E agora, Sidônio?
Flávio empata, e Lula e seu marqueteiro já fizeram tudo o que podiam para impulsionar o presidente em sua tentativa de reeleição
A pesquisa Atlas Intel divulgada nesta quarta, 25, traz duas péssimas notícias para o presidente Lula.
A primeira é que Flávio Bolsonaro aparece empatado com o petista no cenário de segundo turno.
O filho de Jair Bolsonaro tem 46,3% das intenções de voto, contra 46,2% do petista.
No último levantamento, divulgado em janeiro, Flávio tinha 44,9%, e o presidente, 49,2%.
A distância entre os dois, portanto, não existe mais.
A segunda péssima notícia é que a rejeição de Lula é de 48,2%. A de Flávio, 46,4%.
Como no segundo turno o que importa é ter a menor rejeição, Lula estaria em desvantagem.
A pesquisa ainda indica que tem mais gente preocupada com uma possível reeleição de Lula (47,5%) do que com a eleição de Flávio Bolsonaro (44,9%).
E agora, Sidônio?
Os números da Atlas Intel devem tirar o sono do presidente e de seu marqueteiro, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, sobretudo porque o governo já fez tudo o que podia para impulsionar o presidente em sua tentativa de reeleição.
Lula tem percorrido o Brasil todo entregando casas do Minha Casa, Minha Vida.
No ano passado, ampliou o Farmácia Popular, para distribuir remédios de graça para a população, e o Pé de Meia, com financiamento para estudantes do ensino médio.
O programa Gás do Povo distribui botijões de gás de graça para 16 milhões de famílias.
Dezoito milhões de brasileiros recebem o Bolsa Família.
O presidente americano Donald Trump retirou o tarifaço contra o Brasil.
A isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais tem sido divulgada diariamente nas televisões e redes sociais.
No Carnaval, uma escola de samba do Rio de Janeiro, a Acadêmicos de Niterói, recebeu 1 milhão de reais para homenagear o presidente.
Mesmo assim, a pesquisa mostra que o brasileiro está cansado de Lula.
E não há muito o que o presidente e Sidônio possam inventar.
Brigar pela escala 6X1 no Congresso parece pouco para reverter esse quadro desanimador para o petista.
Leia em Crusoé: Um plebiscito para Lula 1, Lula 2 e Lula 3
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