Muitos de nós vêm perdendo o “jogo de cintura” nas conversas mano a mano. Muitos culpam a dependência dos celulares, já outros apontam para a pandemia da Covid-19 que nos distanciou por pouco mais de um ano. O fato é que psicólogos vêm apontando que a habilidade de “bater papo” de muitos vem deteriorando, mas que podemos reaprendê-la.
De acordo com especialistas, ser um bom conversador não se trata de saber articular as falas ou “ter presença”. A psicologia destaca que para ser um bom conversador, a pessoa deve ser curiosa e ter o genuíno interesse em se conectar com os outros. Essas características abrem portas para interações significativas com as pessoas.
Uma habilidade, não talento
Kati Morton, terapeuta de casais, diz que um dos principais mitos sobre o “carisma” em uma conversa é que se trata de um talento que alguns têm e outros não. De acordo com Kati, isso não passa de uma desinformação, o quão bem uma pessoa conversa não é talento, e sim uma habilidade que podemos aprender.
“Na verdade, conversar é uma habilidade, e como qualquer habilidade, ela fica mais fácil com a prática. A maioria das pessoas tem dificuldades não porque são ‘ruins’ de papo, mas porque se sentem pressionadas a ser interessantes ou a falar ‘certo’ em algo que não tem roteiro”, disse a psicóloga.
Nesse caso, a especialista destaca que os melhores conversadores não são pessoas que se fazem de “interessantes”, e sim os que fazem os outros sentirem assim. “Pessoas ficam mais confortáveis com aqueles que mostram interesse genuíno e perguntam sobre o que o outro falou. Se trata de seguir o ritmo e somar com o que o outro diz”, concluiu.
Pratique, pratique e pratique
A psicóloga Ashley Smith diz que não existe uma fórmula mágica para se tornar um bom conversador. É uma questão que se trata de construir confiança, e essa confiança só vem com a prática constante.
Com isso, a especialista diz que a melhor forma de de fato se tornar alguém “carismático” é praticar. Conversar com familiares, cônjuges, amigos e até estranhos na rua. O contato com outras pessoas vai abrir caminhos tanto para aprender novas formas de conversa, conhecer diferentes tipos de pessoas e criar a confiança necessária.
Smith diz que, caso você seja tímido, o segredo é “começar pequeno”e tratar a situação como se estivesse exercitando um músculo. A psicóloga sugere simplesmente cumprimentar estranhos, elogiar alguém ou tirar uma dúvida sobre algo de uma loja com um funcionário.
Além disso, a terapeuta também recomenda que vá além da “conversa de elevador” para algo mais significativo. No caso, fazer perguntas mais abertas que não podem ser respondidas com “sim” ou “não” ou até perguntas mais pessoais, como a profissão da pessoa. Com isso, você pode praticar a escuta ativa e continuar a conversa com o que o outro fala.
A falta de assunto também é um problema para alguns, mas há soluções abordadas no vídeo abaixo. Veja:




