EUA liberam petróleo russo em meio à guerra com Irã
Petróleo dispara com risco no estreito de Ormuz e decisão americana de liberar petróleo russo provoca críticas da Alemanha
O petróleo voltou a negociar perto de 101 dólares por barril na manhã desta sexta-feira (13), enquanto ataques iranianos a navios no Golfo Pérsico mantêm o estreito de Ormuz praticamente paralisado e ampliam o temor de interrupções duradouras no fluxo mundial de energia.
A escalada militar na região passou a atingir diretamente o transporte marítimo. Em pouco mais de um dia, vários petroleiros foram atingidos por ataques, enquanto dezenas de embarcações ficaram presas na região aguardando proteção naval. Empresas do setor passaram a tratar os navios como alvos fáceis diante do aumento do uso de drones e mísseis por forças iranianas.
O risco de bloqueio prolongado da rota aumentou rapidamente os preços do petróleo e trouxe volatilidade aos mercados financeiros. A alta das cotações de energia pressionou bolsas americanas e levou investidores a recalcular o impacto econômico de um conflito que ameaça uma das principais rotas de petróleo do planeta.
Diante desse cenário, o governo dos Estados Unidos decidiu liberar temporariamente a venda de petróleo russo que estava carregado em navios e não podia ser comercializado por causa das sanções impostas após a invasão da Ucrânia.
A licença tem duração de trinta dias e permite que cerca de 128 milhões de barris que estavam parados no mar sejam negociados no mercado internacional. A medida aumenta o rol de exceções anteriores e busca aumentar rapidamente a oferta disponível para tentar conter a escalada das cotações de energia.
Mas essa decisão abriu um novo ponto de atrito entre os EUA e seus aliados ocidentais. Autoridades alemãs afirmaram nesta sexta-feira que flexibilizar sanções energéticas contra Moscou representa um erro estratégico por reduzir a pressão econômica sobre a Rússia em plena guerra na Ucrânia, já que Putin usa o dinheiro das vendas de petróleo para financiar os custos da sua ofensiva.
Enquanto o impasse político cresce entre os aliados ocidentais, as companhias de navegação começaram a redirecionar rotas e seguradoras marítimas elevaram rapidamente o custo para navios que atravessam o Golfo Pérsico.
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