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Por que gostamos tanto de uma diss track?

Dois dos mais celebrados rappers da última década, o canadense Drake e o americano Kendrick Lamar resolveram lavar roupa suja em público recentemente. Ambos, que já chegaram a compor ótimas músicas em parceria na década passada, agora são inimigos declarados um do outro. E inimigos públicos, se enxovalhando não pela imprensa, mas pelas suas próprias...

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Redação Crusoé
4 minutos de leitura 18.05.2024 16:30 comentários 2
Por que gostamos tanto de uma diss track?
Kendrick Lamar, que chegou ao topo das paradas ao chamar outro rapper de pedófilo
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Dois dos mais celebrados rappers da última década, o canadense Drake e o americano Kendrick Lamar resolveram lavar roupa suja em público recentemente. Ambos, que já chegaram a compor ótimas músicas em parceria na década passada, agora são inimigos declarados um do outro. E inimigos públicos, se enxovalhando não pela imprensa, mas pelas suas próprias músicas. 

Em uma semana, a conhecida inimizade que ambos foram cultivando nos últimos anos escalou para versos acusando de pedofilia (de Kendrick para Drake), agressão a esposa (de Drake para Kendrick), e mesmo o não reconhecimento de uma filha fora do casamento (de Kendrick para Drake).

Há quem reclame dos palavrões, da crueza tradicional das expressões usadas de um lado e do outro. Não se pode dizer, no entanto, que não são eficazes: o rancor de ambas as partes levou nove músicas—cinco de Kendrick, quatro de Drake—ao topo das paradas. O público não se cansou de ver humilhações de lado a lado. 

É um novo momento das chamadas diss tracks, um tipo específico de música voltada a atacar verbalmente alguém. Ela não é nenhuma novidade, uma vez que o trovadorismo do século 11 na Europa tratava das "canções de escárnio".  

O nascimento da música popular como conhecemos, no século 19, ajudou a colocar o desrespeito (no inglês disrepect,  de onde vem o termo) em alguns episódios da história: Union Dixie, canção considerada um clássico popular nos estados do sul escravagista americano antes da guerra civil do país, era uma provocação aos costumes do norte industrial. "Eu queria estar em Baltimore/ onde faria os traidores da secessão rugirem imediatamente", se canta na letra.  

O Brasil também tem um capítulo próprio em suas provocações públicas: em 1933, Wilson Batista lançou "Lenço no Pescoço", uma das primeiras canções a vangloriar a malandragem, ou "o orgulho em ser tão vadio". Quem não gostou foi o já consolidado sambista carioca Noel Rosa. Além de sugerir ao sambista que comprasse umas roupas, iria propor "ao povo civilizado / Não te chamar de malandro / E sim de rapaz folgado". 

No segundo round, quando Wilson Batista lançou "Mocinho da Vila", a então capital do país já estava tomada pela briga. Em 1935, o ápice da disputa viria com "Palpite Infeliz", onde Noel Rosa não apenas tenta proteger sua honra, mas a de Vila Isabel, seu terreno, por tabela. "Pra que ligar a quem não sabe / Aonde tem o seu nariz? / Quem é você que não sabe o que diz?" 

Há casos e casos: Paul McCartney e George Harrison teriam gravado músicas para John Lennon e Yoko Ono após o fim dos Beatles (Lennon respondeu); o Queen abre seu disco A Night at the Opera com um "beije meu rabo e adeus" a seu ex-empresário; e Luís Miguel, a lenda da música romântica latina, narrou a infidelidade de sua então esposa. Shakira revelou a traição de seu ex-marido, Gerard Piqué, na música mais bem-sucedida de sua carreira.

A queda por canções assim mais forte que a prudência dos artistas. E mais forte que a moralidade dos fãs. 

Nenhum mercado musical se fortaleceu tanto do rancor de seus artistas que o hip hop americano. No caso mais conhecido, as diss movimentaram uma guerra de verdade, entre músicos de Nova York (entre eles Notorious B.I.G., o Biggie Smalls) e Los Angeles (capitaneados por Tupac Shakur). Músicos diferentes, com estilos de vida distintos, inflamando fãs que, nesta fase do ritmo musical, ainda eram ligados diretamente a gangues em periferias americanas. A rixa só arrefeceu quando, após uma série de emboscadas e tiroteios pelas suas próprias músicas, tanto Tupac quanto Biggie Smalls acabaram baleados e mortos, entre 1996 e 1997. 

O racha entre Drake e Kenrick Lamar não chegou a tanto – tiros foram disparados na porta da casa do primeiro na cidade de Toronto, e seu segurança foi atingido, mas não ficou confirmado se os disparos seriam algum tipo de resposta, seja às músicas, seja ao comportamento do cantor. Após quase uma dezena de músicas e um pico de adrenalina nos fãs dos dois artistas, agora como qualquer outro cisma os dois lados adormecem.

Não se sabe até quando. 

 

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Comentários (2)

MARCOS ANTONIO RAINHO GOMES DA COSTA

2024-05-18 18:57:01

ISSO NÃO ME ABALA POIS NÃO OUÇO MÚSICA (RÍTMO) MERDA.


Marcia Elizabeth Brunetti

2024-05-18 17:03:24

Acho que os fãs adoram essas músicas pois elas acabam mostrando os bastidores de suas vidas. E todo fã sempre está louco para conhecer mais do que a mídia mostra. Não me excluo dessa, não.


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Comentários (2)

MARCOS ANTONIO RAINHO GOMES DA COSTA

2024-05-18 18:57:01

ISSO NÃO ME ABALA POIS NÃO OUÇO MÚSICA (RÍTMO) MERDA.


Marcia Elizabeth Brunetti

2024-05-18 17:03:24

Acho que os fãs adoram essas músicas pois elas acabam mostrando os bastidores de suas vidas. E todo fã sempre está louco para conhecer mais do que a mídia mostra. Não me excluo dessa, não.



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