Crusoé
08.05.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Poder
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram

As várias faces de Sara, a ativista presa que comprou cervejas, cigarros e sushi com dinheiro público

“Tudo de melhor que podemos esperar é a vingança: uma tomada hostil, uma rebelião absoluta até o fim. Vou me vingar do mundo ou de pelo menos 49% das pessoas nele. E, se eu acabar com sangue nas mãos, eu sei que você entenderá, porque eu luto como uma garota” O trecho citado é de...

avatar
André Spigariol
8 minutos de leitura 22.06.2020 12:10 comentários 0
As várias faces de Sara, a ativista presa que comprou cervejas, cigarros e sushi com dinheiro público
Sara Winter
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

“Tudo de melhor que podemos esperar é a vingança: uma tomada hostil, uma rebelião absoluta até o fim. Vou me vingar do mundo ou de pelo menos 49% das pessoas nele. E, se eu acabar com sangue nas mãos, eu sei que você entenderá, porque eu luto como uma garota”

O trecho citado é de uma canção interpretada por Emilie Autumn, cantora que inspirou o nome de guerra de uma conhecida extremista brasileira. Ela, que protestou seminua contra o machismo; que fundou um grupo feminista de grande repercussão; que devorou os escritos de Gramsci; que usou dinheiro público para comprar cerveja e até cigarro e que – não se surpreenda – ajudou a eleger Rodrigo Maia para a Câmara dos Deputados.

Sara Fernanda Giromini, 28 anos, vulgo Sara “Winter”, já foi tudo pelo qual hoje luta fervorosamente contra. O passado e o presente da líder dos “300 pelo Brasil”, no entanto, se entrelaçam em dois pontos: na necessidade atávica pelo holofote e na ideologia, como dizia Cazuza, que ela parece sempre precisar para viver. Só que, desta vez, seus “amigos” é que estão no poder, o que empresta um ar caricatural para tudo o que ela prega e faz, o tal do protesto a favor. Não raro, recheado de muita teatralidade ritualística, marca do grupo que ela hoje lidera, cujo ativismo à levou ao Presídio Feminino de Brasília, a Colméia, no entorno do Distrito Federal.

Movida por um sonho de mudar o mundo e de fazer parte de uma revolução, – qualquer revolução, pelo visto –, a jovem Sara Fernanda, que saiu de São Carlos em 2012 para importar da Ucrânia o principal grupo neofeminista da década passada, não conseguiu concretizar o que acalenta. Mas, na tentativa de chegar lá, ela se converteu em uma das figuras centrais do bolsonarismo.

No meio do caminho entre o interior paulista e a Penitenciária da Colméia, Sara diz que passou por prostituição, estupro e violência doméstica na adolescência, flertou com o nazismo e o integralismo e cometeu um aborto na juventude. Há apenas cinco anos, estava nua e grávida na Avenida Paulista, protestando contra os desvios do Petrolão “para pagar festas de luxo e prostituição”, e a favor de “parto humanizado”.

Ela chegou a ter uma cruz de ferro – símbolo usado na Alemanha de Hitler – tatuada no peito, o que disse ser “um erro do passado”. Segundo seu irmão e desafeto, Diego Giromini, 37 anos, a jovem Sara Winter “levou para dentro de casa” neonazistas e skinheads, o que ela nega. A relação com Diego sempre foi conturbada. Sara acusa o irmão de violência doméstica. “Ah ela sempre diz isso aí sobre mim e sobre meu pai. Sara sempre foi uma menina muito rebelde e que queria chamar a atenção de qualquer jeito, como você vê hoje”, diz.

Por outro lado, em entrevistas no início da década passada, Sara relatou que seu irmão mais velho, Tiago, a apoiou quando ela decidiu viajar à Ucrânia em 2012 para ser treinada pelas fundadoras do Femen, cuja principal bandeira era a luta contra o turismo sexual. O contato havia começado no final de 2011 e levou a militante a receber um auxílio de mil dólares para viabilizar a empreitada, que contou ainda com uma vaquinha online.

Em Kiev, Winter relata que aprendeu técnicas de ação não-violenta e o que ela chama de “marketing de guerrilha” e “como usar a imprensa a seu favor”. Diz ela que as instruções eram tão específicas a ponto de orientarem as posições e poses que as ativistas deveriam fazer durante protestos. Também na capital ucraniana, a brasileira foi detida pela polícia local em um protesto do lado de fora do Estádio Olímpico, enquanto Iker Casillas levantava a taça da Eurocopa daquele ano pela Espanha. Como se vê, ela sempre gostou de estar no centro da confusão. E de ser reconhecida por isso.

