China ameaça retaliar os EUA após novo pacote de sanções
Pequim diz que tomará “todas as medidas necessárias” caso empresas chinesas sejam atingidas por sanções contra Teerã
A China advertiu nesta terça-feira, 25, que retaliará contra os Estados Unidos caso o pacote de sanções imposto ao Irã atinja empresas chinesas.
A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações da China, Lin Jian, durante uma coletiva de imprensa.
"A China tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar firmemente seus direitos e interesses", disse.
Segundo Jian, as medidas adotadas por Washington não contribuem para a solução dos problemas e "só irão alimentar ainda mais os conflitos".
"A tarefa urgente é facilitar a desescalada da situação e retornar o mais rápido possível ao caminho do diálogo e da negociação (...) a cooperação entre China e Irã sempre se desenvolveu dentro da estrutura do direito internacional e não deve ser prejudicada ou interrompida."
A China é a maior compradora de petróleo do Irã.
Pequim teme que empresas chinesas que atuem como intermediárias para Teerã sejam incluídas no novo pacote de sanções.
O novo pacote de sanções
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou na segunda, 24, que o governo americano iniciou uma "campanha sem precedentes" de sanções contra o Irã "e seus facilitadores".
Serão alvos 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas a Teerã e que atuam em áreas de energia nuclear, de produção de mísseis, cibernéticas e de petróleo.
"Estamos lançando uma ofensiva econômica contra as conexões financeiras do Irã ao redor do mundo”, disse Bessent em entrevista coletiva.
“Nosso objetivo é cortar todas as linhas vitais econômicas que sustentam esse regime tirânico, até que Teerã fique isolada”, acrescentou.
Redes de apoio
As sanções têm como alvo uma rede de empresas intermediárias que operam embarcações da "frota fantasma" iraniana em países como Emirados Árabes Unidos, Hong Kong, China, Singapura e Suíça.
Bessent afirmou que cada país tem um "prazo definido" para encerrar as atividades identificadas pelo Departamento do Tesouro americano em apoio ao Irã.
"Equipes do Tesouro, do Departamento de Estado e das Forças Armadas dos EUA estão se reunindo agora com seus homólogos globais para comunicar que os Estados Unidos esperam ações. O cronômetro começou a correr", disse.
Trump está telefonando para líderes mundiais "com o pedido específico de que cessem suas interações" com Teerã, continuou.
"Aqueles que estiverem ao lado dos Estados Unidos colherão os frutos de nossa parceria. Aqueles que se vincularem ao regime iraniano devem esperar compartilhar o isolamento de um regime em declínio", complementou.
Leia também: EUA iniciam "campanha sem precedentes" de sanções contra o Irã
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