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Ficar com a música na cabeça pode ser esclarecida com “vermes de ouvido”

A ciência tem um nome próprio para esse fenômeno e até ensina a "se livrar" dos "vermes"

Por Júlio Nesi
18/04/2026
Em Geral
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Imagem meramente ilustrativa.

Reprodução: Unsplash / Vitaly Gariev

Imagem meramente ilustrativa. Reprodução: Unsplash / Vitaly Gariev

Você já pode ter passado por isso: uma música começa a tocar na sua cabeça e simplesmente não sai mais. Esse fenômeno tem um nome e uma explicação científica. Os pesquisadores chamam de “vermes de ouvido“, ou earworm em inglês, e o termo técnico é Involuntary Musical Images (INMI), ou “Imagens Musicais Involuntárias” em português.

Não importa o idioma da canção nem a cultura de quem ouve. Os “vermes de ouvido” acontecem com pessoas do mundo todo e não dependem da vontade da pessoa que escuta. Eles simplesmente aparecem.

Por que isso acontece?

Segundo Philip Beaman, professor de psicologia experimental da Universidade de Reading, no Reino Unido, a emoção é um dos principais fatores que fazem uma música “grudar” na cabeça. Tanto adorar quanto detestar uma canção têm o mesmo resultado: ela fica circulando na mente e mantém a melodia ativa no cérebro.

Os “vermes de ouvido” costumam surgir quando o cérebro está no chamado “modo padrão”, ou seja, quando você não está ativamente resolvendo problemas ou tomando decisões. Nesse estado, o cérebro começa a conectar ideias, sonhar acordado e processar memórias. É aí que uma música pode se instalar.

Diferente de uma imagem estática, como uma foto, a memória musical se desenrola ao longo do tempo. Quando você lembra de uma canção, o córtex auditivo é ativado e você literalmente “ouve” a música na mente, como se estivesse reproduzindo-a internamente.

A música não sai completa

Uma das características desse fenômeno é que quase nunca as músicas saem “inteiras”. Geralmente são apenas um refrão, um gancho ou um riff. Isso acontece porque o cérebro divide grandes blocos de informação em trechos menores para facilitar a memorização, algo ligado aos limites da memória de trabalho.

O cérebro armazena apenas alguns segundos de informação por vez, funcionando como a memória RAM de um computador. Quando você não sabe o que vem depois de um trecho, ele simplesmente repete o mesmo pedaço em loop.

A psicóloga Michelle Ulor aponta que as músicas que mais grudam tendem a ser mais rápidas e ter padrões melódicos incomuns, alternando subidas e descidas de forma marcante.

Canções como “Bad Romance”, de Lady Gaga, e “Can’t Get You Out of My Head”, de Kylie Minogue, são exemplos clássicos. Curiosamente, nem sempre precisam de letra para funcionar: partes vocais sem palavras também são suficientes para criar um “verme de ouvido”.

Como se livrar do “verme”?

De acordo com os profissionais especialistas, a saída mais eficaz é se distrair. Focar no trabalho, assistir a algo ou ouvir outra música costuma funcionar. Uma alternativa apontada por Ulor é mascar chicletes, já que existem vias neurais semelhantes envolvidas tanto na mastigação quanto no processamento musical.

Outra opção é ouvir a própria música que está grudada na cabeça até o fim. Completar o loop pode ajudar o cérebro a “fechar” aquela sequência e seguir em frente.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: cérebroearwormImagens Musicais InvoluntáriasINMIKylie MinogueLady Gagamemória de trabalhomemória musicalMichelle UlormúsicaPhilip Beamanpsicologiareino unidovermes de ouvido
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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