Joaquim Barbosa vai salvar a República?
Ex-magistrado é referência dos tempos em que a sociedade acreditava no STF como um órgão imparcial capaz de punir os corruptos
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (foto) voltou a aparecer como candidato a presidente da República.
As pesquisas eleitorais com seu nome ainda vão demorar um tempo, mas a chance de surpresa existe.
Em 2012, quando ainda era ministro do STF, uma pesquisa do Ipespe apontou que 26% das pessoas entrevistadas “com certeza” votariam nele e outros 24% disseram que poderiam votar.
Nas eleições de 2018, quatro anos depois de se aposentar da Corte, ele apareceu com índices de 8% a 10% em pesquisas do Datafolha.
Em 2022, seu nome voltou a ser cogitado para a Presidência.
Se Barbosa repetir esses patamares, seria o suficiente para chamar a atenção.
Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos têm penado para passar dos 5%.
Mensalão
A fama de Barbosa vem da sua atuação como relator do escândalo do mensalão, em que petistas organizaram um esquema para comprar apoio no Congresso.
Apesar de ter sido indicado por Lula em 2003 para o tribunal pelo fato de ser negro, Barbosa atuou de maneira independente, colocando contra a parede José Genoino, José Dirceu e Delúbio Soares.
Nesse período, Barbosa teve brigas públicas com o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo.
Com isso, passou a ser hostilizado pelos petistas, que o consideraram um traidor.
“O partido com o qual eu mais me identificaria seria com aquele PT antigo, não esse PT de hoje, tomado por bandidos, pela corrupção. O PT de antes da candidatura Lula”, alegou Barbosa à época.
Pela sua integridade, seu nome é lembrado até hoje, mesmo estando ausente do noticiário e publicar raramente nas redes sociais.
Barbosa ainda é uma referência dos tempos em que a sociedade acreditava no STF como um órgão imparcial capaz de punir os corruptos, algo totalmente diferente dos tempos atuais, em que integrantes da Corte estão envolvidos em escândalos e se preocupam apenas em blindar a si próprios.
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