O que Tarcísio quer arrancar de Flávio
Primeiro encontro entre os dois desde o anúncio da pré-candidatura do filho de Jair Bolsonaro deve acontecer na sexta, 27
O governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (foto), tem um encontro marcado com o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro nesta sexta, 27.
Será a primeira reunião entre os dois desde que Flávio anunciou que era o escolhido de seu pai, Jair Bolsonaro, para tentar o Palácio do Planalto.
Tarcísio tem dito que o objetivo é discutir estratégias para as eleições e um “plano para o Brasil”.
“Vai ser uma reunião muito positiva, pode ter certeza. A gente está se colocando inteiramente à disposição do Flávio Bolsonaro para fazer o melhor trabalho para ele aqui no estado de São Paulo, para dar o palanque que ele precisa aqui. Vamos discutir questões da estratégia, mas sobretudo discutir um plano para o Brasil. O que vamos oferecer que a esquerda não tem como oferecer porque não ofereceu até hoje?”, afirmou o governador durante agenda em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo.
Mas tem outra coisa que Tarcísio quer tirar desse encontro: o compromisso de Flávio Bolsonaro em acabar com a reeleição no Brasil.
Tarcísio tem boas chances de conseguir se reeleger governador em São Paulo este ano.
Em 2030, em um provável final de segundo mandato, ele não teria como buscar mais um mandato.
E a esperança de Tarcísio é pular do governo do estado para a Presidência.
Quando dizia, no ano passado, que o país precisava de um novo CEO, Tarcísio estava se referindo a si próprio, e não a Flávio Bolsonaro.
Esse seu sonho precisou ser adiado quando Flávio pulou na frente.
Tarcísio não teve alternativa a não ser esperar mais quatro anos.
O problema é que, mesmo que Flávio se comprometa a acabar com a reeleição (o senador tem se envolvido em iniciativas parlamentares nesse sentido), não há nenhuma garantia de que ele, caso assuma a Presidência, continue na mesma toada.
Lula, em 2022, também disse que seria o presidente por um único mandato, mas está fazendo todo o possível para se reeleger este ano.
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Comentários (3)
Emerson Hochsteiner de Vasconcelos
2026-02-24 12:54:54Óbvio que não vai conseguir. Mas, há que se perguntar, manter a fidelidade por uma amizade, vale o mesmo que salvar seu país?
André Miguel Fegyveres
2026-02-23 21:51:56È triste e desanimador ver a imcompetência petista em ação. Compra de votos via assistencialismo populista. Roubalheira desenfreada nas estatais e órgãos públicos, no INSS por exemplo, roubar os aposentados,,,é mais do mesmo! Paulo Bernado e sua ex Gleisi Hofmann sabem bem do assunto. A JBS, construída com dinheiro do BNDES, do Tesouro Nacional portanto, jamais poderia ser doada a pessoas civis escolhidas a dedo como os Joesley e Wesley. Em vez de criar polos industrias em todos os estados brasileiros, em alta tecnologia como fizeram na Coréia do Sul, em Cingapura, na Europa e nos demais países democráticos, investiram em produtos primários sem gerar riqueza verdadeira, baseada em conhecimento e tecnologia. Pudera, o PT não tem gente capacitada com conhecimento e expertize em tecnologia. Então só implanta empresas públicas para roubar e gerar cabides de emprego. Fora Lula, você é a tragédia do Brasil.
Marcio de LIma Coimbra
2026-02-23 09:43:59É sintomático que 62% tenham visto como campanha eleitoral antecipada. Os trinta e poucos fiéis à sigla somados ao erro estatístico explicam esse número. Por outro lado, lança um alento no sentido que a comprade votos via assistencialismo não está sendo tão efetiva assim e que assim se mantenha.