A “nova” gasolina de que se fala não é exatamente um combustível inédito, o que houve no Brasil foi o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina comum, que passou de 27% para 30%.
A mudança foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em junho de 2025 e entrou em vigor em agosto de 2025.
O que mudou na prática
A gasolina vendida nos postos é a chamada gasolina C, que já recebe etanol anidro na composição. Com a mudança, ela passou a ter 30% de etanol anidro e 70% de gasolina A, mistura conhecida como E30.
O Ministério de Minas e Energia (MME) informa que a Lei nº 14.993/2024 permite elevar esse teor até 35%, e que o E30 foi tratado como a alternativa mais viável no curto prazo.
Decisão foi baseada em testes
O governo afirma que a decisão foi embasada em estudos técnicos conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, com participação de montadoras, fabricantes de autopeças, importadores e representantes da indústria automotiva.
Segundo o MME, os resultados apresentados em março de 2025 atestaram a segurança e a viabilidade técnica da nova mistura.
ANP também mudou as regras
Para adequar o mercado ao novo teor, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ajustou as especificações da gasolina.
Segundo a agência, a mudança teve o objetivo de manter a qualidade do combustível diante do aumento do percentual obrigatório de etanol.
Por que o governo defendeu a medida
O governo federal afirmou, ao anunciar a decisão, que o aumento da mistura ajuda a reduzir a dependência de importações, fortalece a produção nacional de biocombustíveis e pode reduzir em até R$0,20 por litro o preço da gasolina ao consumidor. O Planalto também associou a medida à redução de emissões.
Debate não acabou no E30
O próprio MME informa que, com a lei aprovada em 2024, o país passou a poder discutir misturas superiores, como o E35.
Ainda assim, a pasta registra que o E30 foi visto como a alternativa mais viável no curto prazo, antes de qualquer avanço para percentuais mais altos.





