Defesa de Lulinha aponta "caráter eleitoral" em indiciamento
Nota divulgada por advogado à imprensa afirma não haver "um único elemento" que justifique a medida contra filho de Lula
A defesa do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, apontou "caráter eleitoral" no pedido de indiciamento proposto pelo relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), em seu relatório final do colegiado.
Em nota divulgada à imprensa, o advogado Marco Aurélio Carvalho afirma não haver "um único elemento" que justifique a medida.
"A recomendação de indiciamento só revela o caráter eleitoral da atuação do relator, e vulgariza a nobre função de fiscalizar delegada de forma atípica pela Constituição Federal ao parlamento brasileiro. Não há um único elemento nos autos que justifique ou fundamente a referida sugestão. Se não fosse trágico, seria cômico. Fábio não tem relação direta ou indireta com os fatos investigados no bojo da CPMI do INSS. o vazamento criminoso de seu sigilo bancário é um elemento que confirma o que a defesa desde o início vem dizendo", diz.
Gaspar pede o indiciamento de Lulinha por tráfico de influência; lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; organização criminosa; e partícipe em corrupção passiva.
“Os indícios demonstram que Fábio Luís não figurou como mero espectador das atividades de Antônio Carlos Camilo Antunes: ao contrário, há elementos robustos que apontam para uma atuação consciente e interessada, em que o capital político representado pelo sobrenome presidencial era monetizado por meio de uma engenharia de interposição de pessoas e empresas, cujo elo era a empresária Roberta Luchsinger”, afirmou.
“Os repasses periódicos de R$ 300 mil, a viagem compartilhada em classe executiva para Lisboa, a presença do nome do indiciado em agendas e envelopes apreendidos na residência do lobista, as referências cifradas ao ‘filho do rapaz’ em mensagens interceptadas e os depoimentos de testemunhas que relatam com riqueza de detalhes a ostentação da proximidade entre ambos constituem um quadro indiciário suficientemente coeso para justificar o presente ato”.
As provas contra Lulinha
Gaspar levantou como provas contra Lulinha a viagem feita em um mesmo avião, para Lisboa, com o Careca do INSS. A viagem foi confirmada pela defesa de Lulinha.
Além disso, depoimento de um ex-funcionário do Careca do INSS Edson Claro apontou o pagamento de uma mesada de R$ 300 mil de Camilo Antunes para Lulinha.
Até o momento, as quebras de sigilo não apontaram um pagamento direto do Careca do INSS para Lulinha, mas a PF, conforme O Antagonista apurou, investiga se o ‘mensalinho’ foi pago por meio de empresas de terceiros ou de laranjas.
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