A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a exigir a retenção da receita na venda de medicamentos agonistas do receptor de peptídeo semelhante ao glucagon 1 (GLP-1), grupo que inclui produtos como Ozempic, Mounjaro e Wegovy. A medida entrou em vigor para apertar o controle da dispensação desses remédios no país.
Agora, a farmácia não pode apenas conferir a prescrição e devolver o documento ao cliente, a receita precisa ficar retida no estabelecimento, seguindo as regras definidas pela Anvisa.
A decisão foi tomada pelo aumento do uso desses produtos fora das indicações aprovadas em bula. Em alerta publicado em 6 de fevereiro de 2026, a Anvisa afirmou que o uso indiscriminado do GLP-1, especialmente para emagrecimento rápido ou fins estéticos sem indicação clínica, pode dificultar a identificação precoce de eventos adversos graves, como pancreatite.

O que mudou na venda
A principal mudança foi a inclusão desses medicamentos no grupo de produtos com dispensação mediante retenção de receita. Segundo a Anvisa, a regra passou a valer após alteração normativa publicada em abril de 2025.
Isso atinge medicamentos usados no tratamento de diabetes e obesidade que ganharam procura elevada no mercado brasileiro. A medida não proíbe a venda, mas torna o processo mais rígido e reduz a possibilidade de compra sem controle adequado.
Por que a Anvisa apertou a regra
A decisão foi tomada com base no crescimento do uso indevido e na necessidade de melhorar a segurança sanitária. No alerta de 2026, a Anvisa reforçou que esses medicamentos devem ser usados exclusivamente conforme as indicações aprovadas em bula e com prescrição e acompanhamento de profissional.
Entre os sinais que exigem atenção imediata, a agência cita dor abdominal intensa e persistente, com ou sem náuseas e vômitos, quadro que pode indicar pancreatite.
O que muda para quem já usa
Para o paciente que já faz tratamento regular, a principal mudança é prática: será preciso apresentar receita e aceitar a retenção do documento pela farmácia. Para quem buscava esses medicamentos com menos controle, a tendência é de maior dificuldade de acesso.
A recomendação da Anvisa é que ninguém use essas canetas por conta própria ou apenas por objetivo estético, sem avaliação clínica. A agência também orienta que suspeitas de reação adversa sejam notificadas no sistema VigiMed.




