Janja e Lula botam mortos por Covid no palanque eleitoral
Presidente afirmou que relatório feito pelo Ministério da Saúde sobre governo Jair Bolsonaro deveria ser usado por "cada militante"
A primeira-dama Janja (foto) e o presidente Lula anunciaram nesta segunda, 11, a criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.
O objetivo é lembrar a população da gestão de Jair Bolsonaro — pai do pré-candidato Flávio Bolsonaro — durante a pandemia.
No ato realizado no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pediu que a primeira-dama falasse no evento.
Janja, com os olhos marejados e a voz embargada, afirmou: "Se eu conseguir falar, Padilha... Para mim, é sempre muito dolorido falar sobre sobre a Covid. Aquele momento que eu perdi minha mãe. Ela tinha Alzheimer e eu tinha me preparado psicologicamente para perder ela para o Alzheimer. Eu sabia o que ia acontecer. Mas ela ter sido arrancada de mim pela Covid, e ver aquelas 700 mil pessoas que foram arrancadas da gente pela Covid, pela irresponsabilidade, pelo desincentivo ao uso de máscaras, por negar as vacinas, por tudo que aconteceu nesse país, eu quero dizer para vocês que eu não vou esquecer jamais".
"Vocês podem ter certeza que cada familiar de cada pessoa que que a Covid levou não vai esquecer. A memória é isso, é pra gente não esquecer e para lembrar aos outros de que a gente perdeu alguém querido", afirmou a primeira-dama.
"Falta um pedacinho aí dessa ponta que é a justiça. Ver pessoas que ajudaram a esse quadro estarem andando livremente pelo país, inclusive eleitos, me causa muita revolta e deveria causar muito mais indignação na sociedade brasileira. Então, eu não vou esquecer. Nunca vou esquecer. Minha voz vai ser sempre usada para lembrar a memória da minha mãe e de cada uma das 700 mil pessoas que a Covid levou", disse Janja.
"Até quando a gente vai ver gente bebendo detergente contaminado? É muita ignorância."
O presidente Lula falou em seguida.
"Só tem sentido a gente criar alguma coisa para lembrar o passado se a gente conseguir cravar o nome de quem foi responsável", disse Lula em seguida.
"Eu nunca pessoalmente acusei o ex-presidente", afirmou o petista. "Mas como eu sou presidente e parto do pressuposto de que os presidentes não são obrigados a saber, ele tem que pelo menos ouvir quem sabe."
Lula então passou a ler frases de Jair Bolsonaro durante a época da Covid.
De acordo com pesquisa Atlas Intel, o tema que os brasileiros mais reprovam durante o governo de Jair Bolsonaro é a condução do país na época da pandemia.
Cerca de 29% dos que responderam à pesquisa declararam que não votariam "em um Bolsonaro" por causa de "erros na condução da pandemia".
Militância
Ao final, Lula afirmou que um relatório feito pelo Ministério da Saúde deveria ser usado pelos "militantes" (petistas).
Assim, confundiu ato oficial com ato do PT.
"Eu quero dar os parabéns aos deputados, ao Congresso Nacional, que mais uma vez aprovaram uma lei importante. E o Ministério da Saúde publicou aqui [o relatório] 'A gestão Bolsonaro e a pandemia no Covid-19'. É importante que cada militante tenha isso aqui na mão, porque aqui tem tudo que foi a desgraça que eles falaram durante dois anos de pandemia", disse Lula.
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Comentários (3)
Marcelo Tolaine Paffetti
2026-05-11 18:45:11Lula sapateou em cima do caixão da Marisa Letícia e agora sapateia em cima de 700 mil caixões. Bolso-Lula são dois canalhas que mereciam dividir a mesma jaula.
Marcos
2026-05-11 17:34:08ESSA NEGAÇÃO FOI UMA DAS MAIORES BURRICES DO BOLSONARO. DEU MOTIVO PARA AS LÁGRIMAS DE CROCODILO DA ESBANJA.
Todo mundo se esqueceu da reunião entre os honestíssimos Lula, Sarney e Renan Calheiros quando decidiram não ir para as ruas nas manifestações pedindo o impeachment do Bolsonaro, por considerarem que quando pior fosse a pandemia mais fácil séria vence-lo nas urnas? Esse fato não pode ser considerado como cumplicidade nas mortes?