Filhos de Bolsonaro são “piores" do que o pai, diz Lula
Petista associa Flávio e Eduardo Bolsonaro à decisão do Escritório do Representante Comercial dos EUA de propor uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras
Ao associar Flávio e Eduardo Bolsonaro à decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de propor uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, o presidente Lula (PT) disse nesta terça-feira, 2, que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro são "piores" do que o pai.
O petista também chamou Flávio e Eduardo Bolsonaro de "vendilhões da Pátria".
"Porque depois do sucesso da minha visita ao Trump, do sucesso, o Trump até riu. Vocês viram que ele riu, porque ele disse que entre eu e ele tem uma química. Uma química, sabe? Então o bolsonarismo ficou muito puto da vida. O que aconteceu? Eles foram lá, a família foi lá essa semana e foi conversar com o Marco Rubio [...] E quando é ontem (sic), eu soube dando notícia que o comércio americano resolveu taxar o Brasil em 25%. Quando nós estávamos em negociação, quando eu tinha tido uma reunião com o presidente Trump. Bem, o que eu quero dizer com isso é que esse esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores do que ele e são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras", disse Lula durante a inauguração de um campus do Instituto Federal Goiano, em Catalão.
Covarde
Lula também chamou Flávio Bolsonaro de "covarde".
"O que merece os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso país. Pensem, pensem, meditem, porque esse cidadão hoje aparece imprensa dizendo: 'Eu não falei nada, eu não falei nada'. Todo covarde é assim, fala merda que fala, depois não tem coragem de assumir o que fala, fica tentando mentir", afirmou.
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— Revista Crusoé (@RevistaCrusoe) June 2, 2026
O que disse Flávio?
Flávio Bolsonaro disse nesta terça-feira, 2, ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para não taxar as empresas brasileiras.
A solicitação, segundo o filho 01 de Jair Bolsonaro, também foi feita ao vice-presidente dos EUA, JD Vance, e ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, com quem também se reuniu ao visitar a Casa Branca na semana passada.
"Pedi expressamente... nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio. Eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz expresso a eles, porque, eu digo o seguinte, a partir de 2027 vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual, porque o nosso agro alimenta o mundo. Não é justo taxar as nossas empresas. A gente tem que valorizar a nossa tecnologia, a gente tem que valorizar o nosso Pix, a gente tem que valorizar o nosso etanol, que é uma energia limpa e que já tá sendo usada aqui pro nosso lago para substituir o diesel, por exemplo, a gente tem que incentivar esse nosso capital que é a tecnologia de etanol, seja da cana, seja do milho. Então a gente tem tudo para sentar de igual para igual. Por favor, não taxe as empresas brasileiras", disse o pré-candidato em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais.
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