A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou oficialmente nesta semana que o impedimento semiautomático (SAOT) será utilizado no Campeonato Brasileiro a partir da 20ª rodada, que tem início neste sábado (25).
De acordo com especialistas, a medida coloca o futebol nacional no mesmo patamar tecnológico de competições de elite mundial, como a Copa do Mundo e a Premier League.
Estreia marcada para o final de semana
Os primeiros jogos a contar com a nova tecnologia serão Athletico-PR x Internacional, na Arena da Baixada, e Santos x Chapecoense, na Vila Belmiro, ambos com início às 18h30 (horário de Brasília). Todos os dez confrontos da 20ª rodada já terão o sistema em operação.
A implementação ocorreu após oito meses de preparação, incluindo visitas técnicas, instalação de equipamentos, calibração e testes em partidas das categorias de base e jogos da própria Série A. Segundo a CBF, todos os 20 estádios previstos estão aptos a receber a tecnologia.
Tecnologia de ponta
O sistema, desenvolvido pela Genius Sports por meio da plataforma GeniusIQ, utiliza entre 28 e 32 câmeras dedicadas por estádio, capazes de capturar imagens em 4K a 100 quadros por segundo.
Os dados são processados por inteligência artificial que gera uma reconstrução 3D dos lances em segundos, identificando com precisão milimétrica a posição dos jogadores e o momento exato do passe.
O investimento total da CBF foi de aproximadamente R$ 40 milhões, custeando integralmente a instalação em todas as arenas. Cada estádio também recebeu cinco servidores locais para garantir a conectividade com a Central de Operações do VAR, sediada no Rio de Janeiro.
Exigências
A CBF determinou que nenhum jogo da Série A poderá ser realizado em estádios sem o sistema, o que impacta clubes que utilizam arenas alternativas. O Palmeiras, por exemplo, financiou a instalação na Arena Barueri para usar o local quando o Nubank Parque estiver indisponível.
“Quando assumimos o compromisso de implantar o impedimento semiautomático, deixamos claro que a modernização da arbitragem seria uma prioridade. Hoje, entregamos essa tecnologia ao futebol brasileiro após um processo criterioso”, afirmou Samir Xaud, presidente da CBF.







