Lavrov não descarta "movimento perigoso" dos EUA sobre Cuba
A ação ocorreria antes das midterms, eleições de meio de mandato em novembro, segundo o chanceler russo
O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov (foto), afirmou nesta sexta-feira, 5, que não descarta um "movimento perigoso" dos Estados Unidos em relação a Cuba.
A ação ocorreria antes das midterms, eleições de meio de mandato em novembro, segundo o chanceler russo.
Aliada histórica de Moscou, a ilha tem sido alvo de uma forte pressão do governo Trump.
"Agora, nuvens estão se acumulando sobre Cuba. Não excluo que, antes das eleições de meio de mandato em novembro, possa haver mais um movimento muito perigoso de Washington — para provar o sucesso da administração republicana. Será triste", disse o chanceler russo em entrevista veiculada pelo canal APT, do YouTube.
Sanções a Cuba
Como mostramos, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira, 4, novas sanções econômicas ao ditador cubano Miguel Díaz-Canel.
Também foram alvo de sanções Lis Cuesta, sua esposa, Manuel Anido Cuesta, seu enteado, e Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, e Raúl Alejandro Castro Calis, neto do irmão de Fidel Castro.
A decisão do governo americano implica o bloqueio de bens e propriedades que o ditador cubano e os demais alvos de sanções possam ter sob a jurisdição dos EUA.
Ela também envolve a proibição de transações com cidadãos e empresas dos Estados Unidos.
O governo Trump também adicionou cinco entidades cubanas à sua lista negra.
São elas:
1. Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (MINFAR)
2. Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP)
3. Amistur Cuba S.A.
4. Comitês para a Defesa da Revolução (CDR)
5. Minera La Victoria S.A.
"É uma nação falida"
Questionado sobre Cuba, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a ilha é uma "nação falida".
"Queremos que seja um país bem administrado. É uma nação falida", disse Trump.
"Eles não têm energia, não têm petróleo, têm vastas extensões de terra. Cuba já entrou em colapso", acrescentou.
"Vamos cuidar da República Islâmica do Irã e, quando terminarmos lá, iremos para Cuba", completou.
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