Pedro Ladeira/Folhapress"O desafio agora é conversar sobre um projeto de nação em torno do qual as pessoas possam se unir"

O homem da terceira via

Responsável pelas tentativas de construir um candidato de centro capaz de vencer em 2022, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta diz que o fundamental, agora, é definir um projeto de país que seja maior que Bolsonaro e Lula
23.04.21

Eram 22 horas do dia 30 de março quando o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta começou a rascunhar o texto que serviria de embrião para o manifesto assinado por ele e mais cinco presidenciáveis em favor da democracia. Àquela altura, o contexto era explosivo: o presidente Jair Bolsonaro havia demitido o general Fernando Azevedo e Silva, então ministro da Defesa, e defenestrado os comandantes militares por considerar que eles não lhe devotavam lealdade política. O momento exigia uma reação contundente para além das insípidas, inodoras e incolores notinhas de repúdio habituais. João Amoêdo, do Novo, foi o primeiro a ser acionado, na manhã do dia 31. Horas depois, foram incorporados Luciano Huck, Eduardo Leite, João Doria e, por último, Ciro Gomes.

O documento, burilado e consolidado naquele mesmo dia por todos os signatários num grupo de WhatsApp criado por Mandetta, constituiu apenas um dos lances visíveis da articulação em curso para construir uma candidatura de centro capaz de evitar a polarização entre Jair Bolsonaro e Lula nas eleições de 2022. Nos bastidores, as conversas fervilham desde a decisão do ministro do STF Edson Fachin de anular as condenações do petista.  Ao contrário do que muitos previram, Mandetta não perdeu a tração política quando deixou o Ministério da Saúde de Bolsonaro, em abril de 2020: o ortopedista de 56 anos é, hoje, o principal motor da chamada terceira via.

Na última semana, o nome do ex-ministro da Saúde se revestiu de mais importância política após ele ter virado uma peça-chave da recém-criada CPI da Covid no Congresso. Os senadores querem que Mandetta seja um dos primeiros convocados pela comissão, para que ele esclareça as circunstâncias que envolveram seu desembarque da pasta. A aposta, especialmente entre os parlamentares da oposição, é que ele possa trazer revelações importantes sobre a condução trágica do combate à pandemia pelo governo. Depois da saída de Mandetta, escancarou-se a porteira para a adoção do chamado “tratamento precoce” como política oficial, mas foi durante sua gestão que aconteceram as principais tentativas de ingerência de Bolsonaro.

Nesta entrevista a Crusoé, indagado se irá prestar um depoimento bombástico contra o governo, o ex-ministro manteve o suspense no ar. “Não vou entrar nesse assunto (CPI). Vou aguardar”. Seu estado de ânimo, no entanto, é indisfarçável: “Cada vez que o presidente fala ‘sou a favor da ciência e da vacina’, até os robôs ficam com vergonha, porque parece uma coisa fake. Não é de verdade, não é de coração aquilo”.

O ex-ministro evita se alongar sobre o tema, para não dar a Bolsonaro, hoje seu adversário político, condições de preparar com antecedência a própria defesa. Sabe que o que for revelado por ele na CPI poderá influir, de certa forma, em seu projeto de quebrar a deletéria lógica do Fla-Flu político que predomina no país desde o “nós contra eles” cunhado por Lula e pelo PT. Atuando como elo entre atores dispostos a alterar o atual cenário eleitoral, Mandetta trabalha semanalmente para medir a temperatura dos entusiastas da candidatura de centro. O grupo não se limita a João Doria, João Amoêdo, Luciano Huck, Sergio Moro e Ciro Gomes. Há também empresários e integrantes da sociedade civil. Embora esteja autorizado pelo seu partido, o DEM, a testar o poderio de sua eventual candidatura à Presidência, Mandetta sempre deixa claro que não tem a intenção de assumir uma pré-candidatura e trabalha para costurar um nome de consenso, por entender que a divisão no centro é o caminho mais curto para o infortúnio nas urnas. “Se houver uma fragmentação, se saírem três, quatro, cinco candidaturas, isso vai beneficiar os dois polos. Tem que ter muita maturidade política, muita grandeza, muita visão de país, para entender que não se pode fulanizar esta eleição”, afirma. “O desafio agora é conversar sobre um projeto de nação em torno do qual as pessoas possam se unir. E o nome do candidato virá em consequência disso”, emenda. Eis a entrevista.

