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A ditadura Vargas, a gentrificação e a Cracolândia: o que há em comum?

Não faltam exemplos das consequências perversas do tombamento nos centros históricos brasileiros

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Izabela Patriota
4 minutos de leitura 24.11.2023 01:53 comentários 7
A ditadura Vargas, a gentrificação e a Cracolândia: o que há em comum?
Cracolândia em São Paulo. Foto: Jorge Araújo/Fotos Públicas
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O instituto do tombamento no Brasil, originado durante o Estado Novo sob a ditadura de Vargas por meio de decreto-lei número 25 de 1937, representa um capítulo peculiar na proteção do patrimônio cultural. Sua inserção no ordenamento jurídico, sem apreciação pelo Congresso Nacional, ressalta sua gênese em um período ditatorial brasileiro. Embora tenha sido concebido com boas intenções, é crucial examinar de que forma esse instrumento pode, paradoxalmente, comprometer a conservação do rico patrimônio cultural do Brasil e seu próprio desenvolvimento.

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Izabela Patriota

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Comentários (7)

Clayton De Souza pontes

2023-11-28 12:57:15

A reflexão acima se aplica bem ao rio de janeiro, onde vemos muitas fachadas de casas em ruínas. Brasília também tem seus problemas causados pelo tombamento. A W3 está em processo d abandono com muitas lojas fechadas


Carlos Renato Cardoso Da Costa

2023-11-27 18:28:00

O tombamento de propriedade privada é absurdo e danoso ao próprio património. O estado também não é exemplo na conservação do seu património tombado. Seguramente a política de tombamento não serve para conservar património nem manter viável os centros das cidades (o centro do Rio, outrora lindo, está irreconhecível). Nova política é necessária e a mera conservação através de registro fotográfico não me parece válida.


Daniela Gonzalez Macedo

2023-11-27 10:07:55

Boa reflexão. Nunca tinha pensado nesses aspectos, mas é fato que o tombamento não pode ser um fardo jogado sobre proprietários meramente. Discordo sobre a preservação apenas de fotos, mas imagino que deve ser possível flexibilizar o uso e a manutenção de interiores com a preservação de fachadas. E deve haver outras possibilidades que ajudem a preservar o patrimônio cultural sem gerar tanto ônus e o consequente abandono das construções e locais.


Marcia Elizabeth Brunetti

2023-11-26 17:54:20

Muito boa essa reflexão e acho que ela vale para todo país. Deve-se tratar com muito cuidado e discussão antes de agir, mas como é citado, em Washington D.C. já mostrou resultados. É claro que um país desenvolvido como USA eles levam à sério e investem em pesquisa antes de propor uma ação como essa.


Manolo

2023-11-26 15:17:38

Não concordo. São Paulo já não foi suficientemente destruído em seu patrimônio estético? O centro merecia muito mais conservação do que o foi e hoje prédios históricos convivem ao lado de outros funcionais e de extremo mal gosto. Só concordo que os governos deveriam subsidiar seus proprietários, pois os custos de manutenção são enormes.


Francisco

2023-11-26 07:51:40

Interessante, nunca tinha pensado por este lado. Realmente o tombamento, como é hj, parece mais atrapalhar que ajudar o desenvolvimento urbano. Apesar disso, parece haver também um grande interesse especulativo do setor imobiliário.


Rodrigo Carioni

2023-11-24 15:06:21

Pergunta: como cidades históricas, como Paris e Roma, conseguem compatibilizar o desenvolvimento com as construções antigas? São vários os casos em que são preservadas as fachadas, com alterações submetidas aos órgão de controle responsáveis. Assim, preserva-se a arquitetura mas com a possibilidade de modernizações internas (e algumas externas) para prover funcionalidade aos imóveis. Ver Roma ao vivo é mil vezes melhor do que por fotos, concorda?


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Comentários (7)

Clayton De Souza pontes

2023-11-28 12:57:15

A reflexão acima se aplica bem ao rio de janeiro, onde vemos muitas fachadas de casas em ruínas. Brasília também tem seus problemas causados pelo tombamento. A W3 está em processo d abandono com muitas lojas fechadas


Carlos Renato Cardoso Da Costa

2023-11-27 18:28:00

O tombamento de propriedade privada é absurdo e danoso ao próprio património. O estado também não é exemplo na conservação do seu património tombado. Seguramente a política de tombamento não serve para conservar património nem manter viável os centros das cidades (o centro do Rio, outrora lindo, está irreconhecível). Nova política é necessária e a mera conservação através de registro fotográfico não me parece válida.


Daniela Gonzalez Macedo

2023-11-27 10:07:55

Boa reflexão. Nunca tinha pensado nesses aspectos, mas é fato que o tombamento não pode ser um fardo jogado sobre proprietários meramente. Discordo sobre a preservação apenas de fotos, mas imagino que deve ser possível flexibilizar o uso e a manutenção de interiores com a preservação de fachadas. E deve haver outras possibilidades que ajudem a preservar o patrimônio cultural sem gerar tanto ônus e o consequente abandono das construções e locais.


Marcia Elizabeth Brunetti

2023-11-26 17:54:20

Muito boa essa reflexão e acho que ela vale para todo país. Deve-se tratar com muito cuidado e discussão antes de agir, mas como é citado, em Washington D.C. já mostrou resultados. É claro que um país desenvolvido como USA eles levam à sério e investem em pesquisa antes de propor uma ação como essa.


Manolo

2023-11-26 15:17:38

Não concordo. São Paulo já não foi suficientemente destruído em seu patrimônio estético? O centro merecia muito mais conservação do que o foi e hoje prédios históricos convivem ao lado de outros funcionais e de extremo mal gosto. Só concordo que os governos deveriam subsidiar seus proprietários, pois os custos de manutenção são enormes.


Francisco

2023-11-26 07:51:40

Interessante, nunca tinha pensado por este lado. Realmente o tombamento, como é hj, parece mais atrapalhar que ajudar o desenvolvimento urbano. Apesar disso, parece haver também um grande interesse especulativo do setor imobiliário.


Rodrigo Carioni

2023-11-24 15:06:21

Pergunta: como cidades históricas, como Paris e Roma, conseguem compatibilizar o desenvolvimento com as construções antigas? São vários os casos em que são preservadas as fachadas, com alterações submetidas aos órgão de controle responsáveis. Assim, preserva-se a arquitetura mas com a possibilidade de modernizações internas (e algumas externas) para prover funcionalidade aos imóveis. Ver Roma ao vivo é mil vezes melhor do que por fotos, concorda?



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