O ensaio dos Batista

20.11.20

Há dois anos, quando vieram a público evidências de que Joesley e Wesley Batista, da JBS, haviam deixado de fora de sua delação premiada informações sobre os relacionamentos que mantinham na cúpula do Judiciário, advogados dos irmãos estiveram na Procuradoria-Geral da República para dizer que eles tinham interesse em aditar o acordo com revelações sobre ministros de tribunais superiores. Na conversa, os defensores até fizeram um pedido: temendo represálias, eles não gostariam de ter seus nomes associados ao que seria uma espécie de extensão da colaboração dos Batista. O temor era desnecessário, na verdade. Como a PGR, à época comandada por Raquel Dodge, não estava muito interessada em mexer nessa cumbuca, a conversa não avançou. Mais recentemente, durante uma reunião com procuradores, o assunto voltou à baila. Mas os advogados dos donos da JBS, dessa vez, se fizeram de desentendidos. Disseram que não lembravam da primeira conversa.

Zanone Fraissat/FolhapressZanone Fraissat/FolhapressWesley e Joesley ensaiaram revelações sobre os tribunais, mas a PGR não se interessou

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  1. O Pior dia para o Brasil foi ver pela televisão esta família embarcando para os EUA, e nós, em plena Lava-Jato, com o País destruído e famintos pir justiça Viva os nossos valorosos procuradores!

  2. Tudo dentro do Acordão, cada vez mais enraizado. Atores: Judiciário, Executivo, Legislativo e MP e outros corruptos. O povo, o Brasil... ora! F...

  3. Não há combate à corrupção possível enquanto o judiciário não sofrer uma devassa. Os tribunais superiores escondem a chave de tudo.

  4. Em 2022 SÉRGIO MORO “PRESIDENTE LAVA JATO PURO SANGUE” é nossa resposta ao ACORDÃO de BOLSONARO com o ESTABLISHMENT! Não seremos LUDIBRIADOS com o “velho plano de MELHORAS NA ECONOMIA!” Triunfaremos!

    1. O Brasil tem dois cânceres difíceis de extirpar, que são o Congresso com suas duas Casas repletas de bandidos e o Judiciário idem. Nenhum Presidente, no atual desenho das Instituições tem o poder de sozinho implodir tudo.

    2. O caminho mais lógico é abrir o sigilo do celular do então Diretor Jurídico da JBS, que não foi aberto por evidências de coisas cabulosas envolvendo figurinhas carimbadas do Judiciário, coisa que nem mesmo a Vestal Sérgio Moro parece não ter se empenhado o quanto deveria. Como tem esgotos indevassáveis em Brasília, investigações no Judiciário não avançam por quem deveria fazer avançar, é simples intuir que Senado engaveta tudo, num compadrio fétido e igualmente criminoso.

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