Arquivo pessoal"Se não convencermos o maior número de pessoas possível a se vacinar, a imunidade de rebanho ficará distante"

‘Mutações no vírus não afetarão vacinas’

A epidemiologista Denise Garrett diz que a nova variante do coronavírus pode ser contida, critica a negligência no país e afirma que, numa previsão otimista, a imunidade global só será atingida em meados de 2023
24.12.20

A médica infectologista e epidemiologista mineira Denise Garrett reuniu, ao longo de sua trajetória, conhecimentos em duas áreas essenciais para compreender o mundo atual: a de pandemias e a de vacinas. Por 23 anos, ela trabalhou no conceituado Centro de Controle de Doenças (CDC), nos Estados Unidos. Como pesquisadora, investigou a propagação de vírus pelo mundo, como o H1N1 e o ebola. Em 2015, Denise assumiu o cargo que ocupa até hoje de vice-presidente no departamento de epidemiologia aplicada do Instituto de Vacinas Sabin, em Washington. Entre suas funções, está a de conscientizar governos sobre a importância de campanhas de imunização, orientar as medidas a serem tomadas e acompanhar os resultados. No cargo, Denise coordenou projetos em diversas latitudes. Desde o início da pandemia de coronavírus, porém, ela tem dedicado boa parte de seu tempo a acompanhar a situação no país. “Tenho feito isso agora muito por uma questão pessoal, por sentir o peso da situação. O Brasil tem passado por muita complicação desde o início, com muita confusão e falta de informação. Para mim, isso acabou se tornando quase um trabalho extra”, diz ela.

Para Denise, o início de 2021 poderá marcar o momento mais grave da pandemia. “Há uma negligência por parte da população, que está cansada, e não há praticamente nenhuma medida de controle”, diz ela. A médica diz que não vê a devida pressa no governo federal em fechar acordos para obter as doses de vacinas necessárias para alcançar a imunidade de rebanho, quando a transmissão é interrompida porque a maior parte da população já está protegida. A depender da eficácia das vacinas que estarão disponíveis, será preciso obter uma cobertura “astronômica”, segundo ela. Com o presidente Jair Bolsonaro causando incertezas sobre a vacina, essa missão ficará mais árdua. Por telefone, Denise conversou com Crusoé.

O Reino Unido já identificou duas cepas mutantes do coronavírus, obrigando diversos países a cancelar voos. Essas variantes poderão reduzir a eficiência das vacinas?
As mutações que ocorreram no coronavírus, provavelmente, não afetarão o desempenho das vacinas. Para que isso acontecesse, seriam necessárias muitas mutações no vírus, o que é mais difícil de ocorrer. O importante será monitorar a situação. Além disso, caso uma vacina deixe de funcionar, o problema poderá ser contornado. As novas tecnologias que foram usadas por alguns laboratórios permitem que sejam feitos ajustes rapidamente. Se mudar a proteína da espícula do vírus, aquela parte que o ajuda a entrar nas células, os cientistas podem alterar o RNA mensageiro da vacina, para que ele possa comandar o organismo a combater a proteína mutante. No caso das vacinas que usam tecnologias antigas, como a Coronavac, que está sendo fabricada pelo Instituto Butantan, a chance de que mutações tornem a imunização inútil é menor. Essa vacina usa um vírus inativado. Quando ele é introduzido no corpo, o organismo é treinado para atacar o vírus como um todo, e não apenas para destruir uma proteína específica. É uma ação mais completa. Sendo assim, teria de ocorrer um número muito maior de mutações no vírus inteiro para que o sistema imunológico de uma pessoa vacinada não o reconhecesse como ameaça. A meu ver, não devemos ficar muito preocupados quando lemos manchetes assustadoras sobre um coronavírus mutante.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que a variante do coronavírus pode ser até 70% mais transmissível. Isso causará mais mortes?
Não há nenhuma indicação que essa nova variante seja mais virulenta ou mais letal. Mas se ela se alastrar para um número maior de pessoas, então isso poderia elevar o número de óbitos. É a lógica: se mais pessoas ficarem doentes, mais pessoas irão morrer. Mas isso não necessariamente irá ocorrer. Se as medidas de isolamento social e prevenção forem cumpridas ou intensificadas, a transmissão poderá ser refreada. Além disso, devemos desconfiar dessa declaração de Boris Johnson. As autoridades britânicas estão dizendo que o aumento recente do número de casos ocorreu por causa do vírus. Mas isso aconteceu, principalmente, porque eles baixaram totalmente a guarda durante o verão do hemisfério norte. Não é possível dizer ainda até que ponto a quantidade de casos subiu em função da nova variante ou do relaxamento das medidas. Muitos cientistas estão contradizendo essa afirmação do primeiro-ministro.