A parceria com as ucranianas durou pouco. Em 2013, a matriz rompeu com a filial verde-amarela, acusando Sara Winter de desviar recursos que haviam sido enviados da Europa para financiar as ações do grupo no país. A brasileira sempre rechaçou as denúncias. Alega que a sede mudou de orientação ideológica por influência de doadores franceses.

O nascimento do pequeno Hector, em 2015, filho de um homem com quem a jovem nunca chegou a ter um relacionamento, marcou a inflexão na vida de Sara. A partir daí, ela passou a se aproximar da Igreja e se afastou do feminismo, invertendo o sinal de sua militância nas redes sociais. Na Justiça, selou o destino do menor por meio de uma conciliação judicial, que garantiu a ela e sua mãe, Regina Fátima, a guarda da criança, que pode ver o pai aos finais de semana em São Carlos.

A partir de 2016, intensificou a sua militância, filiando-se ao PSC, partido do então deputado Jair Bolsonaro. Foi vice-presidente nacional da juventude do partido, mergulhando intensamente na vida partidária, onde chegou a fazer campanha para Flavio Bolsonaro, candidato a prefeito do Rio de Janeiro naquele ano. Dois anos mais tarde, seguiu Jair Bolsonaro mais uma vez: deixou o PSC e filiou-se ao PSL do Rio de Janeiro, onde ficou por apenas um mês.

No abril pré-eleitoral, foi apadrinhada pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante, do Democratas, que convenceu a direção fluminense do partido a abraçar a candidatura. À época, a chegada de Sara ao DEM foi bem vista por todas as alas da legenda, mas por um motivo bem pragmático: a chegada dela ajudaria o partido a cumprir a cota de candidaturas femininas.

Porém, ao contrário do que ocorreu no PSC, Sara nunca quis se envolver na vida partidária do DEM. Sua única preocupação na legenda foi saber o quanto seu padrinho político iria conseguir para ela do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o FEFC, também conhecido como fundão eleitoral. Conseguiu R$ 25 mil da direção da legenda.

O dinheiro foi bem aproveitado. Além de pagar militantes, propaganda política, advogada e alimentação, a grana bancou a aquisição de um computador pessoal, cervejas, rodízios de sushi e até cigarros. É o que revelam documentos de prestação de contas da candidata aos quais Crusoé teve acesso.

A farra regada a dinheiro público culminou com a derrota na eleição. Com apenas 17.246 votos, ela ficou como 13ª suplente da coligação que contou com DEM, MDB e partidos do Centrão, como PP e PTB. A aventura eleitoral de Sara Winter ajudou a eleger o deputado federal Rodrigo Maia, que obteve 74.232 votos naquele ano.

Sara Winter também viveu seu inverno nos tribunais. Ela teve as contas rejeitadas pela Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro e foi condenada a devolver a verba que recebeu do fundão, e com a qual se lambuzou. Segundo as informações disponíveis no processo, a dívida ainda não foi paga. Sem que a situação seja regularizada, Sara Fernanda Giromini não tem acesso à certidão de quitação eleitoral, documento que serve como “comprovação de que o eleitor encontra-se na plenitude do gozo dos seus direitos políticos”, segundo o TSE.

Tal fato não impediu que o Ministério da Mulher Família e Direitos Humanos nomeasse, em maio de 2019, Sara Fernanda Giromini para o cargo de “Coordenadora de Atenção Integral à Gestante e à Maternidade do Departamento de Promoção da Dignidade da Mulher da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres”, na pasta de Damares Alves. Em Brasília, a ativista ocupou um cargo com salário de R$ 5,6 mil até outubro do ano passado.

Só que o cargo ocupado pela ativista exige, conforme decreto de Jair Bolsonaro, que a ocupante apresente “experiência profissional de, no mínimo, dois anos em atividades correlatas às áreas de atuação do órgão ou da entidade ou em áreas relacionadas às atribuições e às competências do cargo ou da função”.

Sara Winter informou a Damares Alves que trabalhou durante quatro anos como conselheira voluntária da Casa Pró-Vida São Frei Galvão, no Rio de Janeiro. O trabalho voluntário foi considerado pelo ministério como suficiente para comprovar a experiência profissional exigida. “Limitado ao conteúdo emanado do referido Decreto, frente ao conteúdo do Currículo, tem-se que a ex-servidora preencheu o requisito”, escreve Luciano Bragagnolo, subsecretário de orçamento e administração do MMFDH, em documento oficial.

