O zagueiro argentino Lucas Trejo, jogador do Marítimo na segunda divisão venezuelana, pediu ajuda após perder contato com a família desde os terremotos que destruíram parte da Venezuela na noite de quarta-feira (24).
O prédio onde a esposa e os dois filhos moravam desabou durante os tremores.
Trejo, que estava fora de Praia Grande no momento do terremoto, não teve mais notícias da esposa, Yani Maranella, nem dos filhos Aarón e Ainhoa Trejo Maranella. A família vivia num edifício no município costeiro de Praia Grande, a cerca de 12 quilômetros ao norte de Caracas.
“Nosso edifício em Praia Grande caiu, não sei nada da minha família, por favor orem por eles e difundam esta mensagem para alguém que possa tê-los visto. Quero acreditar que não estavam lá. Orem pela minha família, por favor”, escreveu o jogador nas redes sociais.
O terremoto que sacudiu a Venezuela
Dois tremores atingiram a costa norte da Venezuela num intervalo de poucos segundos. O primeiro, de magnitude 7,2, foi registrado às 18h04 (horário de Brasília), em seguida, veio um segundo abalo, de 7,5.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), foi o terremoto mais forte registrado no país em mais de um século; o último de intensidade superior havia ocorrido em outubro de 1900.
As principais regiões afetadas foram La Guaira, Caracas e Carabobo. Prédios desabaram na capital e em cidades vizinhas. Os tremores foram sentidos também em cidades do norte do Brasil.
As vítimas
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou 164 mortos e 971 feridos até o momento. As autoridades alertam que o número pode crescer porque muitos locais ainda não foram alcançados pelas equipes de resgate.
Mais de 500 equipes de emergência foram mobilizadas para atuar nos escombros. Bombeiros, militares, policiais e voluntários trabalham sem interrupção na busca por sobreviventes, o governo venezuelano decretou estado de emergência nacional.
Até o fechamento do texto, o paradeiro da família não havia sido confirmado.





