Catar, Egito, Mauritânia, Líbano, Sudão e Marrocos declararam nesta quinta-feira “total apoio” e “confiança” no presidente da Fifa, Gianni Infantino, em meio à perda de apoio de federações europeias após o fracasso do plano de abertura de capital privado na Copa do Mundo. Quatro dos seis signatários também integram o Conselho da Fifa, órgão que ajuda a definir os rumos da entidade máxima do futebol mundial.
Em comunicado conjunto, os dirigentes das seis federações árabes reafirmaram confiança na liderança de Infantino e destacaram o “compromisso contínuo com o desenvolvimento do futebol em todo o mundo”, segundo trecho divulgado pela CNN. Marrocos, coanfitrião da Copa de 2030 ao lado de Portugal e Espanha, está entre os signatários do documento.
Apoio ocorre em meio a perdas na Europa
Na novela de gestão da FIFA, o gesto aparece dias depois de a Associação de Futebol da Irlanda retirar seu apoio à reeleição de Infantino, com a alegação de preocupações sobre governança, transparência e falta de consulta adequada às federações-membro.
As federações da Inglaterra e do País de Gales tomaram a mesma decisão na semana anterior, enquanto a Irlanda do Norte declarou apoio à posição da Uefa. Ao apoiarem Infantino, Catar e Líbano se posicionaram, na prática, contra a Confederação Asiática de Futebol, da qual também fazem parte.
Proposta rejeitada previa fundo bilionário
O plano retirado por Infantino incluía uma verba de US$ 20 milhões destinada às federações-membro no próximo ciclo de financiamento, valor que poderia dobrar caso a proposta fosse assinada por cada federação interessada no acordo.
Apesar da oposição de três confederações, que juntas representam 136 das 211 associações-membro que vão votar na eleição presidencial da Fifa em março, o dirigente ítalo-suíço ainda conta com apoios relevantes espalhados pelo mundo do futebol, sobretudo entre federações menores e países árabes.







