Preocupação com segurança sobe para 66,8%, aponta AtlasIntel
Em maio, criminalidade e tráfico de drogas eram os principais problemas do país para 62,9% dos entrevistados
Pesquisa Latam Pulse, divulgada nesta sexta-feira, 3, por AtlasIntel e Bloomberg, aponta que a segurança pública é, atualmente, a questão que mais preocupa os brasileiros.
Para 66,8% dos entrevistados, criminalidade e tráfico de drogas são os principais problemas do país, seguidos por corrupção (57,9%), economia e inflação (22,5%).
A preocupação com segurança subiu 3,9 pontos na passagem de maio para junho.
No quinto mês do ano, criminalidade e tráfico de drogas eram os principais problemas do país para 62,9% dos entrevistados.
Criminalidade e tráfico de drogas atingiram o maior nível de apontamentos como principais problemas do Brasil desde novembro de 2025, quando foram indicados por 63% dos respondentes.
Corrupção
A corrupção é o segundo problema que mais preocupa o brasileiro.
Ela foi apontada na lista oferecida pela pesquisa por 57,9% dos entrevistados.
Assim como a segurança, a preocupação com a corrupção também subiu no mês passado.
Em maio, a corrupção era um dos maiores problemas do Brasil para 55,1% dos respondentes da pesquisa Latam Pulse.
Nexus
A preocupação com segurança pública também foi indicada na pesquisa Nexus.
O item “segurança/violência/criminalidade” era apontado como o maior problema do país por 25% dos entrevistados em 25 de maio.
Cerca de 20 dias depois, a segurança foi indicada como principal problema por 33% dos respondentes.
A preocupação com a corrupção, que estava em primeiro lugar na lista em junho, caiu de 28% para 23%.
Em segundo lugar em maio, o item saúde pública recuou de 27% para 25% no período.
Educação e classe política foram apontadas como principais problemas do Brasil por 15% dos entrevistados.
Segurança pública mobiliza eleitor — da esquerda à direita
Se há um tema que mobiliza a atenção dos brasileiros, é o da (in)segurança pública. Pesquisa mostra que quase a totalidade dos brasileiros — 96,2% — afirma sentir algum tipo de medo relacionado à criminalidade, seja de golpes digitais, roubos à mão armada ou violência letal.
O dado, extraído do relatório “Medo do Crime e Eleições 2026”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), publicado no início de maio, integra um conjunto de evidências que posicionam a insegurança pública como a principal preocupação do eleitorado nacional — uma convergência rara em um país marcado por divisões políticas profundas.
Pesquisa do Instituto Sou da Paz, publicada em 18 de maio, também indica que a maioria dos brasileiros tende a apoiar medidas associadas ao fortalecimento das instituições e da capacidade estatal, em detrimento de respostas exclusivamente punitivas ou armamentistas.
Segundo o levantamento, a frase “bandido bom é bandido morto”, recorrente no discurso público de certos grupos, tem adesão de 20% dos entrevistados. Em contrapartida, 73% defendem que criminosos devem ser julgados e presos. Entre as prioridades apontadas, 55% acreditam que o país precisa aplicar corretamente as leis já existentes, percentual superior ao dos que defendem o aumento das penas, citado por 39%.
A pesquisa do Instituto Sou da Paz também registra amplo apoio a medidas de controle e aprimoramento das forças de segurança: 82% são favoráveis ao uso de câmeras corporais por policiais, e 65% defendem uma polícia “melhor e mais preparada”.
Sobre o armamento civil, 77% acreditam que armas adquiridas legalmente podem chegar ao mercado ilegal, e 73% avaliam que mais armas em circulação tendem a ampliar a violência.
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