Porém, a Lei do Serviço Voluntário considera que o voluntariado é “a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou a instituição privada de fins não lucrativos que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência à pessoa” e “não gera vínculo empregatício, nem obrigação de natureza trabalhista previdenciária ou afim”. Se bem que, para Sara, lei é apenas um detalhe.

Diários

Real lidera avanço das moedas latino-americanas em 2026

José Inácio Pilar Visualizar

EUA mantêm negociações com o Irã, diz Trump

Redação Crusoé Visualizar

O preço de um senador

Wilson Lima Visualizar

Lula e Trump não falaram sobre Pix, CV e PCC?

João Pedro Farah Visualizar

O cardápio do almoço entre Lula e Trump na Casa Branca

Redação Crusoé Visualizar

Ciro Nogueira não foi o único que tentou aumentar a cobertura do FGC

Redação Crusoé Visualizar

Mais Lidas

A nova inquisição

A nova inquisição

Visualizar notícia
A volta da direita nacional-desenvolvimentista

A volta da direita nacional-desenvolvimentista

Visualizar notícia
Ciro Nogueira não foi o único que tentou aumentar a cobertura do FGC

Ciro Nogueira não foi o único que tentou aumentar a cobertura do FGC

Visualizar notícia
Diplomacia de urgência

Diplomacia de urgência

Visualizar notícia
E aí, Ciro, vai renunciar?

E aí, Ciro, vai renunciar?

Visualizar notícia
"Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”, diz Messias

"Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”, diz Messias

Visualizar notícia
Fique longe, Trump

Fique longe, Trump

Visualizar notícia
Guru, pré-candidato e líder capissocial

Guru, pré-candidato e líder capissocial

Visualizar notícia
Joesley Batista é o novo chanceler do Itamaraty paralelo?

Joesley Batista é o novo chanceler do Itamaraty paralelo?

Visualizar notícia
Lula e Trump não falaram sobre Pix, CV e PCC?

Lula e Trump não falaram sobre Pix, CV e PCC?

Visualizar notícia
< Notícia Anterior

Nova advogada de Flávio coleciona embates com Wassef

22.06.2020 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

A constrangedora coincidência na chegada de Weintraub ao Banco Mundial

22.06.2020 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

André Spigariol

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)


Notícias relacionadas

Real lidera avanço das moedas latino-americanas em 2026

Real lidera avanço das moedas latino-americanas em 2026

José Inácio Pilar
08.05.2026 09:23 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
EUA mantêm negociações com o Irã, diz Trump

EUA mantêm negociações com o Irã, diz Trump

Redação Crusoé
08.05.2026 08:49 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Lula e Trump não falaram sobre Pix, CV e PCC?

Lula e Trump não falaram sobre Pix, CV e PCC?

João Pedro Farah
07.05.2026 17:28 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
O cardápio do almoço entre Lula e Trump na Casa Branca

O cardápio do almoço entre Lula e Trump na Casa Branca

Redação Crusoé
07.05.2026 15:19 3 minutos de leitura
Visualizar notícia

Variedades

Ver mais

Ype se pronuncia, nega risco ao consumidor e garante segurança em seus produtos

Ype se pronuncia, nega risco ao consumidor e garante segurança em seus produtos

Visualizar notícia
Por conta da invasão de torcedores, entidade cancela jogo entre brasileiros e colombianos

Por conta da invasão de torcedores, entidade cancela jogo entre brasileiros e colombianos

Visualizar notícia
Multas começam a caducar e infrações não precisarão ser pagas; entenda as regras

Multas começam a caducar e infrações não precisarão ser pagas; entenda as regras

Visualizar notícia
Avião Solidário: voo da LATAM levou passageiro a mais de forma gratuita nessa semana

Avião Solidário: voo da LATAM levou passageiro a mais de forma gratuita nessa semana

Visualizar notícia
Profissionais que buscam qualificação têm oportunidade gratuita e online disponível

Profissionais que buscam qualificação têm oportunidade gratuita e online disponível

Visualizar notícia
Alegando “falhas graves” na produção, Anvisa determina recolhimento de produtos da Ypê

Alegando “falhas graves” na produção, Anvisa determina recolhimento de produtos da Ypê

Visualizar notícia

Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso