil ler as matérias no iphone, qualquer dedo na tela e ela pula para os comentários. Conclusão: se a redação lesse os comentários talvez houvesse mais qualidade....

    1. Também me irrito bastante com esse problema. O pior é que quando você volta a matéria, o sistema te joga para a seção de comentários.

    2. Olá, Sheila, entraremos em contato com você. Desculpe-nos pelo inconveniente.

  13. Fico pensando: tantos comentários apontando desvio de rota, pedindo correção de rumos e a editoria da revista calada... porque será? Quando farão algum comentário ou alguma explicação à respeito? Ainda no aguardo...

  14. Continuando... Um político com idade na casa dos 50 anos, adversário de Poincarré, que estava com 66 anos, após anunciada a sua escolha para primeiro-ministro, comentou que ele já estava muito velho para ser chefe de governo. Ao que ele respondeu: "é difícil hoje encontrar na França homens válidos com menos de 60 anos". Poderíamos hoje dizer, no meio de toda esta robalheira e corrupção revelada após a lava-jato, que é difícil encontrar gente competente, E HONESTA, fora do círculo militar! E ...

  15. também deixarei de assinar a Revista se as matérias permanecerem nesses baixo nível. puro proselitismo, sem informação de relevo

  16. Gosto da Crusoé. Domingo de manhã é o dia de ler a edição da semana, já virou rotina. Mas também não achei legal o tom em relação ao ministro da Ciência.

  17. "A tropa" tem a presença importante de figuras do exército, mas tb. das áreas financeiras e outras, com destaque ao ex-juiz Moro e Paulo Guedes (e equipes). Lembrou-me um fato pitoresco da história da França, que não lembro onde li: em 1926, foi indicado primeiro-ministro Raymond Poincarré, que já ocupara o cargo antes de ser presidente da França de 1913 a 1920, ou seja, num período importante da história, durante a primeira guerra mundial. continua...

  18. Achei que a reportagem não deixa um tom isento de criticas e ironias... deveria se ater às formações profissionais e histórico pregresso na política e não adotar interpretações pessoais de quem a escreveu, muito menos omitir informações importantes como a formação técnica do Marcio Pontes. Decepcionante a reportagem Não segue a linha isenta proposta pela revista

    1. Concordo plenamente com você: fiquei com uma sensação de estar lendo um folhetim tendenciso e lacrador, buscando desqualificar de alguma forma a todos os escolhidos, usando adjetivações irônicas e impróprias! Será que este tom dos repórteres foi adotado apenas para mostrarem ou tentarem se encaixar numa suposta linha editorial de fazer contrapontos? E quem são estes repórteres, por que a revista não apresenta a ficha técnica deles também: será que não são oriundos da "grande imprensa"?

  19. pensei que estava lendo a veja. definitivamente matéria tendenciosa....não é isso que esperamos de vocês crusué, como jornalismo independente. Cuidado com os rumos que estão tomando de redação, pois hoje sabemos distinguir jornalismo verdadeiro de toda porcaria que somos submetidos diariamente.

  20. Marcos Pontes é bacharel em Ciências Aeronáuticas e bacharel em Administração pela Academia da Força Aérea, engenheiro formado pelo ITA, mestre em Engenharia de Sistemas pela Naval Post Graduate School e astronauta da NASA e da Agência Espacial Russa. Além disso tudo, ainda é piloto de caça. A considerar esse currículo “medíocre”, qualquer texto sobre ele próprio soa realmente como rasgação de seda. Será que bateu uma ponta de inveja nos jornalistas da Crusoé? Quanta decepção.

    1. Pelo tom dos repórteres, fica a sensação de que o Major Marcos Pontes foi escolhido para ser o astronauta brasileiro por sorteio e não passa de um "bufão". Toma tento Crusoé: seus leitores não são massa de manobras, são pessoas cultas e pensantes, acima da média dos leitores da grande mídia! Assim como o novo governo tem a responsabilidade de entregar o que prometeu aos seus eleitores, a Crusoé tem a de entregar também o que prometeu aos seus leitores. Governos o povo derruba, revistas o povo...

  21. que porra de repórter! não dá pra ver até o final não... os caras( ministros) são cheios de qualidade...o Srs conseguem dá um tom de incompetência para eles... pra que isso? só me decepcionando com essa revista

    1. Diego, você conseguiu me fazer entender o que senti lendo a matéria. Realmente foi um petista que escreveu isso. Quem puxa prá baixo, tenta sutilmente redicularizar/diminuir é a midia esquerdista comum (VEJA, Folha, Globo, etc). Senti muita falta de informação na matéria. Como Pontes, muitos ali têm incontáveis qualidades e formação intelectual. Crusoé não foi bem nessa matéria.

  22. Informações elaboradas a quatro mãos e a matéria conseguiu ficar meio maneta... Comentário desnecessários... E u me satisfaria com nome e idade e formação técnica sem precisar ler informações que chegaram às rais da depreciação pessoal, em alguns casos.... O time é bom! " Brasil acima de tudo..."

    1. Ops. Parece que estão derrapando..! Ouçam os comentários e prestem atenção, pois nós leitores não estamos gostando desse tom, sarcástico, tendencioso, que estão adotando. Se continuar assim tô fora!

  23. Pela primeira vez na história do Brasil teremos um time de ministros TOTALMENTE voltado para o conhecimento de suas respectivas pastas, o que possui menos conhecimento é o do Turismo. Outro aspecto interessante, a quantidade de militares, será responsável por afastar os "pelegos" de suas maracutaias. Ainda se diferenciando, a quantidade de Cariocas. Eu como bom carioca radicado em SP a muito tempo, faço votos para que tudo saia da maneira tão meticulosamente planejada. BRASIL

  24. Reportagem decepcionante e que não condiz com a proposta da revista. Esperava ler um resumo dos currículos e das carreiras dos ministros, ao invés disso li comentários sarcásticos e despropositados. O maior exemplo é quando resumem o Marcos Pontes a um astronauta de macacão, por que não falaram que ele é Formado em engenharia aeronáutica pelo ITA com mestrado em engenharia de sistemas nos EUA? Também despropositados os comentários sobre a ministra Damares. Por favor elevem o nível da revista.

    1. Também achei decepcionante os comentários, tem um viés estranho aí, meio esquerdopata, que em meio a tantas qualidades só conseguem vislumbrar defeitos. A Damares por exemplo que foi escolhida pela competência e trabalho árdua durante muitos anos, o que tem a ver a religião dela, ou o relato do trauma dela dado em uma igreja? Vida pessoal. Por certo se ela tivesse falado com um espírito de morto ou com o diabo ninguém estivesse criticando, sem falar na crueldade, fazer chacota com o sofrimento

    2. Sou mais um arrependido. O esquerdismo do jornalista é tão intrusivo que não aguentei ler até o fim. E dizem que a Veja é ruim? Vocês precisam melhorar muito para chegar na ruindade das concorrentes. Propaganda enganosa! Quero meu dinheiro de volta!

    3. Concordo com Hélio ,faltou o CV do Astronauta, inclusive que é membro da NASA A revista esta deixando a desejar em todas reportagens

    4. Concordo plenamente com Hélio. Não colocaram nenhuma das graduações e pós graduações do Marcos Pontes. Senti falta disso ao ler. O texto tem claramente um tom zombeteiro. Quando assinei a revista havia uma propaganda que seria um jornalismo comprometido com a verdade e imparcial. já estou ficando arrependida da assinatura.

    5. Concordo absolutamente. Existe, acho, um vento 'sinistro' soprando. A Entropia não alivia.

    6. Concordo plenamente pela falta de profissionalismo da CRUSOE; sei que vocês PODEM FAZER sempre o melhor...

    7. O astronauta e a virgem da goiabeira... uma dupla imbatível...

    8. Ele é quem faz questão de ser só astronauta! Para mim é a segunda pior indicação, só ganha da Damares!,

  25. Apesar do olhar crítico de alguns estamos no caminho certo, Bolsonaro cumpriu e tem cumprido com o que prometeu sem toma lá dá nem mesmo no segundo esca não frustrando as previsões da imprensa que não botaram fé. Estamos avançando nada de indicações pelos partidos.Claro que aqueles que ainda estão digerindo a eleição não vão reconhecer, não estão tor cendo para ser um sucesso, mas estão esperando o menor deslize para cair matando,caso visto Flávio,se esqueçeram de apresentar a lista do COAF

  26. Espero que dê certo, tenho ressalvas em algumas indicações por envolvimentos em processos e não aprecio a postura da Ministra Damares. Vamos ver o que acontece. Lendo comentários me assusto com radicalização, não devemos nos tornar aquilo que não aprovamos no passado recente. Cegueira, não!

  27. Equipe TOP, principalmente pelos militares. Agora, Levy no BNDES? Será q não tinha ninguém tão qualificado ou mais que esse "todo mundo QUER pagar mais imposto"? Com esse cidadão aí, sabe qdo a caixa preta do BNDES vai ser REALMENTE aberta? Isso mesmo: nunca.

  28. Não tem como esse governo não dar certo. A diferença é visível nos detalhes. Rapaz será difícil render para um Presidente que não oferece nem uma água mineral “PERRIER” para beber na reunião kkkk. O Mito larga a mão de ser miserável po kkkkkkk. Oferece pelo menos água pros ministros kkkkkk. Saco vazio não para em pé kkkkkk

    1. Estou deixando essa edição,me lembra Globo News,nada de diferente os mesmos comentários,parece que todos fizeram a mesma faculdade o mesmo olhar sobre os fatos, até a lista que o COAF liberou dos assessores do PT, PSOL.PSDB....nao foi divulgado só Flávio é massacrado o argumento é filho do presidente,mas é uma pessoa com erros e acertos,para ser isento mostra de todos e deixe que nós julguemos chega de manipulação,len do essa edição parecia Camarote...Que ro notícias,não especulação,mais do mesm

  29. Sem entrar no mérito quanto à qualidade da matéria, desejo boa sorte a todos nomeados e torço para que o futuro Ministro da Infraestrutura, faça alteração na aplicação da Lei 8666, proibindo a licitação de rodovias principalmente, mas não só elas, com o Projeto Básico, somente com o Projeto Executivo. O Projeto Básico, normalmente de baixa qualidade, permite que os empreiteiros do setor, façam "Pleitos", encarecendo vertiginosamente o preço da obra.

  30. Gadelha, A sequência de notas superficiais, tendenciosas, comentários sarcásticos, que você tem emitido não estão alinhadas com o propósito da revista e dos assinantes. Se quer continuar aqui, reveja seus valores e, ou objetivos. Adeus!

    1. Não sei você. Eu quero informações e não achismos, fofocas e opiniões pessoais. Quero formar minha opinião através de fatos, ainda que incompletos. Imagina você encaminhando seu CV para pleitear uma vaga para ministro com estes sarcasmos todo. Leva?

    2. Tem gente aqui que se acha chefe de redação querendo pautar o jornalista. Menos ,menos. Tem muita gente aqui confundindo ou extrapolando o seu direito de discordar.

  31. Lastimável Crusoé... Lastimável. Creio que chegaram ao topo e agora começou a queda. Vocês ainda NÃO ENTENDERAM o que aconteceu nesta eleição de 2018!

  32. É melhor os editores chefes da crusoé voltarem a proposta do jornalismo imparcial e sério. Já não estou gostando de ler informações com críticas e sarcarmos pessoais e com vocabulários baixos. Parem de achar que são gurus videntes e apresentem fatos. Os seus assinantes são sérios porque a proposta de venda da revista foi informar de forma séria. Tomem muito cuidado.

    1. Concordo Marco, mas na verdade não querem a imparcialidade que pregam. Não pode fazer críticas a Bolsonaro e seu clã. Que há coisa errada no caso assessores de Flávio Bolsonaro há, mas muitos aqui preferem não enxergar.