A segunda onda de coronavírus será menos letal no Brasil?
Vários países chegaram a registrar uma redução nas taxas de mortalidade de Covid por algum tempo. Em primeiro lugar, isso aconteceu porque os médicos aprenderam a tratar a doença. Depois, porque a doença começou a atingir mais a população jovem, que tem um prognóstico melhor. Mas essa fase já passou. Como a doença continua se expandindo, ela voltou a crescer entre a população mais velha. Assim, voltamos à situação que estávamos no início da pandemia. O fato é que não existe hoje nenhuma razão para acreditar que a quantidade de óbitos será menor. O Brasil está caminhando para uma situação de falta de leitos em hospitais, com o colapso do sistema de saúde. Os hospitais de campanha, construídos no início do ano, já foram desmontados. Minha previsão é que ainda não vimos o pior da pandemia. Isso vai acontecer no início de 2021. Há uma negligência por parte da população, que está cansada, e não há praticamente nenhuma medida de controle. Os lugares públicos estão lotados e as pessoas estão usando a máscara no queixo. Com as festas de fim de ano, tudo deve piorar, e a vacina não chegará tão cedo.

Arquivo pessoalArquivo pessoal“Não parece haver urgência. Não se vê o governo se movimentando”
Quando os brasileiros poderão tomar a vacina?
O governador do estado de São Paulo, João Doria, disse que a imunização começará no dia 25 de janeiro. Torço para que ele esteja certo. Praticamente, a vacina que a gente vai ter é a Coronavac. Parece que será a única opção. Há uma inércia muito grande no governo federal, que não tem feito novos acordos. O Ministério da Saúde praticamente só fez um até agora, com a AstraZeneca e a Universidade de Oxford. Mas foi um azar tremendo. Das vacinas mais adiantadas no desenvolvimento, essa foi a única que atrasou. Eles poderão até produzir a vacina na Fiocruz, mas o registro com certeza vai atrasar, porque eles terão de fornecer mais dados para a Anvisa. O caso mostra um desconhecimento muito grande do governo federal sobre como as vacinas funcionam. É muito comum que, até o final da fase 3 do estudo clínico, ocorram problemas. Para evitar isso, é preciso se garantir fazendo acordos com vários fornecedores. Quando o governo federal fez o acordo com a AstraZeneca, outros países firmaram contratos com várias companhias. Mas nós só fizemos com uma. Agora, tampouco estou vendo pressa em fazer novos acordos. Não parece haver urgência. Não se vê o governo se movimentando. O que está sendo combinado com a Pfizer é uma quantidade irrisória. Serão 2 milhões de doses no primeiro trimestre e 6,5 milhões no segundo trimestre. É muito pouco. Na primeira leva de negociações, nós ficamos de fora. A segunda, que irá entregar vacinas na metade do ano que vem, nós também estamos deixando passar. Será que, no plano federal, só vamos conseguir assinar contratos para receber vacinas no final do ano que vem?

O que mais deveria ter sido feito no início no Brasil e não foi?
Faltou uma estratégia coerente e unificada no plano federal. Além disso, a reabertura do país ocorreu de maneira precoce. Medidas importantes de prevenção, como o uso de máscaras, foram alvo de polarização e se tornaram bandeiras partidárias. Para agravar a situação, a liderança do país não poupou esforços para minimizar a pandemia, insistindo que o vírus iria desaparecer ou que era apenas uma gripezinha. Medicamentos sem eficiência comprovada foram promovidos, como a hidroxicloroquina.

