Crusoé
11.03.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Crônica
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram

‘Ofereceram tudo o que você possa imaginar’, diz presidente da Alerj sobre esforço de Witzel contra impeachment

Nas últimas semanas, o ex-juiz Wilson Witzel tem se movimentado para tentar se manter no cargo de governador do Rio de Janeiro em meio ao processo de impeachment na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no qual é acusado de crime de responsabilidade por possíveis irregularidades na contratação de empresas para ações de enfrentamento ao...

avatar
Fabio Serapião
7 minutos de leitura 01.08.2020 14:33 comentários 7
‘Ofereceram tudo o que você possa imaginar’, diz presidente da Alerj sobre esforço de Witzel contra impeachment
AndreCeciliano
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Nas últimas semanas, o ex-juiz Wilson Witzel tem se movimentado para tentar se manter no cargo de governador do Rio de Janeiro em meio ao processo de impeachment na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no qual é acusado de crime de responsabilidade por possíveis irregularidades na contratação de empresas para ações de enfrentamento ao coronavírus. De um lado, na Justiça, ele tenta travar o andamento do processo com recursos às cortes superiores.

Na segunda-feira, 27, Witzel conseguiu uma vitória: o ministro Dias Toffoli mandou a Alerj dissolver a comissão responsável por julgar o governador. No campo político, além de escancarar as portas do governo para indicações de apadrinhados de deputados, Witzel renomeou o experiente ex-deputado André Moura para a Casa Civil, com a tarefa de conduzir a articulação política e engajar uma base capaz de barrar seu afastamento do cargo. Moura havia sido exonerado em maio, dois dias depois de Witzel ser alvo de busca da Polícia Federal na Operação Placebo, que investiga os repasses de uma empresa que seria ligada ao empresário Mário Peixoto para o escritório da primeira-dama, Helena Witzel, .

O presidente da Alerj, o deputado petista André Ceciliano, responsável por colocar o pedido de cassação em votação, acredita que o retorno de Moura à arena política “não resolverá o problema do impeachment”. Ceciliano afirma que Witzel vem reproduzindo no estado o que o presidente Jair Bolsonaro tem feito no plano nacional: “oferecendo tudo o que se possa imaginar”. Mas, de acordo com ele, ao menos no Rio o toma-lá-da-cá não deve surtir efeito. “Não conseguiram nada. Até hoje o governo não tem um líder aqui. Precisa ter confiança e credibilidade”. Previsões dessa natureza, no entanto, exigem cautela. O próprio Ceciliano reconhece que as votações na Assembleia são marcadas pelo imponderável. “Votação é votação, não tem como prever”, admite.

Apesar de falar sobre a necessidade de o governo ter “credibilidade”, a casa, no geral, não tem sido digna de crédito nos últimos tempos. O próprio Ceciliano é um dos personagens do famoso relatório do Conselho de Controle da Atividade Financeira, o Coaf, que mostrou como assessores de 22 gabinetes movimentaram milhões de maneira atípica seguindo um padrão característico do esquema de "rachid", que está na origem do caso Fabrício Queiroz. Hoje, assim como o senador Flávio Bolsonaro, ex-chefe de Queiroz, o petista é alvo de uma  investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro. Dois de seus assessores movimentaram 49 milhões de reais. O deputado falou a Crusoé. A seguir, os principais trechos da conversa.

O Rio de Janeiro teve cinco ex-governadores envolvidos em escândalos. Teremos agora um impeachment?
Nós recebemos 14 pedidos de impeachment, onze contra o governador e três contra secretários. É uma coisa nova para o Rio de Janeiro. Estamos assegurando o direito de defesa do governador, fizemos um rito e criamos um critério com base na lei, que diz que a comissão tem que ter no mínimo um representante de cada partido. Foi o que fizemos. Temos 25 partidos e colocamos um de cada na comissão. Tem um questionamento jurídico, ganhamos no Tribunal de Justiça e agora veio essa liminar do STF. Vamos recorrer.

Os problemas do Witzel começaram quando ele declarou intenção de ser presidente?
Dizem que, antes da posse, ele já falava (em ser candidato à Presidência). Nós temos uma relação boa aqui. De 2019 para 2020 aprovamos emenda para que ele pudesse movimentar 1,5 bilhão de reais de fundos estaduais e aprovamos a mudança no fundo de combate à pobreza que rendeu mais 1,1 bilhão para o governo. A Assembleia viveu no olho do furacão em 2017 e 2018, mas sempre fez seu papel, com suas virtudes e defeitos.

A relação dele com a Alerj degringolou quando?
O governador, brinco, não é do ramo. Uma vez eleito, tinha todas as chances do mundo, poderia ter feito diferença. Mas essa coisa da candidatura em 2022 atrapalhou muito. O governo não tem uma marca. O que o governo tem que fazer para evitar o impeachment? Gestão, governar. Tivemos uma crise séria em 2019. Um secretário de estado mandou para o líder do governo um cachorrinho defecando. Nunca se deu atenção ao Parlamento. Precisa ter diálogo.