O sr. integra um grupo de presidenciáveis que trabalha para articular uma candidatura de centro contra Lula e Jair Bolsonaro. Qual é a data limite para definir quem será esse candidato?
O tempo da política é diferente do tempo da internet. Existem prazos legais e tempo de maturação. As regras das eleições ainda estão sendo discutidas no Congresso. Esses (Lula e Bolsonaro) são nomes que já foram governo e saem com todas as suas certezas. O Brasil deles está inegociavelmente colocado. A gente sabe o que esperar dos dois. E há um outro grupo enorme de pessoas que quer debater ideias. Não é possível discutir o Brasil sem olhar para as perspectivas do pós-pandemia. Não há nenhum setor que não tenha sido profundamente atingido. O desafio, agora, é conversar sobre um projeto de nação em torno do qual as pessoas possam se unir. O nome do candidato virá em consequência disso. O importante é saber as diferenças entre o olhar de gente que quer discutir o Brasil para as próximas décadas e o de pessoas que estão olhando para o passado.

Se a definição demorar demais, não há o risco de que Lula e Bolsonaro se fortaleçam diante desse vácuo no centro?
Existe um calendário eleitoral: um ano antes devem ser definidas as regras, seis meses antes devem ocorrer as filiações partidárias, e três meses antes das eleições há as convenções. Não acredito que seja impositivo que deva ser agora. O principal é o timing de se fazer uma boa análise, uma boa discussão sobre o Brasil. A velocidade com que isso anda depois do consenso político é muito intensa. Não há mais aquela necessidade que existia no passado de um ano, um ano e meio antes das eleições, fazer as definições importantes. A gente deve gastar tempo no planejamento, na análise, ver o que dá para fazer, o que é factível, definir como é possível resolver essa monumental crise da educação, com índices de evasão escolar absurdos, rendimento escolar baixíssimo, como vamos discutir o novo trabalho. Dia 1º de Maio é Dia do Trabalhador. De um lado haverá pessoas dizendo “chega de lockdown, eu quero trabalhar”, como se o trabalho não respeitasse a vida, o que é uma grosseria. De outro lado, haverá a defesa daquele trabalho via sindicatos, imposto sindical, aquela coisa mais cartesiana. Mas agora temos novos trabalhos, novos direitos, novos deveres, novas relações de trabalho. Com o home office, o conceito mudou completamente.

Quais critérios devem ser usados para definir esse candidato? Pesquisas de intenções de voto? Ou quem conquistar consenso no grupo?
Acho que é um somatório de fatores. É preciso ter uma boa capacidade de diálogo, de articulação, tem que ser uma pessoa que crie um clima de confiança, alguém que tenha um brilho no olhar, aquela pressa de ver o país acontecer, a vontade de encontrar as pessoas. Alguns vão precisar tomar decisões de foro pessoal, e o importante é que não percam de foco a proposta de combater os extremos. Não vi nenhuma ação concreta de que (Lula e Bolsonaro) possam se tornar mais moderados, possam ter humildade para rever, se reciclar, se modernizar. O mais importante nesse arco enorme de representação da sociedade é que todos entendam que, se houver uma fragmentação, se saírem três, quatro, cinco candidaturas, isso vai beneficiar os dois polos. Tem que ter muita maturidade política, muita grandeza, muita visão de país, muita visão do papel do Brasil no mundo para entender que não se pode fulanizar a eleição. Esse candidato tem que ter uma capacidade muito grande de diálogo para interpretar a importância de construir o consenso.

Entre os integrantes do grupo, há muitos atritos pretéritos, como a briga entre Ciro Gomes e João Doria, por exemplo. O senhor parece ser um nome com menos resistência. Acredita que será o escolhido?
Você está fazendo uma entrevista voltada para nomes, está obcecada por nomes, mas eu estou obcecado por ideias. Acho que isso gera ruído. Não vejo como as pessoas se unirem em torno de nomes. Sempre haverá óbices ao nome de A, de B ou de C. Esse já pisou na minha unha encravada, o outro não me cumprimentou, do outro eu não gosto… Sempre tem essa questão quando o debate fica em torno de nomes. Agora, quando você discute projetos, no campo das ideias, os nomes perdem a importância. Se você cria um projeto e se encanta por ele, as pessoas passam a te procurar para ajudar, para contribuir. Estamos falando de eleições gerais. Será preciso unir muita gente para ajudar a construir este momento. Os nomes não estão prontos ainda. Tem que vir mais gente para dentro, pessoas que eventualmente pensam em se candidatar dentro desse arco, para iniciarmos os debates com o pessoal da cultura, com estudantes, com trabalhadores, representantes do setor de transporte, de logística, da educação. Aí os nomes começam a ser testados. Podemos fazer debate com essas categorias, para que as pessoas tenham a visibilidade necessária. Enquanto os dois (Lula e Bolsonaro) têm essa cara de candidato, o Brasil que quer esperança, que quer trabalhar, tem que estar engajado para achar o projeto de nação que nos une. Não vamos nos unir em torno da pessoa A ou B. Esse é o final do processo.

Pedro Ladeira/FolhapressPedro Ladeira/Folhapress“A gente sabe que existe um pesadelo ali na frente, chamado Lula e Bolsonaro”
Ciro é nome que mais destoa no grupo, sobretudo do ponto de vista da economia. Por que ele foi incluído? A candidatura dele como representante do centro é viável? 
O Ciro é um democrata, submeteu seu nome três vezes nas eleições presidenciais, é uma pessoa habituada a isso. Ele sempre se submeteu às regras, ao debate, com muita coerência. Talvez a gente tenha que revisitar certezas de todo mundo no cenário de pós-pandemia. Analisar a capacidade de investimento do Estado antes da pandemia é uma coisa. Após a pandemia, com esse déficit público absurdo, é outra discussão. Precisamos pensar nisso, debater qual a capacidade real de investimentos. Se ela é menor que a necessidade, quais são as outras possibilidades do Estado? Acho que isso é pertinente, até para oxigenarmos essa visão. Não existe Estado mínimo ou Estado máximo, existe Estado necessário. Que áreas devem ser prioritárias para o Estado? A verdade é que temos que radicalizar na educação, que é a única política que paga essa dívida social absurda que o país arrumou. Temos a obrigação de dizer como vamos fazer e de onde vai sair o recurso. Não adianta pensar em fazer todas as benesses com um Estado que não tem capacidade de fazer investimentos. Isso tudo é um convite à reflexão, e acho que o Ciro tem um olhar muito atento e pode ajudar muito. Ele pode se negar e dizer “não quero”, ou “já fiz minha discussão, quero defender minhas ideias até o fim”. Agora, porém, é o início desse bom debate, de um debate bem provocativo.

Por que não há mulheres no grupo? Marina Silva, por exemplo, está fora.
Naquele famoso 31 de março (data de divulgação do manifesto pela democracia), a gente tinha algumas horas para decidir e divulgar. Foi uma coisa de última hora. Havia uma crise militar absurda, e só justificaria a gente assinar uma coisa se fosse no mesmo dia. Mas acho que a Marina tem uma visão muito aprofundada sobre o quadro social brasileiro, sobre o meio ambiente. Ela é filiada a um partido que já disputou várias eleições e acho que ela tem que participar. Por isso, esse debate tem que ser muito mais amplo, em vez de ficar preso aos nomes das pessoas que assinaram o manifesto. Aquilo ali foi um exercício de algumas horas. É tempo de alargar esses diálogos.

Há restrições expressas a pessoas ou partidos?
Partidos ou pessoas que não sejam sectários, que não sejam fechados, são bem-vindos. Imposição de nomes e agendas é que não dá. Isso é incompatível. Não dá para dialogar com uma pessoa que diz “está bem, vou conversar com você, mas não vou mudar nada”. É perda de tempo.