    2. Eu estou satisfeito e os jornalistas tem que ter liberdade para escrever suas matérias. Assinante não está satisfeito? Simples, cancele a assinatura. Fiz isto com a Veja muitos anos atrás.

  33. PARABÉNS à CRUSOÉ!!! Conseguiu 100% de reprovação!!! Está edição tem que ser a linha divisória do que a revista pretende. Ou vai perder maus um assinante!

  34. Matéria decepcionante para a propaganda que a Crusoé faz de si própria. Ao invés de uma narrativa séria e de qualidade que informasse o leitor e que oferecesse maior clareza a fim de que pudéssemos tirar nossas proprias conclusões. Ao contrário, produziu matéria em tom sarcástico e direcionada. Não à toa referências ao estilo "esquerda" de fazer jornalismo. Após o deboche e a "tiração" de sarros entre os editores, cabe uma pergunta - ninguém dos escolhidos é bom, ou a matéria é melhor que todos?

  35. Me incluo na lista de assinantes decepcionado, fazer pilhéria com a história da menina de 6 anos que foi abusada até os 10 foi demais. Artigo digno da ordem dos canalhas.

    1. Concordo. O antagonista começou a trilhar o caminho dos outros jornais.

  36. Artigo desnecessário. Todos sabemos quem é quem. Rolei a tela pra ver quem assina a matéria: Barreto e Gadelha. Onde eu desassino?

  37. Acabei de desistir de presentear 02 amigas com a assinatura da Crusoé!! Reportagem nojenta! Muito decepcionada! Até quando essa revista vai manter esse camarada? Estão apostando incorretamente...Vou começar desistindo de ler suas materias!

  38. A Crusoé com a premissa de ser diferente e imparcial, fazendo uma reportagem como essa ( a parte sobre Marcos Pontes), logo logo será desacreditada como todos os tradicionais veículos de informação.

  39. Que bosta é essa mano!!! Pensei que ia ver o currículo dos ministros, mas o que li foi decepcionante. Sinto muito, mas já são várias reportagens decepcionantes parecem com site de fofocas... pagar por esse tipo de informação que parece que foi coletada de uma conversa de buteco é decepcionante... Crusoé vocês acabam de perder um assinante!

  40. muito arrependido de ter assinado Crusué. Totalmente parcial. Típico jornaleco esquerdista que se vale de sarcasmo totalmente desnecessário.

  41. A Crusoé é hoje o que a Veja foi um dia. Mídia de centro esquerda, tipo tucana. O leitor conservador tem que se virar por aí garimpando outras fontes para não ficar na mão. Na minha opinião apenas razoável, mas tem que filtrar bastante. Matéria meia bomba com pré-julgamentos maliciosos com pouca profundidade.

    1. Concordo com o Marcos!! É uma pena. Já fui assinante da Veja e deixei. Agora que sou assinante da Crusoé, vou ter de me “virar” para poder ler alguma coisa imparcial...

  42. Durante décadas os esquerdopatas protagonistas da ORCRIM criaram a Maquina de Destruir Reputações e alimentaram as redações com mentiras e calúnias .Resultado, destruíram pessoas, instituições e carreiras.Hoje a credibilidade de vários veículos de informação estão no lixo.Assinei a CRUSUE, pensando contar com uma publicação imune a isto (patrulha da esquerda).Comeco a crer que me enganei.

  43. Não gostei do tom debochado dessa edição. Minha assinatura foi para ter informações sérias e não gracejos ridículos sobre assuntos sérios. O que foi dito sobre a Ministra Damares beira a hipocrisia. Sorte que não foi um familiar desse jornalista que teve de passar por essa experiência dramática e traumática, não é mesmo?? O que e quem são afinal as tais "celebridades" entre os novos Ministros? O Juiz Sergio Moro?? O Ministro Paulo Guedes?? Ah, me poupem. Imitação barata da Globo & Folha!