Ainda há tempo para Witzel reverter a situação e evitar o impeachment?
Em junho, quando tivemos um embate, foi 58 a zero. Nós votamos o fim de um decreto que deu benefício para empresas instaladas aqui, e o governo teve 4 votos. O governo nunca cuidou nem das pessoas próximas do governador. Ele nunca teve uma base.

Ele renomeou agora o ex-deputado André Moura para a articulação e abriu espaço para indicações políticas no governo. Isso resolve?
O governo fez um movimento ao empoderar ainda mais o Lucas Tristão (ex-secretário de Desenvolvimento Econômico). Tristão chegou a dizer que comprar deputado era igual comprar jujuba na esquina. Ele tentou montar uma base. Ofereceram tudo que o você possa imaginar. Secretarias das mais diversas, órgãos do governo, e não conseguiram nada. Até hoje o governo não tem um líder aqui. Precisa ter confiança e credibilidade. Votação é votação, não tem como prever. Agora, o André Moura abre possibilidade de diálogo, melhora o relacionamento dos últimos meses, mas não resolve o problema do impeachment, na minha opinião.

A Alerj nos últimos anos se viu envolvida em vários escândalos e dez deputados foram presos. Isso não passa para a sociedade a impressão de que ela também é parte do problema?
Esse fenômeno é nacional, não é só no Rio de Janeiro. Os políticos chegaram ao fundo do poço. E daí não adianta ser de direita ou esquerda. O senso comum é o de que todos são iguais. Nós tivemos problemas em 2017, em 2018. Eu não fujo do problema. Por isso, a Assembleia teve renovação de 50% na eleição de 2018. Temos virtudes e mazelas.

Em outubro de 2019, a Alerj decidiu soltar cinco deputados que ainda estavam presos desde as operações Cadeia Velha e Furna da Onça. Atitudes como essas não transmitem uma mensagem inversa?
A Constituição diz que a Assembleia tem que ser consultada. Foi um ano de prisão e nenhum deles (os deputados) foi ouvido. Veio a decisão da ministra Cármen Lúcia mandando a Alerj votar se soltava ou não os cinco. Nós votamos.

O sr. é investigado por suspeita de "rachid". Dois assessores do senhor são os que mais movimentaram dinheiro, segundo a investigação. No seu gabinete existia o esquema?
Imagina se o filho de um banqueiro estivesse no gabinete meu e de outro deputado e movimentasse milhões em suas contas. Eu, como deputado, não posso responder sobre o CPF e o CNPJ do assessor, se são 46 ou 49 milhões de reais. O que posso dizer é que no meu gabinete não tem rachadinha.

Esses dois assessores seus têm negócios fora do gabinete?
Sim, claro. Mas não tem depósito com habitualidade para o outro, não tem saque em dinheiro.

Diários

As três condições impostas pelo Irã para o fim da guerra

Redação Crusoé Visualizar

Boulos prega luta de classes no Uber

Duda Teixeira Visualizar

Flávio e María Corina se encontram no Chile

Redação Crusoé Visualizar

A tolerância seletiva dos americanos na Guerra do Irã

Duda Teixeira Visualizar

Irã não participará da Copa do Mundo, diz ministro

Redação Crusoé Visualizar

Alckmin ensina Datena a usar uma enxada

Redação Crusoé Visualizar

Mais Lidas

4 coisas importantes sobre o novo líder supremo do Irã

4 coisas importantes sobre o novo líder supremo do Irã

Visualizar notícia
A instituição mais queimada pelo escândalo do Master

A instituição mais queimada pelo escândalo do Master

Visualizar notícia
Após "Big Baixaria Brasil", PL lança "A grande quadrilha"

Após "Big Baixaria Brasil", PL lança "A grande quadrilha"

Visualizar notícia
Big techs entram na mira do Irã

Big techs entram na mira do Irã

Visualizar notícia
Flávio à frente de Lula também no RJ, indica Realtime Big Data

Flávio à frente de Lula também no RJ, indica Realtime Big Data

Visualizar notícia
Os recados de Fachin aos juízes brasileiros

Os recados de Fachin aos juízes brasileiros

Visualizar notícia
Pesadelo eleitoral

Pesadelo eleitoral

Visualizar notícia
Por que Toffoli e Moraes ainda são ministros? Escárnio

Por que Toffoli e Moraes ainda são ministros? Escárnio

Visualizar notícia
Quanto tempo viverá Mojtaba Khamenei

Quanto tempo viverá Mojtaba Khamenei

Visualizar notícia
Todas as contradições de Viviane Moraes

Todas as contradições de Viviane Moraes

Visualizar notícia

Tags relacionadas

Alerj

André Ceciliano

Crusoé

entrevista

Fabrício Queiroz

Flávio Bolsonaro

governador

impeachment

Rio de Janeiro

Wilson Witzel

< Notícia Anterior

Para o TCU, pequenas empresas estão 'desassistidas' na pandemia

01.08.2020 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Com sofás velhos e videocassetes, Câmara faz o 'leilão da sucata'