O que aprendemos com as medidas de restrição?
Todas as medidas restritivas foram necessárias para retardar a propagação do vírus e salvaram dezenas de milhares de vidas. Mas aprendemos algumas coisas nos últimos meses. Uma delas é que o vírus circula principalmente pelo ar. A transmissão ocorre quando compartilhamos o mesmo ar com outras pessoas. Portanto, evitar lugares fechados e usar máscaras são medidas mais importantes do que o cuidado com as superfícies. No começo, dava-se muita ênfase para a limpeza dos móveis, das compras e dos objetos, mas isso não se mostrou tão fundamental. O perigo está principalmente no ar. Também descobrimos que a transmissão entre crianças de até 9 anos é muito baixa. Nos Estados Unidos, as aulas para crianças pequenas foram liberadas, e vários protocolos de segurança foram adotados. Mas isso é algo que depende muito das taxas de transmissão na comunidade. Se elas forem muito altas, as escolas podem se tornar focos de infecção e não será mais seguro autorizar as aulas.

Quando teremos uma vida normal de novo?
Somente quando a maioria da população for vacinada. Para fazer esse cálculo, é preciso saber quantas doses estarão disponíveis e qual será a eficácia das vacinas. Nos Estados Unidos, espera-se que toda a população esteja vacinada até o meio do ano que vem. No Brasil, falar uma data é algo muito difícil, porque não sabemos ao certo quantas vacinas estarão disponíveis nem qual será a eficiência delas.

Arquivo pessoalArquivo pessoal“O perigo está principalmente no ar”
Qual é a porcentagem da população que precisa ser vacinada para que se consiga a imunidade de rebanho?
Em geral, acredita-se que essa fase é alcançada quando cerca de 60% a 70% da população está imune. Imaginando que, no Brasil, 10% já tenha contraído o vírus naturalmente, então seria preciso que no mínimo 50% alcançasse imunidade por meio da vacina para se chegar à imunidade de rebanho. Se estivermos falando de uma vacina com uma eficácia de 95%, o que é algo excepcional, então seria necessário vacinar cerca de metade ou 60% da população. Assim, somaríamos os 10% que já se infectaram com cerca de 50% a 60% que ganhariam a imunidade com a vacina. Mas a situação fica mais complicada se a vacina tiver uma eficácia menor, como 50%. Nesse caso, para que 50% a 60% da população alcançasse imunidade por vacinação, seria necessário vacinar quase toda a população. Seria preciso uma taxa de cobertura vacinal astronômica.

Isso é viável?
É aí que entra a importância de uma boa comunicação. No Brasil, porém, o presidente tem feito campanha contra a vacina, o que pode atrapalhar a adesão. Cerca de 22% da população não pretende se vacinar. Se não conseguirmos convencer o maior número de pessoas possível a tomar a vacina, a imunidade de rebanho ficará mais distante.

Qual será a eficácia real das vacinas quando elas forem aplicadas na população?
Ainda não sabemos. Só será possível conhecer a efetividade por estudos especiais na população em geral, fora dos ensaios clínicos. Outra questão muito importante é se as vacinas, além de proteger contra a doença, também serão capazes de impedir que as pessoas se contaminem. É isso o que se espera que aconteça, mas ainda não sabemos ao certo. Se as vacinas não evitarem a infecção, então os indivíduos continuarão se contagiando e transmitindo o vírus para outros. Nesse caso, atingir a imunidade de rebanho ficará muito mais complicado, porque a transmissão seguirá ocorrendo.

Dá para calcular até quando o mundo terá de preocupar-se com a Covid-19, se tudo correr bem no plano da imunização?
De acordo com os doze principais fabricantes de vacinas, a capacidade de produção foi estimada em aproximadamente 10 bilhões de doses até o final de 2021. Em uma previsão otimista, considerando a capacidade de produção e o esquema de duas doses de vacinas, a imunidade de rebanho em escala global só seria possível de ser alcançada em meados de 2023.

