Crusoé nº 411: Alexandre, o pequeno
Investigações da PF e de parlamentares pressionam o ministro do STF. E mais: Juntos, mas separados e O labirinto de Trump no Irã
Após o quebra-quebra generalizado na Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ganhou um salvo-conduto do Tribunal, da esquerda, do Executivo e de setores da mídia para agir contra seus desafetos sem qualquer freio — tudo em nome da democracia brasileira.
Mas, agora, Alexandre, o Grande do STF, apequenou-se diante das revelações relacionadas ao contrato de 129 milhões de reais firmado pelo escritório da sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e diante de supostas relações que o ministro teria com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
As informações reveladas até agora são graves. Extremamente graves.
Algumas foram desmentidas pelo ministro; outras, não.
Pelo sim, pelo não, Moraes já é alvo de um pedido de CPI no Senado – protocolado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Também foi alvo de mais dois pedidos de impeachment nesta semana — são 31 somente durante o governo Lula — e tornou-se o foco preferencial da CPMI do INSS em sua reta final.
Daniel Vorcaro também tem sinalizado a seus defensores, conforme apurou Crusoé, que estaria disposto a falar sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal em uma delação premiada, diz Wilson Lima em "Alexandre, o pequeno", a reportagem de capa de
Outros destaques de Crusoé
Na matéria "Juntos, mas separados", Guilherme Resck e Paulo Melo contam que a decisão do Psol de não formar uma federação partidária com o PT revela muito sobre como o partido vê o seu papel na política brasileira: um grupo de nicho, com identidade forte e capaz de fazer muito barulho no Legislativo.
Além disso, escancara a dificuldade do PT, que não tem conseguido formar bons puxadores de votos e tem fracassado em se atualizar para sobreviver em uma era pós-Lula.
Em "O labirinto de Trump no Irã", Duda Teixeira e João Pedro Farah mostram que, ao decidir bombardear o Irã e eliminar o líder supremo Ali Khamenei, o presidente americano Donald Trump iniciou uma guerra por opção, que não tinha motivação clara e sem objetivos bem definidos.
Duas semanas depois, não há nada que Trump possa mostrar para a população americana para justificar o conflito que ele iniciou, gerando custos e perdas de vidas.
Colunistas
Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.
Nesta edição, escrevem Wilson Pedroso (O missionário do impossível), Maristela Basso (A guerra preventiva contra o Irã e o direito internacional), Letícia Barros (O crime de estupro e o colapso moral de uma sociedade), Clarita Maia (Thiago Foltran e a extrema direita misógina, racista e antissemita), Dennys Xavier (A ilusão do ensino "público, gratuito e de qualidade"), Josias Teófilo (A elite dos excessos), Roberto Ellery (Haddad tem nota para passar, mas sem brilho), Márcio Coimbra (Entre a soja de Pequim e o silício de Taipei) e Rodolfo Borges (São Paulo aposta no poder do pensamento positivo).
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