01.08.2020 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

Fabio Serapião

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (7)

Marcelo

2020-08-03 12:04:34

Vocês não perdem a oportunidade de pôr o nome do bolsonaro no meio de qualquer reportagem estão igualzinho a Globo lixo.. Não comparar o presidente com esse lixo de Governador? Cada vez mais baixos e mais rasos


Raimundo

2020-08-03 09:46:23

Rio de Janeiro, que pena, Rio de Janeiro!


Jose

2020-08-02 01:07:57

Witzel = Bozo. Brigaram por quanto cada um ganharia na divisão. Puro jogo de cena. Os dois são irmãos siameses!


Bigorrilho

2020-08-01 18:35:32

Investigação já nesse Ceciliano! Rachadona na parada, e o sujeito ainda diz que não tem!


Rafael

2020-08-01 18:26:29

A parte da entrevista sobre o Witzel foi interessante mas a parte da rachid é conversa para boi dormir.


Volf MS

2020-08-01 16:01:10

Familia Ceciliano, do PT e do Rio de Janeiro, esse tem pedigree.


Alberto, o de sempre

2020-08-01 15:45:24

Serapião, toma vergonha na cara. Ceciliano afirma que o Witzel vem reproduzindo no estado.... o resto é da sua cabeça. Uma coisa é oferecer cargos com critérios puramente técnicos, outra é oferecer para poder roubar a vontade. Imbecil.


Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (7)

Marcelo

2020-08-03 12:04:34

Vocês não perdem a oportunidade de pôr o nome do bolsonaro no meio de qualquer reportagem estão igualzinho a Globo lixo.. Não comparar o presidente com esse lixo de Governador? Cada vez mais baixos e mais rasos


Raimundo

2020-08-03 09:46:23

Rio de Janeiro, que pena, Rio de Janeiro!


Jose

2020-08-02 01:07:57

Witzel = Bozo. Brigaram por quanto cada um ganharia na divisão. Puro jogo de cena. Os dois são irmãos siameses!


Bigorrilho

2020-08-01 18:35:32

Investigação já nesse Ceciliano! Rachadona na parada, e o sujeito ainda diz que não tem!


Rafael

2020-08-01 18:26:29

A parte da entrevista sobre o Witzel foi interessante mas a parte da rachid é conversa para boi dormir.


Volf MS

2020-08-01 16:01:10

Familia Ceciliano, do PT e do Rio de Janeiro, esse tem pedigree.


Alberto, o de sempre

2020-08-01 15:45:24

Serapião, toma vergonha na cara. Ceciliano afirma que o Witzel vem reproduzindo no estado.... o resto é da sua cabeça. Uma coisa é oferecer cargos com critérios puramente técnicos, outra é oferecer para poder roubar a vontade. Imbecil.



Notícias relacionadas

As três condições impostas pelo Irã para o fim da guerra

As três condições impostas pelo Irã para o fim da guerra

Redação Crusoé
11.03.2026 17:15 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Boulos prega luta de classes no Uber

Boulos prega luta de classes no Uber

Duda Teixeira
11.03.2026 16:34 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Flávio e María Corina se encontram no Chile

Flávio e María Corina se encontram no Chile

Redação Crusoé
11.03.2026 15:19 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
A tolerância seletiva dos americanos na Guerra do Irã

A tolerância seletiva dos americanos na Guerra do Irã

Duda Teixeira
11.03.2026 15:12 5 minutos de leitura
Visualizar notícia

Variedades

Ver mais

“Táxis voadores” começam a ser liberados em 26 estados deste país

“Táxis voadores” começam a ser liberados em 26 estados deste país

Visualizar notícia
5 maneiras pelas quais Stephen Hawking previu que o fim do mundo aconteceria

5 maneiras pelas quais Stephen Hawking previu que o fim do mundo aconteceria

Visualizar notícia
Depois das entregas, Amazon passa a oferecer corridas com veículos que dirigem sozinhos neste país

Depois das entregas, Amazon passa a oferecer corridas com veículos que dirigem sozinhos neste país

Visualizar notícia
A solução simples para organizar sua casa em pouco tempo

A solução simples para organizar sua casa em pouco tempo

Visualizar notícia
5 países que lhe pagarão para se mudar para lá e começar uma nova vida

5 países que lhe pagarão para se mudar para lá e começar uma nova vida

Visualizar notícia
O tempero que entrou no radar da Anvisa por ser um risco silencioso no fígado

O tempero que entrou no radar da Anvisa por ser um risco silencioso no fígado

Visualizar notícia

Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso