Keiko Fujimori lidera em votação no Brasil
Direitista venceu em oito das dez cidades com apuração concluída e mantém vantagem sobre Roberto Sánchez no Peru
Em disputa acirrada voto a voto, Keiko Fujimori e Roberto Sánchez também acompanham a votação no exterior para definir quem será o próximo presidente do Peru.
Na quinta, 11, a filha do ex-ditador Alberto Fujimori ultrapassou Sánchez na reta final da contagem de votos do segundo turno.
A mudança de liderança ocorreu após a contagem do votos realizados no exterior, onde Keiko Fujimori obteve aproximadamente 70% dos votos.
Cidades brasileiras
No Brasil, a candidata também aparece à frente, com 50,003% dos votos válidos — uma vantagem de 1.026 votos sobre Sánchez.
Os peruanos residentes no Brasil puderam votar em 11 cidades.
Até o momento, apenas São Paulo ainda não concluiu a totalização dos votos. Nas demais dez cidades, a apuração já foi finalizada.
Keiko venceu em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Manaus, Rio Branco, Rio de Janeiro e Salvador.
Já Sánchez obteve maioria dos votos em Fortaleza e Porto Alegre.
Troca de liderança
Keiko liderava a contagem oficial das eleições no Peru até segunda-feira, 8, quando Roberto Sánchez passou a frente com a contabilização de votos das zonas rurais e isoladas.
Na noite de domingo, Sánchez apareceu vitorioso nas contagens rápidas feitas pelos institutos Ipsos e Datum (para entender a diferença entre contagem rápida e contagem oficial, leia aqui).
Sánchez é um psicólogo que participou da Teologia da Libertação, uma corrente marxista da esquerda latino-americana.
Foi ministro de Comércio Exterior e Turismo no governo de Pedro Castillo.
Sánchez segue sendo um discípulo de Castillo, que tentou um autogolpe em 7 de dezembro de 2022.
Nesse dia, Castillo dissolveu o Congresso e declarou toque de recolher pela televisão.
Também convocou um Congresso para escrever uma nova Constituição.
“Declara-se uma reorganização do sistema de Justiça, do Judiciário, do Ministério Público, da Junta Nacional de Justiça e do Tribunal Constitucional“, disse Castillo em 2022.
Castillo foi condenado a 11 anos de prisão pelos crimes de conspiração e rebelião em uma tentativa de golpe de Estado.
Apesar desse passado tenebroso, Sánchez busca se aproximar ao máximo da imagem de Castillo.
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