Eleitores de Flávio preferem Caiado e Zema a Michelle, indica AtlasIntel
Instituto de pesquisa testou um cenário de primeiro turno, no qual a ex-primeira-dama assumiria o posto de pré-candidata do PL na disputa presidencial
Em meio à queda de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas e ao atrito do senador com Michelle Bolsonaro (PL), a AtlasIntel testou um cenário de primeiro turno, no qual a ex-primeira-dama assumiria o posto de pré-candidata do PL na disputa presidencial.
O resultado indicou que os eleitores de Flávio Bolsonaro preferem depositar seus votos em Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) em vez de eleger a esposa de Jair Bolsonaro.
Lula lidera a simulação, com 47,1% das intenções de voto.
Michelle aparece em segundo lugar, com 19,3%, seguida por Zema, com 8,6%; Renan Santos (Missão), 8,1%; Caiado, 8,1%; e Joaquim Barbosa (DC), 1,7%.
Brancos e nulos são 5,1%. Indecisos são 2%.
Flávio como pré-candidato
Quando Flávio está na disputa, o pré-candidato do PL tem cerca de 36% das intenções de voto em primeiro turno, enquanto Zema e Caiado não passam de 3%.
Renan Santos registrou 7,8% das intenções de voto nas duas simulações de primeiro turno em que Flávio foi testado.
Joaquim Barbosa não passou de 1,2%.
O levantamento ouviu 4.999 eleitores, por recrutamento digital aleatório, entre 26 e 30 de junho.
Com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%, a pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-04582/2026.
Michelle deixa o comando do PL Mulher
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou o comando do PL Mulher nesta terça-feira, 30, em meio à crise interna desencadeada pelos desentendimentos públicos com o senador Flávio Bolsonaro.
A decisão foi tomada após Michelle se reunir na sede nacional do PL, em Brasília, com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto.
No encontro, ele tentou convencê-la a participar do evento de mulheres conservadoras organizado pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro, marcado para quarta-feira, 1º. A ex-primeira-dama, porém, manteve a decisão de não comparecer.
A crise se intensificou depois que Michelle divulgou vídeos nas redes sociais relatando ter sido desrespeitada e maltratada pelo enteado durante uma conversa telefônica. As declarações ampliaram o desgaste dentro do PL e levaram dirigentes da legenda a tentar construir uma solução para reduzir a tensão.
Aliadas da ex-primeira-dama garantem que a candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado está mantida.
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