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  1. Essa Dra. Denise é grupo "Questão de Ciência" deveria chamar-se “Chacrinha” em sua celebre frase: EU NÃO VIM PARA EXPLICAR, MAS SIM PARA CONFUNDIR”. Outra desse grupo: Natália que se apresenta na Globo News, quase todos os dias e com sua esganiçada forma de falar, num dia fala uma coisa no dia seguinte outra. A Dra. Denise contradisse a eficácia da Coronavac na CNN e foi contestada pelo jornalista que afirmou que seus cálculos estavam errados, ela disse: É, EU NÃO SOU BOA EM MATEMÁTICA"

  2. Essa doutora está atrasada sobre o que está acontecendo na linha de frente aqui no Brasil. As respostas parecem encomendadas somente para atacar o governo federal. Sugiro que a revista entreviste outros especialistas que estão fazendo trabalho maravilhoso com tratamentos precoces (que já têm sim eficácia comprovada). A vacina é necessária, mas NÃO É URGENTE.

  3. Boa cientista, mas aprendiz de ditador!!! (Ditadura do bem, é claro!! Esclarecida!! Comandada por cientistas positivistas!! Não há o q temer, pois sempre é só para o bem das pessoas)

  4. Se a Doutora parasse de fazer pose no se ensaio fotográfico e fosse estudar matemática, ia perceber que se a imunidade de rebanho se consegue com 70% e só 22 %! não quer se vacinar , não te problema. Ainda ficam 8% para os indecisos! Kkk Depois , ela precisa se atualizar. Já existe trabalho cientifico comprovando a eficácia do hidroxcloroquina. Vamos ler um pouquinho antes de dar entrevista?

    1. Mas q ela não sabe matemática, não sabe mesmo. Se os laboratórios serão capazes de entregar 10 bilhões de doses até o final de 2021 e precisamos de aprox. 15-16 bilhões de doses (2 doses/pessoa) no MÁXIMO (pq não serão vacinados absolutamente 100% dos terráqueos) (e ainda há laboratórios que INICIARÃO a produção), o mais provável é termos vacinas p/ todos até meados de 2022 (qdo a maioria já vai estar vacinada). Residualmente, a vacinação pode ir até o fim de 2022... Citar 2023 é terrorismo..

    2. Mas como pode falar um merda desta. Dona Áurea, vai fazer plantão em um Hispital de sua cidade para enxergar a vida real. Deixa de ser IDIOTA. Pare de assinar a revista.

    3. Sra Áurea. Quanta estupidez a sua!!! Eu sou médico e participei de avaliação estatística quanto a taxa de eficácia da Hidroxicloroquina, estive e estou na linha de frente no tratamento das vítimas da Covid-19 e posso lhe garantir que não há nenhuma razão para continuar defendendo isso. A Sra e que precisa estudar muito. Sugiro que fique calada

    4. Áurea. É muita desfaçatez de sua parte. Contestar uma renomada cientista como a Dra Denise Garrett com argumentos de botequim é próprio de bolsonarista ressentida e irresponsável. Apresente suas credenciais...

    5. Áurea. É muita desfaçatez de sua parte. Contestar uma cientista renomada como a Dra Denise Garrett com "argumentos" de botequim é próprio de bolsonarista ressentida e irresponsável. apresente suas credenciais...

  5. continuando, como toda a mídia mainstream insiste em ignorar o que a verdadeira ciência vem mostrando. Ainda bem que minha assinatura está acabando e, claro, jamais a renovaria. Vocês são uma vergonha, defendendo o obscurantismo. Essa dona deve ter lido o estudo da Fiocruz, que mostrou que uma dose letal de uma substância mata. Ou a fraude da Lancet, ou ainda as análises totalmente erradas do Boulware.

    1. Acabei de ler ao tentar assinar O Antagonista+ q eles devolvem os meses o proporcional ao meses q te restam. O q está faltando pra vc cancelar imediatamente tua assinatura?

    2. Por que não entrevistam, por exemplo, Flávio Cadegiani, editor sênior da Nature, para mostrar ciência de fato? Ah, é capaz de desagradar ao Dória.

