María Corina acusa regime de tentar impedir seu retorno à Venezuela
Vencedora do Nobel da Paz de 2025, a líder da oposição venezuelana disse que o espaço aéreo do país foi fechado para barrar a sua entrada
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado (foto), acusou o regime de Delcy Rodríguez de tentar impedir seu retorno à Venezuela.
Vencedora do Nobel da Paz de 2025, ela disse que o espaço aéreo do país foi fechado para barrar a sua entrada.
"Meus queridos compatriotas venezuelanos, estou na Cidade do Panamá, de onde planejava viajar para a Venezuela. O regime fechou o espaço aéreo do nosso país numa tentativa de me impedir. Quero voltar à Venezuela para estar ao lado de vocês nestes momentos de profunda dor. Quero unir minhas mãos às de vocês na busca, no oferecimento de conforto e no abraço mútuo. O dia 24 de junho tornou o meu retorno à Venezuela imperativo para que pudéssemos enfrentar essa catástrofe juntos — assim como faz uma família unida quando alguns de seus membros estão sofrendo. O regime quer bloquear meu retorno à Venezuela, bem como o de milhares de compatriotas que desejam voltar e ajudar. Neste momento, estou pronto para fazer o que for preciso e falar com quem for necessário para coordenar esforços e servir ao nosso povo. Estou pronto e perto da Venezuela, e farei o que for necessário para reencontrá-los lá", disse María Corina em vídeo publicado na segunda-feira, 29, e compartilhado nesta terça, 30, pelo Comando ConVzla, o comando nacional de campanha da oposição venezuelana.
María Corina disse no domingo, 28, que retornaria ao país "muito em breve" para prestar apoio às vítimas dos terremotos que devastaram o país.
1.719 mortos na Venezuela
O último balanço divulgado por autoridades venezuelana elevou para 1.719 o número de mortos no país em decorrência dos terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram a costa da Venezuela na quarta, 24.
O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, disse que os tremores deixaram 5.034 feridos.
A ONU estima que mais de 50 mil pessoas continuem desaparecidas; equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes.
La Guaira, no litoral próximo a Caracas, concentra a maior parte da destruição.
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