Tasso Jereissati, do PSDB, e Rodrigo Pacheco, do DEM, têm sido citados como possíveis presidenciáveis. Eles também poderiam representar o centro?
Você volta a fazer uma entrevista focada em nomes. Como a gente pode prescindir da participação de um Tasso Jereissati, de um Rodrigo Pacheco, de uma Tábata Amaral? Como a gente pode prescindir da visão dos prefeitos João Campos (de Recife) e Bruno Reis (de Salvador)? É gente muito boa. Tem que ser uma coisa plural, bem aberta. Tem gente que se sente confortável de ficar construindo e tem gente que se sente confortável em destruir. Para aqueles que querem construir, espero que a gente tenha maturidade para entender bem o que ocorre. A gente precisa compreender as razões que vão levar as pessoas a definir o rumo do país. Eleições mal pensadas, mal planejadas, com muitos egos sobressalentes, normalmente não funcionam.

Como está sua relação com DEM? Cogita deixar o partido?
Eu me dou bem com todos, não tenho dificuldades em dialogar com nenhuma das correntes, nem dentro do DEM, nem fora do partido. O ser humano que está na política tem que ter capacidade de dialogar e propor alternativas, caminhos. Tenho trabalhado para mostrar caminhos que sejam de fortalecimento. Por enquanto, a gente tem andado, tem conversado, feito tratativas, mas partidos só farão deliberações mais à frente. Agora, os partidos têm que proporcionar a convivência com a sociedade. É importantíssimo saber qual a visão da OAB, da UNE, que visão de país as grandes entidades têm. A gente sabe que existe um pesadelo ali na frente, chamado Lula e Bolsonaro. E as pessoas querendo que o eleitor decida se vota em quem odeia mais ou em quem odeia menos. Que país vamos construir em cima de uma discussão como essa?

O que é mais forte hoje, o antipetismo ou o antibolsonarismo?
Eu não sei medir ódio. Eu não trabalho com pesadelo, eu trabalho com sonho. Pesadelo, quando eu tenho, eu rezo um Pai Nosso. A gente não faz nada para pesadelo se tornar realidade, não. Agora, de sonho bom eu vou atrás.

Com o desgaste do presidente Jair Bolsonaro e com a perspectiva de uma crise ainda maior, com a CPI, acha viável um cenário em que ele fique fora do segundo turno, mesmo com a máquina pública nas mãos?
Jamais vou me mobilizar contra Lula ou contra Bolsonaro, mas a favor do país. A população quer pessoas capazes de trazer paz, união, oportunidades de o país crescer. O sonho dos imigrantes que fizeram São Paulo, que fizeram o Brasil, gente que quer trabalhar em paz, esquecer que existe governo. A gente já paga tanto imposto… Quem é que consegue viver com um governo que todo dia monta uma crise? Todo dia tem uma confusão. Todo dia a gente tem que discutir o exemplo que estão dando. No momento apropriado, cada um vai colher o fruto do seu trabalho. Quem planta vento colhe tempestade.

Pedro Ladeira/FolhapressPedro Ladeira/Folhapress“O ser humano que está na política tem que ter capacidade de dialogar e propor alternativas”
O governo tenta mudar a narrativa do combate à Covid. Passou a fazer campanhas por máscaras, abandonou a defesa pública do chamado “tratamento precoce” e agora defende o “atendimento imediato”. Muitos aliados de Bolsonaro criticam o sr. pelas orientações do início da pandemia. O que mudou?
É impressionante como criam narrativa a respeito de tudo. Mas cada vez que o presidente fala “sou a favor da ciência e da vacina”, até os robôs ficam com vergonha, porque parece uma coisa fake. Não é de verdade, não é de coração aquilo. A pessoa tem que gostar muito do ser humano para tomar decisão sobre vida ou morte. A pessoa que em determinado momento diz “só está morrendo quem já ia morrer mesmo”, “brasileiro tem que ser estudado porque vive no esgoto e não pega nada”, “não sou coveiro” ou “vai comprar máscara na casa da sua mãe” e depois diz “sou a favor de máscara, disso, daquilo”, fica fake demais. Ninguém consegue acreditar.

