Os números envolvidos na venda do Los Angeles Lakers impressionaram o mercado esportivo e devem servir de referência para negócios futuros no setor.
O negócio sinaliza uma tendência crescente: transações de clubes de elite tendem a alcançar valores cada vez maiores e a afetar toda a indústria do esporte profissional.
Entre as causas dessa valorização estão o encarecimento dos direitos de transmissão e o apetite crescente do público por conteúdo esportivo.
Entenda como a histórica venda de clube americano impacta no futuro do esporte
Joshua Kushner e o ex-CEO da Disney, Bob Iger, negociam a compra do clube por 12,5 bilhões de dólares (R$ 65 bilhões), valor que ainda pode ser confirmado ou não.
Caso se confirme, será o maior valor já pago por um time da liga, mas o negócio ainda precisa passar pelo crivo do Conselho de Governadores da NBA.
O valor chama atenção porque, apenas 14 meses atrás, Mark Walter adquiriu participação majoritária no Lakers em uma operação que avaliou a franquia em 10 bilhões de dólares (R$ 52 bilhões), então um recorde.
Em pouco mais de um ano, o Lakers se valorizou 25% e estabeleceu um novo referencial para outras franquias.
Esse crescimento rápido muda a forma como proprietários e investidores avaliam o patrimônio de seus clubes e abre caminho para negociações que alcancem marcas semelhantes ou superiores.
A velocidade dessa valorização mostra a força do mercado esportivo atual.
Quando uma das franquias mais tradicionais do basquete americano atinge esse patamar de avaliação, investidores com grande capital passam a se interessar por equipes de elite.
O patamar alcançado por uma das franquias mais tradicionais do basquete americano leva toda a indústria a recalcular suas expectativas.
Outros proprietários passam a rever quanto suas equipes valem no mercado atual. Isso vai criando uma cascata de reavaliações em todas as ligas.
O Lakers não é caso isolado: em julho, os herdeiros de Paul Allen fecharam a venda do Seattle Seahawks, da NFL.
O valor da operação, de 9,61 bilhões de dólares (cerca de R$ 49,97 bilhões), tornou-se o maior já pago por uma equipe da NFL.
Meses antes, em abril, um grupo comandado por Jose E. Feliciano e Kwanza Jones havia fechado a compra do San Diego Padres por 3,9 bilhões de dólares (R$ 20,28 bilhões), quantia que, segundo relatos, também bateu recorde na história da MLB.
Esses movimentos ilustram uma tendência recente: grandes franquias esportivas sendo vendidas por valores progressivamente mais altos, com novos recordes a cada transação anunciada.
Diversos fatores justificam preços recordes nas transações esportivas
Em 2025, a transmissão televisiva e o streaming movimentaram 29,5 bilhões de dólares (R$ 153,4 bilhões). Uma década antes, esse valor era de 14,64 bilhões de dólares (R$ 76,1 bilhões).
Esse aumento da receita com transmissão é um dos principais fatores que aquecem o mercado de compra e venda de franquias.
A projeção é que esse mercado de direitos esportivos alcance 37 bilhões de dólares (R$ 192,4 bilhões) até 2030, sinalizando crescimento contínuo.
O esporte se diferencia porque a maioria dos espectadores acompanha os eventos ao vivo.
À medida que a tecnologia permite eliminar comerciais e assistir a programas favoritos quando quiserem, essa flexibilidade não se aplica aos eventos esportivos.
99,5% das pessoas que assistem a esportes o fazem ao vivo. O conteúdo esportivo exige presença simultânea de milhões de espectadores.
O esporte é um ativo de mídia insubstituível em mercados fragmentados onde a atenção do público é disputada entre múltiplas plataformas.
A presença física do público nos estádios continua sendo uma vantagem competitiva.
Enquanto outras indústrias de entretenimento enfrentam queda nas audiências ao vivo, os esportes continuam atraindo multidões e levando público aos locais das partidas.
Em um contexto de forte fragmentação da mídia, essa capacidade converte franquias esportivas em ativos cada vez mais valiosos para investidores e proprietários.
A venda do Lakers não marca apenas um recorde monetário. Ela sinaliza uma realidade maior: o esporte consolidou-se como investimento de alto retorno potencial, atraindo bilionários dispostos a desembolsar somas astronômicas.
Essa tendência tende a se intensificar nos próximos anos.
Esse movimento redefine o valor de mercado não apenas das franquias da NBA, mas também das equipes das grandes ligas esportivas do mundo.








