A Electronic Arts (EA), uma das maiores produtoras de jogos do mundo, encerrou oficialmente suas atividades como empresa de capital aberto nesta semana, após concretizar a venda de seu controle acionário para um consórcio liderado pelo Fundo Soberano da Arábia Saudita.
A transação, avaliada em US$ 55 bilhões (aproximadamente R$ 282 bilhões), marca o fim de 36 anos de negociações na NASDAQ e estabelece a maior compra alavancada da história da indústria de videogames.
Negócio bilionário
Sob os termos do acordo fechado em setembro de 2025 e aprovado pelos acionistas em dezembro, cada ação da EA foi convertida em US$ 210 em dinheiro. Com a conclusão da venda, a empresa foi deslistada da bolsa de valores e transformada em uma entidade privada.
O consórcio comprador é composto majoritariamente pelo fundo da Arábia Saudita, que detém 93,4% da nova empresa, com participações minoritárias da firma Silver Lake e da Affinity Partners, fundo liderado por Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump.
Para financiar a aquisição, a operação contraiu uma dívida de aproximadamente US$ 20 bilhões, que agora recai sobre o balanço da própria EA.
O que isso muda na empresa?
Apesar da mudança drástica na propriedade, a estrutura operacional da empresa permanece inalterada no curto prazo. Andrew Wilson continua no cargo de CEO, e a sede global segue em Redwood City, na Califórnia.
Em comunicado oficial, Wilson descreveu o fechamento do negócio como o início de um “novo capítulo de oportunidades”, afirmando que a parceria trará “capital de longo prazo e experiência estratégica” para acelerar a inovação.
No entanto, analistas do setor alertam que a pesada carga de dívida de US$ 20 bilhões pode forçar a nova gestão a adotar medidas agressivas de monetização em suas principais franquias, como EA Sports FC, The Sims e Apex Legends, além de possíveis cortes de custos e demissões para equilibrar as finanças.








