Amiga de Lulinha se defende nas redes sociais e alega misoginia
"Enquanto a mídia me trata como 'lobista' os demais homens citados tem a prerrogativa de serem 'empresários'", afirmou Roberta Luchsinger
Investigada no âmbito da Operação Sem Desconto por tráfico de influência, a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, aproveitou-se da ofensiva do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra o colega André Mendonça, para se defender nas redes sociais.
A publicação cita o relatório "sem valor probatório" da Polícia Federal usado por Moraes para sugerir um viés político de Mendonça na produção de documentos sobre o filho do presidente Lula e Roberta Luchsinger.
Diz a publicação, reproduzindo um texto publicado no Uol.
"Não transformarei uma questão que deve ser tratada com responsabilidade e rigor jurídico em um debate público, mas, deixo aqui um pouco do que diz o relatório da própria polícia federal:
'A peça efetivamente dedica espaço à consolidação de referências a esse mesmo terceiro, admitindo não haver lastro para vinculá-lo. A denominação, se confirmada, (...) passaria a corroborar orientação investigativa não declarada'.
A PF também afirma no texto que não há como provar que Roberta Luchsinger tinha ciência de que recursos recebidos de pessoas investigadas no escândalo do INSS 'provinham de fraude nos descontos associativos'..."
Misoginia
A amiga de Lulinha também alegou ser vítima de misoginia.
"Enquanto a mídia me trata como 'lobista' os demais homens citados tem a prerrogativa de serem 'empresários'.
É preciso estar atenta para que o legítimo direito à informação não reproduza padrões de misoginia que historicamente submetem mulheres a uma espécie de julgamento moral paralelo, no qual sua vida, sua personalidade e sua condição de mulher passam a ocupar o lugar dos fatos e das provas."
Saúde pública
Luchsinger disse ainda que seu trabalho sempre teve o propósito de "contribuir para a melhoria da saúde pública".
"Meu trabalho sempre teve um propósito muito claro: contribuir para a melhoria da saúde pública, ampliar o acesso dos pacientes aos tratamentos e buscar soluções mais eficientes para o uso dos recursos públicos.
Dentro desse trabalho, defendi a necessidade de revisão e modernização das normas da Anvisa relacionadas aos produtos derivados de Cannabis e ao canabidiol. Não se tratava de defender interesses particulares, mas de discutir uma realidade que já existia: pacientes recorrendo à Justiça para obter seus tratamentos, compras públicas fragmentadas e a necessidade de aperfeiçoar a regulamentação sanitária.
A própria evolução regulatória demonstrou que essa discussão era necessária. A RDC 327/2019, que havia instituído o marco para a autorização sanitária de produtos de Cannabis, foi posteriormente revogada e substituída pela RDC1.015/2026, em vigor desde 4 de maio de 2026. A nova regulamentação atualizou o modelo anterior e buscou equilibrar ampliação do acesso, uso racional e maior controle dos riscos.
Neste momento, seguirei preservando minha família, minha vida pessoal e a seriedade com que esse assunto deve ser tratado. Tenho a serenidade de quem sabe que acusações devem ser examinadas com responsabilidade, à luz dos fatos, das provas e do devido processo legal - e não a partir de preconceitos, estereótipos, ilações ou julgamentos antecipados."
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