Qual a opinião do sr. sobre a proposta que facilita a compra de vacinas por empresas?
Esse foi um debate bem inócuo, porque não existe disponibilidade de vacinas para serem vendidas da noite para o dia. O mundo inteiro está procurando vacina. O Brasil fez as compras, mas perdeu o timing, comprou tarde. Fazer esse debate, portanto, tumultua tudo. Até que as empresas consigam comprar e trazer, acho que a vacinação no Brasil já terá acabado.

Acredita que a CPI será um instrumento importante para que a verdade sobre o combate à pandemia venha à tona?
Sobre CPI, eu não vou falar. Acho que o Senado é suficientemente maduro para saber conduzir. Mas eu não vou falar porque devo ir lá, seria até desagradável da minha parte fazer qualquer comentário.

Algumas pessoas acreditam que o sr. pode prestar um depoimento bombástico contra o governo.
Não vou entrar nesse assunto. Vou aguardar.

Como a situação de Lula e o processo sobre a parcialidade de Sergio Moro podem afetar uma eventual candidatura do ex-juiz e ex-ministro? 
Ele tem o trabalho de uma vida inteira na magistratura e, depois, tem um tempo como ministro. É outro que tem uma decisão de foro íntimo para tomar, como o Luciano Huck. Eles não são nem filiados a partidos, temos que respeitar, temos que dar o tempo deles.

Acredita que Lula poderá sofrer novas condenações até a eleição? E se estiver elegível, acha que ele será mesmo o candidato?
Ele deve participar das eleições, é um homem que tem suas convicções e sua história. Qual vai ser a participação dele, não sei. Mas a Justiça vai ter que se posicionar um dia. Senão, no futuro, quando alguém for aos livros de História, para saber o que foi Lava Jato, para saber se houve cartel, se roubaram, se teve acordo de empreiteiras, vai perguntar: e esse homem aqui (Lula), qual foi o papel dele? Vão dizer: ah, a Justiça não se pronunciou sobre ele. Isso me parece errado em uma sociedade que não quer promover injustiça. Que digam: é inocente, ok. É culpado? Ok, deem a pena. O que não dá é para fazer piruetas e ficar cinco anos julgando um negócio e no final dizer “não valeu”. É igual querer voltar em 1966 e dizer que o juiz que apitou a partida entre Alemanha e Inglaterra era míope. E então, volta no tempo, e é outro campeão? Não dá, a Justiça vai ter que se pronunciar. Mas como ela é muito lenta, os advogados trabalham muito para ganhar por decurso de prazo. Se for isso, ficará eternamente essa nódoa, essa mancha na biografia dele. E ele busca o julgamento político.

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  1. A polarização da eleição entre os dois extremos: Bolsonaro e Lula, não parece ser auspiciosa para o Brasil. Realmente, se o Centro não se unir é o que acontecerá. Se houver união, com um candidato de Centro indo ao 2º Turno, muito provavelmente vencerá a eleição presidencial seja contra Lula, seja contra Bolsonaro. Mandetta é um político inteligente, moderno, sabe falar e ouvir, e sua imagem é muito simpática. Se houver união em torno dele, vencerá para o bem da nação. União Brasil 2022..!!

  2. Providencial a entrevista. Já dá p/ começar a saber quem é “bagre ensaboado”. Não se compromete nem a se comprometer. Fala em ideias e projetos, mas só expressa generalidades, platitudes ou fantasias colegiais (união e projeto comum de “gregos e troianos”). Tudo ainda vai ser discutido; todas as ideias estão na mesa, etc; Estado necessário (não mencionando “possível“), mas c/ menos impostos e c/ mais Tábata Amaral. Ou seja, nada “sério”, realista ou coerente: discurso vazio e marketing político.

    1. LSB: já que você gosta de história, lembro que gregos e troianos se uniram uma vez e venceram o poderoso Império Persa.

  3. Mandetta que vá cantar/dançar "O que é, o que é" do Gonzaguinha. Esse aí a figura oculta da música "Vossa Excelência" dos Titãs.

