A economia brasileira voltou a entrar no radar de investidores internacionais por uma combinação de fatores: o tamanho do mercado, o peso do país em energia e commodities e a entrada forte de investimento direto.
A UNCTAD, agência da ONU para comércio e desenvolvimento, informou que o investimento estrangeiro direto no Brasil subiu 42% em 2025, para cerca de US$89 bilhões, o segundo maior nível já registrado no país.
O fluxo segue relevante também em 2026.
O Banco Central informou que os ingressos líquidos de investimento direto no país somaram US$6 bilhões em março de 2026. Além disso, o Relatório Focus mostra que o mercado espera cerca de US$75 bilhões de investimento direto no Brasil neste ano.
Por que isso chama atenção
No cenário global, o Fundo Monetário Internacional destacou que o Brasil é exportador líquido de energia e, por isso, tende a se beneficiar em 2026 da alta dos preços de energia. Isso ajuda a sustentar o interesse externo, sobretudo em um ambiente de incerteza internacional.
Ao mesmo tempo, o país ganhou força em áreas vistas como estratégicas.
Segundo a UNCTAD, os ingressos no Brasil foram sustentados por investimento robusto em energia renovável e tecnologias verdes. Esse ponto pesa porque liga o país a setores que seguem atraindo capital no mundo todo.