  6. O Brasil tem alguns cientistas de ponta que, junto com colegas de outros países, vêm apontando tratamentos eficazes com medicamentos diversos em uso precoce. Há mais de uma centenas de bons estudos mostrando essa eficácia, além de dúvidas diversas sobre a segurança das vacinas mesmo entre pesquisadores que são totalmente pró vacina. A Crusoé, essa revistinha tucana só escuta gente como essa empregada das fábricas de vacina, que não fala uma palavra sobre as dúvidas e, como toda a mídia mainstrea

  7. Em resumo, devemos divulgar a necessidade da vacinação e ao mesmo tempo assinar um maior número de Contratos de fornecimento , passando por cima do merda irresponsável do Bostonaro e sua prole. Devemos fazer uma “tomada da Bastilha” na Anvisa eliminando os milicos que foram plantados lá.

  8. O correto seria ter usado a verba pública destinada as eleições e não ter eleições esse ano. Estava indo tudo muito bem até começar as campanhas políticas que fizeram um "tet a tet" "corpo a corpo" maior que o próprio vírus. Os meios de comunicação, só noticiaram sobre eleições e fake News nesse período. Agora o povo segue sendo responsabilizado por estar contaminado e contaminando. Realmente o covid19 merece ser lembrado e comparado a um simples político. Sem escrúpulos e sem vergonha na cara.

  9. Essa entrevista diz tudo: Estamos perdidos, tanto nas atitudes, como na real eficácia dos resultados da imunização.... Nosso barco está em uma tempestade, com um capitão cego, auxiliado por ajudantes de ordens despreparados, todos se guiando por uma bússola desmagnetizada... Só Deus mesmo...

  10. Acho interessante essas informações, porém vejo que não foi completa, não fala como iremos tratar a doença até a vacina chegar. Ontem escutei uma entrevista do ministro falando da medicação Anita, que 500mg durante 3 dias zera a carga viral do corona, ou seja precisamos dessas informações, basta de sermos enrolados. Tive o Corona a médica me passou apenas azitromicina de 500; e disse se piorar volte engraçada ela, por mim tomei invermectina durante 5 dias , um cpr para cada 30 kg fiquei bom.

  11. Não adianta partidarização: falou quem sabe. Esperemos que a situação pessimista relatada não se concretize, embora no Brasil com o negacionismo reinante do PR, que deveria dar o exemplo, a coisa pode ficar feia!

  12. Estas explanações são muito partidárias. Porque não se posicionou apenas sobre a vacinação já que ocupa uma posição de destaque no conhecimento da matéria? Que pena! Tanto conhecimento e Misturando as coisas. Ficou a desejar.

  13. Busquem a formação e experiência pregressa da doutora Lucy Kerr: nula! Aparentemente tornou-se infectologista e pesquisadora na matéria surfando na COVID 19. Triste país que vai na lábia de qlq um!

    1. Maria, menos preconceito. Sabe de quem é o protocolo MUNDIAL no tratamento da fase inflamatória da COVID-19 com corticoide em altas doses? De Um Brasileiro Clínico e até então desconhecido, Dr. Zeballos que foi ridicularizado por pessoas como você . Só depois que Oxford o adoto pararam sua execração. Mas não o vi nenhuma vez na mídia que deve você acreditar. Hoje a Ivermectina é uma realidade e você e essa revista só prestam um desserviço à população . Mais humildade por favor. Pesquise, estude.

  14. Ótima entrevista. A pergunta que me vêm é: "Quantas vidas seriam poupadas, se não tivéssemos um presidente com uma mentalidade da Idade da Pedra?

    1. Aurea, quem comandou a epidemia foi o vírus. Ah! auxiliado pelo capitão.

  15. Resumindo: O "cara " é o Dória. Vai salvar o Brasil com a melhor vacina, a chinesa. Certamente, enquanto produziam o vírus maldito, já produziam a vacina salvadora.

  16. Após ler esta entrevista e ouvir o Bolsonaro comemorar a provável eficácia baixa da Coronavac vou começar a planejar tomar vacina em outro país . Antes disto da vontade de gritar : Socorro !!!!!