  4. 👏👏👏👏👏 Absolutamente coerente! Essa entrevista me faz achar que é possivel voltar a PENSAR em ter esperança. 🙏🙏🙏

  5. Mandetta: você é hoje uma das principais esperanças para o nosso futuro. Em 2022 teremos uma oportunidade histórica de começar a construir um País muito grande e rico. Para isso, precisamos de um grupo forte, não de uma só pessoa. Transformar rapidamente o Brasil em uma potência exige um grupo de governantes inteligentes, competentes, desprendidos e bem intencionados. A China é uma prova de que isto é possível. Aquele país não era quase nada a 25 anos atrás. E hoje está ultrapassando os EUA.

  6. Parabéns para a Crusoé e para o Mandetta! Ótima entrevista! A maturidade necessária para enfrentar o “ pesadelo “ tem que ser MUITA! Mandetta merece atenção. Está preocupado com o Brasil e com a Educação em primeiro lugar. Estou nessa. Voto no candidato que se apresentar como o melhor. A movimentação tem que ser ampla. Penso em Moro para o Senado.

  7. DANILO GENTILI PRESIDENTE 22. Não é político. É DO POVO. Liberal Terá uma equipe de apoio , jovem , direita e engajada. Vice Amoedo. Anotem ae hoje é só uma piada para a maioria. Em 22 será nossa Salvação.

  8. Só quero o Ciro longe do planalto ele é igual Bolsolula vai pra quem dar mais. Nunca vou votar em Ciro /Lula /Bolsonaro/ Dilma/ Temer. Tb não voto em ninguém do pt e de qual Bolsonaro for filiado.

    1. Bem isso. Ciro é muito inteligente, sabe lacrar como ninguém. Pero... se resume demais ao "meu Ceará ", além de condutas, família enrolada em política. Fecho contigo também, Elizabeth

  9. Não existe terceira via, o candidado e futuro presidente é Lula,foi o melhor presidente do Brasil, não tem Mandeta ele já fez o que para o Brasil,o ciro falador,depois da liberdade de lLula desapareceu

    1. Falou o Jumentão, o Asno Tião do Lula petismo. Que futuro pode ter um País onde pessoas iguais ao JumentoTião acreditam e defendem ladrões e corruptos feito LULADRÃO.

    2. A caterva do PT junto? Palocci , Zé Dirceu, Narizinho e Cia? #Nem um nem outro!

    3. Vá gostar de LADRÃO assim lá na casa do caralho, minha nossa...

  10. Que essas lideranças consigam agir com toda a lucidez necessária e chegar ao consenso num bom projeto de governo que nos eleve pois existe uma parcela enorme da sociedade que não quer nem bandido e nem genocida.

  11. Só um nome poderá unir a direita e vencer Bolsonaro e Lula....é Mourão!! louco para saltar dessa barca furada....tem um currículo respeitado, inteligente, firme e diplomático ao mesmo tempo, estrategista...O único que o genocida Bolsonaro respeita... Seria uma tragédia ter de escolher um genocida ou um ladrão...

    1. Mourão é um milico e como todos os outro que estão no governo ,só se aproveitam apesar de serem pisados pelo capitão que agora faz o que quer com os milicos mostrando que ele é o chefe agora. Os milicos aceitam. O dinheiro fala mais alto. Patriotismo desses cara é papo furado.

  12. Passados 10 anos dos fatos, a justiça brasileira tem dever MORAL de dizer, antes das eleições, se Lula é corrupto ou não, se participou e como na rapinagem bilionária q aconteceu na Petrobras. Ministro Fux, o STF gastou nos últimos anos centenas de sessões sobre Lula. Temos 18 meses até a eleição. Com um esforço concentrado a justiça brasileira conseguirá responder esta questão antes das eleições. A sociedade tem este DIREITO. É perturbador ir à urna eletrônica sem saber se tem ali um corrupto.

    1. Todos que já foram presidentes do Brasil são corruptos .

    1. Esse Ricardo é gado....qualquer um que se oporão bozo é pisoteado ....

  13. Só começarei a crer nas intenções de Mandetta quando ele devolver o dinheiro que, digamos, "embolsou" na Secretaria Municipal de Campo Grande (MS).

