O novo prazo de Trump para sair da guerra com o Irã
Presidente americano projeta retirada em "duas ou três semanas"
O presidente americano, Donald Trump (foto), afirmou nesta terça-feira, 31, que pretende retirar as forças americanas do conflito com o Irã no prazo de “duas ou três semanas”. O anúncio foi feito no Salão Oval da Casa Branca.
“Estamos concluindo o trabalho e acredito que em cerca de duas semanas, ou talvez mais alguns dias", afirmou.
Trump também afirmou que Washington não pretende intervir no Estreito de Ormuz, indicando que a responsabilidade pela segurança marítima caberá aos países da região.
"A França, a China e outros países poderão abastecer seus navios e se virar sozinhos”, disse ele.
Inicialmente, o prazo estipulado pelos Estados Unidos para o fim da guerra era de quatro a seis semanas.
O conflito teve início em 28 de fevereiro.
Enriquecimento de urânio
Trump também admitiu nesta terça, 31, que os estoques de urânio enriquecido do Irã estão enterrados em profundidade.
Em entrevista à CBS News, o republicano reconheceu que um ataque seria difícil.
"Nem penso nisso. Só sei que está tão profundamente enraizado que vai ser muito difícil para qualquer um", disse ele.
Combustível de aviação
Mais cedo, Trump fez duas sugestões os países aliados que, como o Reino Unido, estão sentindo os efeitos do bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã e temem o desabastecimento de combustível de aviação.
"Para todos os países que não conseguem combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, tenho uma sugestão: Número 1, comprem dos EUA, temos bastante, e Número 2, criem coragem, vão até o Estreito e simplesmente TOMEM. Vocês terão que aprender a lutar por si mesmos, os EUA não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nos ajudar. O Irã foi, essencialmente, dizimado. A parte difícil já passou. Vão buscar seu próprio petróleo!", escreveu o presidente americano na rede Truth Social.
Caso as restrições de oferta persistam, analistas do setor estimam que as companhias aéreas começarão a ser afetadas pela falta de combustível no final de abril.
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