O piloto britânico Andy Green, único homem a romper oficialmente a barreira do som em terra, agora também é dono do recorde mundial de velocidade para carros movidos a hidrogênio.
Ao volante do JCB Hydromax, ele atingiu a marca de 653,9 km/h nas planícies salgadas de Bonneville, no Utah (EUA), e deixou o recorde anterior da categoria muito para trás.
O resultado ainda não é o veículo mais rápido da história: esse título segue com o próprio Green, que em 1997 cravou 1.227,985 km/h a bordo do Thrust SSC e se tornou a única pessoa a quebrar a barreira do som ao volante de um carro.
O novo feito com o Hydromax marca, porém, o veículo a hidrogênio mais rápido já construído e também o carro de emissão zero mais veloz do mundo.

Recorde exigiu duas passagens em sentidos opostos
Para validar a marca segundo as regras da FIA (Federação Internacional do Automóvel), o protótipo precisou completar duas passagens em direções opostas dentro do intervalo de uma hora.
Na primeira, alcançou 644,74 km/h; na segunda, 663,27 km/h, o que resultou na média oficial de 653,9 km/h. O recorde anterior para motores de combustão a hidrogênio pertencia à moto BMW H2R, que havia atingido 298,5 km/h em 2004.
Recorde
Com o novo número, o Hydromax também ultrapassou o recorde mundial de velocidade em terra para veículos a diesel, de 563,4 km/h, estabelecido pelo próprio Green em 2006 com o JCB Dieselmax, no mesmo local.
O Hydromax tem 9,75 metros de comprimento e é movido por dois motores de combustão a hidrogênio adaptados de máquinas pesadas da JCB, empresa britânica que já investiu mais de £ 100 milhões, cerca de € 117 milhões, no desenvolvimento da tecnologia.
O motor não emite CO2 pelo escapamento, mas o real impacto ambiental depende da origem do hidrogênio usado: o ganho ecológico é maior quando o combustível vem de eletricidade renovável, o chamado hidrogênio verde. O recorde ainda aguarda ratificação oficial da FIA.




