Janja participará de encontro de católicos do PT
Primeira-dama tenta aproximar imagem de Lula do eleitorado cristão
A primeira-dama Janja da Silva (foto) participará na próxima terça, 30, do Encontro Nacional de Católicos e Católicas do PT, em Brasília.
Além de militantes petistas, o evento contará com lideranças religiosas para debater a "fé" e "democracia".
Segundo o Metrópoles, participarão o monge beneditino Marcelo Barros e o frei Davi, frade franciscano e fundador da Educafro.
No campo político, o encontro contará com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, o coordenador-geral da pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, e a tesoureira nacional do partido, Gleide Andrade.
Eleitorado cristão
Janja tem atuado em iniciativas voltadas à aproximação do governo com o eleitorado cristão, segmento no qual o presidente Lula enfrenta alta rejeição.
De acordo com levantamento da AtlasIntel, o petista é desaprovado por 69,3% dos evangélicos.
Em junho, Lula se ajoelhou no banco da Basílica Sagrada Família, em Barcelona, permanecendo alguns minutos em silêncio.
"Um momento de paz, oração e reflexão em um lugar que inspira união e esperança", escreveu o presidente em um vídeo no Instagram.
Janja sentou-se no banco de trás e abaixou a cabeça, sem se ajoelhar.
No final de maio, em evento na Petrobras, em Sergipe, o presidente voltou a tocar no tema religião, em um contexto que nada tinha a ver com isso.
"Eu não sou comunista, não, porque eu sou um católico fervoroso. Eu sou mais cristão que comunista", afirmou.
Dias depois, o presidente participou de um ato político na cidade de Catalão, em Goiás.
E o aborto?
O PT não mencionou o aborto na carta endereçada ao público evangélico após o IV Encontro Nacional do Núcleo Evangélico.
Janja esteve presente.
No texto, o núcleo evangélico do PT preferiu salientar outros tópicos para o plano de governo do partido, alguns dos quais não se relacionam diretamente com a religião.
"– Ampliação das políticas públicas voltadas à saúde integral da mulher, enfrentamento à violência e que tenham como foco em seu cuidado e acolhimento em relação à sua saúde física e mental.
– A questão das terras raras precisa ter como norte o desenvolvimento local e regional, a partir dos conhecimentos e estratégias existentes nas universidades, institutos e no território, visando o desenvolvimento social e a nossa soberania nacional.
– Em relação ao campo, defende-se o fortalecimento de políticas voltadas à agricultura familiar, como a política de Reforma Agrária, o PAA e o Plano Safra. Também salientamos a necessidade de ampliação dos quintais produtivos, com prioridade para as camponesas. Além de políticas voltadas para a irrigação de pequenas propriedades e fortalecimento da educação no campo, com creches e escolas de educação de tempo integral na zona rural.
– Criação de políticas voltadas para a juventude, com foco no primeiro emprego.
– Fortalecimento das políticas para pessoas com deficiência, com foco em ações de cuidado integral e de geração de renda.
– Garantia do acesso da população negra ao sistema de justiça."
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