  44. Tudo que se refere ao Bolsonaro é tratado de forma a se cobrar a perfeição. Onde vocês estavam até agora, escondidos embaixo da cama?

  45. Endosso todos os comentários registrados antes do meu sobre o viés desconstrucionista desta reportagem aplicado aos futuros ministros do governo a ser empossado, especialmente a Dra. Damaris Silva. O que esperam? Perfeição em todos os sentidos. Mesmo pessoas de bom caráter estão sujeitas a tropeços e equívocos em suas experiências de vida, fruto do meio, das crises que viveram, etc.

  46. Maduro falava com Chaves através de um passarinho. A ministra com Cristo. Nos dois casos existe apenas uma única pessoa para testemunhar o diálogo.

  47. Tem uns ministros que parecem ser muito fraquinhos mesmo. Este do Turismo não tem Curriculum de nada. O Onyx Lorenzoni é gaucho, e usará um estilo sincero e direto- talvez demais para o costume brasiliense- para as articulações políticas. O astronauta gosta de se auto-promover, mas no texto não ficou claro qual o seu curriculum, experiência e capacidade pa. Brincar com a experiência traumática da Sra. Damares não foi boa idéia. A questão é se ela tem ou não tem capacidade administrativa.

  48. Pejorativo e discriminatório a descrição da Ministra Damares Alves: "a ministra que viu Jesus na goiabeira". Anotado aqui. Preciso de informação séria, isenta e respeitosa. Será devidamente sopesado na hora de eventual renovação de assinatura.

    1. Também concordo. O mal do jornalismo brasileiro -e falo de una grande parte como o todo, havendo exceções, claro-é de se colocarem em um pedestal. Como jornalista não deixa de ser figura pública, que tal uma lei para que também jornalistas, a exemplo dos políticos, declarem à sociedade seus movomentos bancários? Com certeza iríamos ver muitos e muitos jornalistas jogadores de pedra com seus telhados quebrados. Bando de hipócritas arrogantes.

  49. Em vez de apresentar o curriculo do ministro da ciencia e tecnologia Crusoé prefere fazer ironias sobre sua experiência no espaço. Quem é mesmo o atual ministro?

  50. Gostaria de me unir aos comentários de alguns colegas anteriores, a tirar pelas últimas edições que constantemente tem trazido um tom muito mais parecido a mídia tradicional do que a “ilha” que se propõem. Minha intenção ao assinar a revista não era ter um veículo totalmente isento e imparcial, afinal todos temos certa parcialidade devida aos nossos valores, mas não espero que se torne mais do mesmo ou pior ainda um periódico de anedotas e deboches.

    1. Concordo inteiramente com o Thiago. Alguns comentários parecem com os da Globo News. Só batem no Francisco e esquecem do Chico...

  51. Zombar a crença alheia, com o agravente de se tratar de uma vítima de estupro, este não é o jornalismo objetivo que se espera desta publicação.

    1. Não é essa mídia que achávamos que teríamos nessa revista.

  52. Olha, Crusoé, sempre esperamos informação e nunca deboche. Cuidado com essas expressões que mais caracterizam a velha mídia e suas maliciosidades. Aqui, possivelmente há pessoas que acreditam em coisas bem mais esquisitas que a declaração da futura ministra Damares, mas nem por isso devemos debochar da sua crença. Repito, pagamos e queremos informação, informação boa, é evidente.

    1. Se ela viu, se foi uma imaginação, não tem importância como fato jornalístico, mas, sim, de fé! Devemos respeitar sua história e luta, que dão admiráveis, independente da crença de quem a ouça. Não tinha nada mais para falar dessas pessoas? me senti lendo caras! AFF.

    2. Concordo com o Francisco, é sempre bom um veículo que se propõe imparcial e objetivo, abster-se de deboche é ironia , passar apenas à informação. Para esse espaço está reservado a "goiabice " da semana, ou será que estou equivocado? Por favor CRUSOÉ não nos decepcione e continue no rumo traçado desde a sua fundação que está ótimo . Aliás, o velho chavão ainda bale: em time que está ganhando não se mexe. Saudações democráticas !!!

