Crusoé n° 415: Gotham City fluminense
Por que a política no Rio de Janeiro é um caos. E mais: O teste de realidade da janela partidária e Terceira República Islâmica
"Acredito que o Rio de Janeiro virou Gotham City. Se for realizada a eleição indireta, é mais fácil eleger o Coringa do que o Batman. A situação é complicada, excelências. Quem deve decidir o futuro do Rio é a população, os eleitores fluminenses."
Foi com essa metáfora do filme Batman que o advogado Thiago Fernandes Boverio, que integra a defesa do PSD, definiu a crise fluminense no primeiro dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte discute se as eleições para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro serão realizadas de forma direta ou indireta.
Até lá, o Palácio Guanabara será ocupado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJRJ), Ricardo Couto, que assumiu a tarefa de governar o caos após o esvaziamento total da linha sucessória.
O novo pleito tenta estancar uma sangria institucional recente de um estado onde a cadeira de governador tornou-se, nas últimas décadas, um símbolo recorrente de malfeitorias.
A linha sucessória de Cláudio Castro, que renunciou antes de ter o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por compra de apoio político, ficou esvaziada desde que o seu ex-vice, Thiago Pampolha, foi indicado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Naturalmente, a cadeira seria assumida pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, a Alerj.
No entanto, o influente político de Campos dos Goytacazes acabou sendo preso por vazamento de informações de operação contra o deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho (CV), diz João Pedro Farah em "Gotham City fluminense", a matéria de capa de Crusoé.
Colunistas
Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.
Nesta edição, escrevem Wilson Pedroso (O teste de realidade da janela partidária), Letícia Barros (Antissemitismo e xenofobia), Clarita Maia (PSB Mulher ignorado), Márcio Coimbra (Terceira República Islâmica), Maristela Basso (A guerra que não termina), Josias Teófilo (A cultura dos editais), Gustavo Nogy (No princípio era o Monark), Roberto Ellery (Sem querer ser chato, mas é melhor cuidar da dívida pública), Dennys Xavier (Gastar dinheiro próprio X gastar dinheiro alheio) e Rodolfo Borges (É a vez de o corintiano experimentar Diniz).
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