    1. Entre Lula e Mandetta, é melhor pegar o carro e ir pro litoral no dia da votação.

    1. Concordo, Luciano! Voto em qualquer um exceto talvez em Ciro Gomes. Não confio nele, mas se na hora h, ele for a única terceira via possível, eu voto nele apertando o nariz para não vomitar.

    2. Moro não quer. Existe resistência enorme à ele na classe política. Seria um excelente nome, mas não parece um cenário realista. Precisamos o mínimo de união agora para escaparmos de Lula e Bolsonaro. Sem vaidades, que se viabilize uma alternativa de centro. De Amoedo à Marina, aceito qq um q vença os dois polos extremistas.

    1. Ja, o problema é que vc não é inteligente, não entendeu nada, o cara só jogou para angariar a simpatia dos outros, e se tornar, ele, o cara. Ah! Também, umas alfinetadas para começar a desconstrução do alvo. Modelito velho e manjado.

  14. Excelente a entrevista!!!O caminho é esse mesmo, temos que pensar no Brasil pós pandemia, pós Lula, pós Bolsonaro, essas três mazelas devem ficar no passado. O futuro é que nos interessa!

  15. Sugiro uma entrevista com Hartung para ele mostrar tudo que fez no ES, tanto nas finanças como na educação que hoje já tem destaque nacional

  16. Sugiro PAULO HARTUNG por ser preparado experiente. A grande vantagem é não estar entre os mais arrojados, portanto mais "palatável" ao grande número de "disponiveis"

  17. Estamos f..., como acreditar no politiqueiro que afirma que "Ciro Gomes é uma democrata". Observar esta lista de "presidênciáveis" (a exceção de Moro) de quem ninguém, em sã consciência, compraria um carro usado é deprimente.

    1. De fato, a lista ( exceto Moro), é um DESASTRE! Não sei como ele não teve vergonha de dar uma declaração dessas.

    1. Quem é Delagnol? Eu ouço falar em Dallagnol. É o mesmo?

  18. Mandetta é o nome mais forte para a terceira via, depois de Moro, que infelizmente parece ter desistido do Brasil e com toda a razão. Mandetta é sensato, tem a desenvoltura necessária para se desvencilhar dos ataques Bolsonaristas que com certeza virão. Para a saúde, será um ganho e tanto. Deve escolher com muito critério seu companheiro de chapa, para não perder votos. Terá o meu, com certeza, já que o primeiro não parece se animar!

    1. Depois de Moro, passa a ser a opção mais viável (talvez a única). Pode ser a bala de prata... Ciro não dá. Deixa ele levar outra rasteira do Lula... Ah, João Campos, Renata Campos e Paulo Câmara adoooram o Lula. São amigos de longas datas. Como confiar em PSB e PDT?...

  19. Pergunto -me QUEM era Mandetta ANTES se ser convidado por Bolsonaro para assumir o Ministério da Saúde? Alguém SEQUER tinha ouvido ou lido algo sobre ele? Na minha opinião, não passa de um vil oportunista. Bolsonaro tem sido pessimamente orientado. Um Ministro da Saúde doido por holofotes; depois, uma cardiologista supostamente convidada pro Ministério e q afirmou não assumir pq discordava do tratamento precoce da COVID-19 (apesar do PAI dela ter sido curado graças a esse tratamento...)

    1. Pergunto: Quem era JB antes de chegar lá para que o corrupto, via seu poste, não chegasse? Respondo: era um inexpressivo “deputado profissional” , que deveria ter sido expulso do exército... O cara consegue ser pior que a Dilma!

  20. Ex-ministro Mandetta, parabéns pela lucidez, conhecimento e simplicidade nas respostas. Continue trabalhando por um projeto de país e que surja entre o Sr., o Dr. Sérgio Moro e o sensato senador Tasso o cabeça de chapa para trucidar o corrupto e o genocida. O Brasil e os brasileiros honestos e trabalhadores merecem paz.

