Embora ainda representem um receio para muitas pessoas, é cientificamente comprovado que as viagens de avião são altamente seguras, com probabilidades extremamente baixas de acidentes ou fatalidades.
No entanto, isso não significa que não existam consequências, uma vez que, segundo diversos especialistas, há riscos ocultos associados ao transporte aéreo que podem impactar tanto a mente quanto o corpo.
Em entrevista ao portal Metrópoles, profissionais de diferentes áreas da medicina destacaram os principais problemas que podem ser desencadeados por viagens aéreas frequentes, incluindo:
- Complicações cadiovasculares: o médico vascular André Américo apontou que o excesso de tempo imóvel dentro de aviões pode causar inchaço e desconforto nas pernas, além de favorecer a formação de coágulos nas pernas, especialmente em pessoas predispostas;
- Dores crônicas: de acordo com o neurocientista André Leão, viagens frequentes de avião podem impactar o sistema nervoso, influenciando o surgimento de dores crônicas;
- Ritmo biológico: segundo a nutricionista funcional Giovanna Baleeiro, as constantes mudanças de fuso horário podem afetar o ritmo biológico e hormonal;
- Sono: para Gleison Guimarães, que é especialista em medicina do sono e professor da UFRJ, a constante variação de fuso horários impacta profundamente o relógio biológico e social;
- Imunidade: a alergista e imunologista Brianna Nicoletti destacou que o ambiente seco e pressurizado das cabines pode afetar a atividade imunológica e a saúde respiratória.
Como prevenir riscos de saúde em viagens de avião?
Antes de realizar viagens de avião, é fundamental manter os exames médicos atualizados, a fim de confirmar a condição de saúde e avaliar a necessidade de vacinas e medicamentos. Já durante os voos, as seguintes medidas devem ser adotadas para evitar complicações:
- Manter a hidratação frequente para combater o ressecamento do ar;
- Caminhar pelos corredores e praticar exercícios na poltrona para manter a circulação sanguínea em plena atividade;
- Utilizar roupas confortáveis e, se possível, meias de compressão;
- Evitar bebidas alcoólicas ou cafeinadas, que podem amplificar os efeitos da baixa oxigenação;
- Lavar as mãos frequentemente;
- Manter uma alimentação saudável para fortalecer o sistema imunológico.




