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    Fervor religioso impede entrega de armas pelo Hamas

    O negociador do Hamas pode ter declarado o fim da guerra, mas será difícil convencer milhares de homens armados a abandonarem sua fé, por mais destrutiva que suas crenças sejam

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    Duda Teixeira
    4 minutos de leitura 15.10.2025 10:41 comentários 2
    Hamas. Reprodução/redes sociais
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    O ponto 13 do acordo de paz de 20 pontos divulgado pela Casa Branca deixava claro que o grupo terrorista Hamas deveria entregar suas armas.

    "O Hamas e outras facções concordam em não ter qualquer papel na governança de Gaza, direta ou indiretamente. Toda a infraestrutura militar e ofensiva será destruída e não poderá ser reconstruída. Um processo de desmilitarização será supervisionado por monitores independentes e apoiado por um programa de recompra de armas e reintegração financiado internacionalmente", dizia o texto.

    As Forças de Defesa de Israel (FDI) recuaram para a linha amarela, deixando cerca de metade do território da Faixa de Gaza desocupado.

    Mas o Hamas imediatamente preencheu o espaço com seus homens armados com fuzis (foto).

    Desde então, ao menos 33 palestinos foram assassinados pelo Hamas, acusados de terem colaborado com Israel.

    Execuções públicas

    Alguns palestinos foram levados descalços, com as mãos amarradas nas costas e com os olhos vendados para uma praça em Gaza, onde foram obrigados a se ajoelhar e executados na frente de uma multidão em festa.

    Um grupo chamado Facções de Resistência Palestina, controlado pelo Hamas, chamou a carnificina de uma “campanha de segurança realizada pelo Ministério do Interior e Segurança Nacional em Gaza para fazer cumprir a lei e perseguir aqueles que a violam, incluindo colaboradores, mercenários, ladrões, bandidos e aqueles que cooperam com o inimigo sionista em toda a Faixa de Gaza”.

    A frase sugere que o Hamas voltou a governar a Faixa de Gaza, ao falar de um "Ministério do Interior e Segurança Nacional" em funcionamento.

    O presidente americano, Donald Trump, após receber notícias de que o Hamas não entregou as armas, afirmou que "se o Hamas não se desarmar, nós vamos desarmá-los".

    Por que o Hamas não entrega as armas?

    Para um grupo terrorista, as armas são fundamentais.

    Em primeiro lugar, porque dão ao grupo a capacidade de matar inocentes e, dessa maneira, espalhar o terror.

    Além disso, as armas permitem aos fundamentalistas do Hamas exercerem o controle na Faixa de Gaza, eliminando possíveis rivais ou supostos colaboradores, mesmo sem qualquer evidência ou julgamento.

    O terror, assim, não afeta apenas os israelenses, mas também os moradores de Gaza, que não comungam das ideias do grupo.

    Se o Hamas aceitar a desmilitarização, como afirma o plano de paz, o grupo não teria mais como espalhar o terror ou impor seu poder.

    Na prática, o Hamas deixaria de ser um grupo terrorista.

    ETA, IRA, Farc, PKK

    Pelo mundo, grupos terroristas que entregaram as armas ganharam em troca a chance de participar da política, a promessa de não serem punidos pela Justiça e até mesmo o direito de pedir reformas sociais.

    Entre os casos conhecidos estão as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc, o Exército Republicano Irlandês (IRA), o ETA, do país basco, na Espanha, e os curdos do PKK.

    O problema do Hamas é que há um componente religioso em suas ideias.

    Ter a oportunidade de participar da política ou a garantia de que não serão processados pelos crimes cometidos são benefícios que podem não significar nada para devotos fundamentalistas que aprenderam, desde criança, que o único caminho possível é a destruição de Israel.

    A decisão de aceitar ou não as condições de um acordo de paz, assim, não é o resultado de um cálculo político, mas de uma profissão de fé.

    Não há outros casos de grupos terroristas religiosos, como Al Qaeda, Estado Islâmico, Talibã ou Hezbollah, que aceitaram entregar as armas.

    O espanhol ETA e o irlandês IRA até tinham um componente religioso, mas suas identidades estavam muito mais centradas em questões nacionalistas.

    O principal negociador do Hamas, Khalil al-Hayya, pode ter aceitado a entrega das armas e declarado o fim da guerra, mas será difícil convencer milhares de homens armados a abandonarem sua fé, por mais destrutiva que suas crenças sejam para todos ao redor, incluindo para eles próprios.

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    Duda Teixeira

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    Comentários (2)

    F-35- Hellfire

    2025-10-15 14:05:43

    Ainda nenês de berço, são treinados para odiar e matar. O circulo vicioso precisa ser rompido, o amor é muito mais forte e belo do que o ódio! Os adultos não têm mais geito, só com violência serão contidos.


    MARCOS

    2025-10-15 13:29:46

    O HAMAS NUNCA ENTREGARÁ AS ARMAS. NUNCA SE DESARMARÃO. ESQUEÇAM A TRÉGUA.


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    Comentários (2)

    F-35- Hellfire

    2025-10-15 14:05:43

    Ainda nenês de berço, são treinados para odiar e matar. O circulo vicioso precisa ser rompido, o amor é muito mais forte e belo do que o ódio! Os adultos não têm mais geito, só com violência serão contidos.


    MARCOS

    2025-10-15 13:29:46

    O HAMAS NUNCA ENTREGARÁ AS ARMAS. NUNCA SE DESARMARÃO. ESQUEÇAM A TRÉGUA.



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