    3. Concordo com o Francisco, a futura ministra fez um relato comovente e corajoso ao próprio Eduardo Barreto, que co-assina essa reportagem. Quando se refere a ela, no preâmbulo, como "a ministra que viu Jesus na goiabeira", está demonstrando total falta de respeito com quem lhe propiciou a matéria, além de preconceito por crença religiosa. Não está a altura do jornalismo pelo qual assinei a Crusoé. Espero que se redimam daqui por diante ou, então, procurem escrever para revistas de fofocas.

  53. O tom da matéria, de superioridade 'snob', realmente combina com Veja e cia. Exemplo: pintam Marcos Pontes como um palhaço. Isso é objetividade? E quando falam da Dra. Damares... Vemos as máscaras caindo... Quem é o ombudsman aí?

    1. Amigo, um sujeito que sempre se apresenta trajando aquele ridículo macacão é na verdade um personagem e de origem circense.

  54. Nunca deveria ser escolhida para o Ministério. Além da fala sobre a goiabeira, disse que meninas serão criadas como princesas e meninos como príncipes. Pobres crianças, sem condições de enfrentar a realidade sofredora do mundo.

  55. Acho válido a Crusoé vascular o histórico e a vida de todos os politicos e figuras públicas, mas debochar de pessoas que ainda não assumiram nem tiveram oportunidade de mostrar a que vieram é inaceitável. Aceito a forte opinião anticorrupção da revista, mas não as opiniões políticas dos seus jornalistas. Eu faço a minha própria opinião.

  56. Vocês postaram uma declaração da Ministra Damares tão bonita. Tão desnecessário o deboche "e tem Damares, a ministra que viu Jesus na goiabeira"

  57. A Cruzoé que se cuide, com esse tipo de reportagem, está se aproximando perigosamente de publicações como Veja e Folha de São Paulo

    1. esperar o que desse tal de Igor Gadelha? É só reparar nos teores de suas reportagens pra sentir o viés padrão carta capital. Crusoé está se encaminhando pra ser mais um engodo na grande mídia. deixar o estupro de uma criança de 6 anos de lado pra lacrar contra religião da ministra é mau caratismo.

  58. Rídicula a reportagem usando o termo TROPA a um Ministério de peso como este. CRUSOÉ está me decepcionando com reportagens de tendência esquerdista. Devia respeitar a fé da futura ministra Damares que apenas deu uma demonstração de fé por ter sido violentada quando criança. Arrependi ter assinado está m...

  59. Com o Gadelha envolvido na reportagem não poderia ser em outro tom. Acho um absurdo desdenhar do fato relatado de estupro da ministra.

  60. Também percebi o tom irônico! Vou procurar outra Revista para assinar. Estou cansado de #ImprensaMarrom! O país precisa de homens, mulheres e repórteres sérios. Meu dinheiro não é capim!

  61. A Crusoé deveria se basear numa linguagem mais sóbria ou menos tendenciosa, cheia de malícia. Por que, por exemplo, "tropa" em vez de equipe?

  62. Quem tripudia sobre a carreira de engenheiro do ITA é o próprio Marcos Pontes ao se apresentar trajando macacão de astronauta, como se fosse personagem circense

    1. Eu também assino embaixo, Pedro! Não gosto de textos que querem me forçar a pensar de um lado ou de outro. Quem decide se a informação está à direita ou à esquerda sou eu que, afinal, pago para ter informações isentas. Já notaram? Sempre é o Sr. Igor Gadelha a tentar tirar a Crusoé dos trilhos e fazê-la muito parecida à Veja ou, pior ainda, à Folha de São Paulo.

    1. O título da excecrável matéria diz: "Tudo sobre os 22 futuros ministros" Creio que houve engano por parte dos "escrevinhadores" e sinto que fiquei um pouco mais imbecil depois de ter lido a matéria. Lamentável!

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