A cidade de Itapororoca, no coração do Nordeste brasileiro, é singular por um aspecto notável: desde 1961, os moradores não pagam pela água que consomem.
Localizada na Paraíba, esta cidade é há 64 anos abastecida por uma nascente, que garante o fornecimento gratuito de água para seus cerca de 19 mil habitantes.
O abastecimento de água em Itapororoca
O sistema de água de Itapororoca é impulsionado por fatores geológicos e eficiência administrativa.
A nascente que abastece a cidade está localizada acima do nível urbano, permitindo que a água flua naturalmente por gravidade, eliminando a necessidade de bombas elétricas.
As rochas vulcânicas da região agem como aquíferos naturais, contribuindo para a sustentabilidade do suprimento hídrico.
Crescimento populacional
Com o crescimento populacional, Itapororoca enfrenta desafios para manter seu sistema de abastecimento. Originalmente planejado para uma população menor, o atual número de habitantes exige adaptações significativas.
A nascente, embora nunca tenha secado durante as secas severas do Nordeste, está sob pressão devido à demanda crescente. Além disso, a concessão do serviço à Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) já foi aprovada.
Porém, a data para a Cagepa assumir a gestão permanece indefinida. Essa transição é fundamental para assegurar a qualidade do fornecimento de água.
Preservação e desafios ambientais
A manutenção da gratuidade da água enfrenta riscos. Há problemas de contaminação do solo que podem comprometer a qualidade do recurso.
A água ainda é considerada segura para o consumo, mas a proteção do parque da nascente precisa de atenção. Essa preservação é essencial para garantir a continuidade do abastecimento.
Enquanto isso, a infraestrutura sofre com a pressão do crescimento urbano. Soluções alternativas, como poços artesianos e cisternas, tornam-se comuns, e o comércio de água mineral prospera na cidade.
A cidade ainda desfruta da água gratuita e a conservação ambiental e a gestão responsável são fundamentais para que esse privilégio continue. Portanto, o foco em práticas sustentáveis é essencial para assegurar que Itapororoca permaneça um exemplo de cidade sem conta de água no Brasil.