  17. Mulher interessante. Sua opinião sobre locais fechados contrasta com o "cientificismo" do confinamento. Carreira exemplar, excelência no pensamento e na argumentação. Feliz Natal, minha cara, para você e os seus.

    1. Mauro Carlos, infelizmente você parece ser mais um exemplo da péssima educação no Brasil, que não sabe ler nem interpretar um texto...triste.

  18. Excelente entrevista...nosso desgoverno me deixa numa dúvida grande...não sei se estou vivendo num momento trágico-cômico...com tanta falta de logística...ou se é pesadelo do qual não consigo acordar.

  19. Excelente entrevista...nosso desgoverno me deixa numa dúvida grande...não sei se estou vivendo num momento trágico-cômico...com tanta falta de logística...ou se é pesadelo do qual não consigo acordar.

  20. Vejo muitas imprecisões e ambiguidades nas respostas da doutora. Entre elas, li crítica à “defesa de medicamentos de eficácia não comprovada” e defesa de pressa na aquisição e aplicação de vacinas de eficácia e segurança (como diz as próprias respostas) ainda não completamente comprovadas.

    1. Paulo, o pior da ignorância é a arrogância que a acompanha. Você certamente não tem formação científica alguma. Os estudos que destruíram a relação da hidroxicloroquina são o da Fiocruz, que é um caso de polícia, a fraude na Lancet e dois estudos completamente errados na análise, do Boulware. Esses demonstram eficácia da substância. Alguns outros usaram protocolos totalmente errados, desvirtuando a possível eficácia da coisa. Os poucos que foram bem feitos não deixam dúvida: é eficaz.

    2. Ítalo observou ambiguidades nas respostas. Quando a cloroquina começou a ser utilizada no tratamento da Covid? Faz um bom tempo. E quem além do sociopata do Bolsonaro ainda fala dela? Quais foram os resultados dos estudos obtidos com o uso dela? Tivemos a vacinação dos voluntários e agora alguns países começaram uma vacinação da população em geral. Entendeu. Ou quer que eu chuta a sua bunda para você entender. Um idiota como você sinalizando ambiguidades na fala da doutora. Só faltava essa.

  21. Assustador ver gente, com escolaridade, que põe a ciência em dúvida, se fiando em teorias conspiratórias. Essa gente é um câncer social - se alastra pelo corpo da população , criando uma situação de desconfiança e desserviço no combate ao vírus. Esse tipo de pensamento negacionista me parece patológico, digno de uma análise psiquiátrica. Sem considerar censura, mister é afastar esses seres nefastos das redes sociais. Pois disseminam um vírus ainda pior - o da ignorância mal intencionada.

    1. Mas como combater a epidemia da desinformação proposital ou ingênua? (tem muita gente que propaga com fé desinformação!).

    2. Ítalo, em que as vacinas se conectam com esse caso citado? Vacinas têm merecido a participação da comunidade científica internacional. Estão sob interação e fiscalização das mais diversas correntes científicas. Não se trata de um medicamento produto apenas a um laboratório e seus interesses pecuniários. Se for para desconfiar, seria mais pertinente que se questionassem as formas mais avançadas de imunização, que se constituem em uma novidade na forma de neutralizar os efeitos do vírus.

    3. A ciência verdadeira e honesta não deve ser posta em dúvida. O problema é quando pessoas mal intencionadas se apossam da ciência para propagar seus nefastos interesses. Cito o caso da Purdue Pharma e a epidemia dos opioides que tem flagelado os Estados Unidos nos últimos anos. O produto envolvido (Oxycontin) havia sido aprovado pela “ciência” como seguro e eficaz; mas deu no que deu. A ciência não foi a culpada, porém os atores envolvidos estavam tremendamente corrompidos.

  22. Uma coisa é certa este vírus não infecta ignorantes e quando acontece a letalidade e 0%. Poderia surgir um laboratório que geneticamente alterassem ele para dar cabo de políticos.

  23. O trabalho dela nos States deve ser convencer governos latinos de que tá tudo bem em adquirir vacinas, mesmo que elaboradas para vírus mesmo que tenham seu DNA alterado. Desta forma, as grandes fabricantes de vacinas não precisarão adequar seus produtos às novas realidades do vírus. O trabalho dela é similar ao do cacique Raoni, que atua na França. Raoni tem uma ONG que recebe recursos francês e defende os interesses da França na Amazônia.