    1. Você tá de brincadeira né seu bestalhão....tirando o Moro que tem ainda alguma credibilidade, os outros são eternos picaretas e sangue-suga do povo. O que o Tarso Jeteisatti fez de bom pro Ceará quando foi governador e que fez de bom enquanto Senador, nada, sòmente ajudou a sua família se enriquecer mais do que já era. E o Mandetta é aquele que dizia: Fique em casa e só procure o hospital quando seu pulmão já estiver com mais de 40% infeccioso aí vc será entubado e seja o que Deus quiser. Amém

  21. A proposta do Mandetta com relação à educação é muito oportuna. Sem uma educação de qualidade não teremos um país competitivo, uma sociedade pensante. Boa sorte ao projeto dele.

    1. Educação é tudo em sociedade tão desigual como a nossa. Necessitamos de pessoas com espírito crítico e bem formadas nas áreas básicas de Educação.

  22. Este não era o corrupto da vez nomeado a ministro da saúde pelo não menos canalha Bolsonaro??? Virou vedete? Acorda Cruzoe! Menos por favor! Melhor o Doria, que pelo melódica bem de calça apertada!

  23. Francamente caros editores de CRUSÓE esperamps a semana passar para termps sexta a revista tão falada e cantada do Brasil com a seção Entrevista da semana que é a parte mais seletiva da edição digital, e encontramos 17:12 de entrevista com _O MANDETTA!!!! ex ministro da saúde. O que nós leitores e assinantes somos?? Idiotas e cretinos no mínimo para vcs. Será que a revista tá tão decadente que não têm outro entrevistado melhor que faça nós esperarmos a semana inteira para ler???

    1. Excelentr entrevista, resposta sensata que viabilizam a possibilidade de alternativa ao País.

  24. Tenho a esperança de que esse grupo consiga construir um projeto de país sério, e que disso surja a tão almejada e necessária terceira via

  25. Eu não vejo saída. Mas confio em Mandetta e os demais que com ele estão conversando. Tomara que eles estejam vendo o que ninguém de bom senso está enxergando neste país.

  26. c. Faltou perguntar ao Mandetta sobre as suspeitas de corrupção que pairam sobre ele. Perguntar não ofende, ou ofende? Presidente com um pé na cadeia vira refém do sistema corrupto. Já vimos esse filme.

    1. Bem colocado. Na hora H, a opção sempre será salvar a própria pele.

  27. “Articulação, brilho nos olhos, passar impressão de confiável” , nada disso define alguém que possa de fato trabalhar pelo país. Porém, se esse for o nome pra derrotar a dupla bozolula, terá meu voto. Mesmo jogando confete pra todo lado, chamando urubu de meu louro, ainda será infinitamente melhor que os outos dois.

  28. Mandetta tem uma qualidade inegavel:- é um político bem articulado e objetivo. Sobretudo tem se mostrado muito democrático. Ponto pra ele - entrevista muito esclarecedora e útil. Sem firulas tão comuns aos politiqueiros. Direto ao ponto! É disso que precisamos - mais sobre um projeto de pais do que de construção de nomes para se incensar. A política brasileira precisa ser menos passional, abandonar de vez a idolatria e construir um futuro mais decente pra todos. Abaixo o nós x eles. União !

    1. Sérgio Precisamos ter a oportunidade de termos como presidente da república pessoas alfabetizadas ( característica que exclue o Lula e o Bolsonaro), articuladas, que tenham exercido profissões como médico, advogado, economista, professor etc nas quais tiveram êxito, não sendo políticos profissionais que passam toda a vida vivendo do dinheiro público e muitas vezes da corrupção. Será que finalmente vai dar?

    2. Sou Dr Moro ou quem ele apoiar . Estamos sendo muito ingratos com ele e Deltan. Sem eles nunca saberíamos o tamanho da roubalheira. Quando se tiver controle da pandemia , teremos que ir às ruas para apoiá-los e pedir urgente a lava toga para expelir do stf estrumes como gilmar ( pessoa que envergonha o Brasil) , levan , que repetiu o que o pt prega , que a descoberta da corrupção pelo grandioso Dr Moro quebrou o Brasil . A acovardada rosa Weber , tofol, careca moraes , todos com letra minuscul

    3. Muito boa essa reportagem, mostra o Mandetta com muito equilíbrio e fora dessa manipulação “ bolsonaro x lula” , temos que fortalecer a união e aparecer um terceira via forte. Votaria em Madetta

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