    1. Carlos e Paulo, meus caríssimos, digo-lhes o q um célebre liberal certa vez escreveu para entes do jaez de V.S:" Posso não concordar com nada das palavras que disseram, mas defenderei até a morte o direito que tem de dize-las". Assim, mesmo que tenham sido incapazes de desdizer o que escrevi, respeito vossos argumentos (ou a total falta deles). Suas capacidades cognitivas são limitadoras-e é preciso respeitar ISSO. Feliz Ano Bom!

    2. Jaime, releia com alguém que possa lhe ajudar a entender!

    3. Jaime você escreveu tanta besteira que fica até difícil de se contrapor. Se suas palavras fossem drogas ilícitas, vocé seria preso por tráfico Você não observou o nível das pessoas que comentaram? Camarada cara pálida, vocé caiu de paraquedas no lugar errado. Definitivamente aqui você :deu ruim".

  24. É, doutora ! Pelo visto a sra. não tomou conhecimento do que disse Kenneth Frazier, CEO da gigante farmacêutica Merck, que desenvolveu as últimas quatro vacinas em uso no mundo. Não misture ideologia com ciência.

    1. Alberto, não se apoquente. Marcos e Paulo devem ser dois lulistas doidos pra volta do pilantra. Tenta desquelificar qualquer um. E, como são incapazes de argumentar, fazem uso - e abuso! - de termos escarnecedores. Idiotas funcionais como esses 2, incapazes de um discurso argumentativo, teriam sérias dificuldades em entender que, para contra-argumentar teriam que ter acesso a revistas como a Nature. Se esses 2 infelizes acessassem o Portal da CAPES... quem sabe? Mas são comunistas...

    2. Isso é o que acontece quando não se tem argumentos. Alberto, é Impressionante a sua falta de capacidade para sustentar um debate.

    3. PAULO, a tua mãezinha, aquela que te expeliu (numa diarréia gigante) para o mundo, continua dando o rabicó na rua Aurora por trintinha enquanto você fica aqui defecando pelops dedos. Vá cuidar dela , filho desnaturado.

    4. Alberto, me responda o paradoxo que o presidente Bolsonaro nos coloca: BOLSONARO DESTINA 20 BI PARA A COMPRA DE VACINAS E ELE E OS SEUS IDIOTAS UTEIS, ADVOGAM CONTRA AS VACINAS. Não estamos num cenário de gastar dinheiro à toa. Então Bolsonaro quer, em última análise rasgar 20 bi do suado dinheiro oriundo dos impostos que pagamos?

    5. Alberto, acho que você percebeu que não tem vez aqui. Fica divulgando o que os idiotas de cima mandam sem capacidade de filtro. Vocês podem talvez influenciar alguns incautos em outros locais Aqui sempre, REPITO, SEMPRE, vocé será humilhado, ridicularizado, massacrado...Um palhaço. E eu sempre vou rir da sua cara, seja me contrapondo as suas tolices, seja lendo os comentários que já foram suficientes para mostrar para todos, que vc é, o que convencionalmente chamamos: IDIOTA ÚTIL.

    6. Bolsonaro é apenas mais um charlatão tipo homem da cobra pregando essa cloroquina que só serve para agravar doenças pré existentes.

    7. Esses bolsonarista são de uma inteligência assustadora. Já não me espanto mais, embora fique triste em saber que tantos ineptos estavam submergidos.

    8. A doutora é a voz da ciência. Fora da ciência só há especulações e palpites. Kenneth Frazier, mencionado acima, declarou wue vacina em 2020 seria impossível. Não é o que está acontecendo com milhões já vacinados nos países sérios e começando a serem vacinados na América Latina. O Brasil com este governo de ineptos, ficou para trás. Adotaram estratégia errada, o deputado Osmar Terra minimiza a pandemia até hoje. O que esse pessoal têm na cabeça? O que mais precisa para esses idiotas aceitarem ?

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