O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou no último domingo (25), que o país não buscará um acordo de livre-comércio com a China.
Essa decisão surgiu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas de 100% sobre produtos canadenses caso avançassem nas negociações comerciais com Pequim.
Segundo Carney, esta postura é consistente com o acordo T-MEC (Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá), que impõe restrições a acordos comerciais com economias não de mercado, como a China.

A pressão do presidente Trump
As relações entre os Estados Unidos e Canadá se complicaram após as declarações de Trump nas redes sociais, alertando sobre possíveis penalidades financeiras em 100%.
Trump indicou que o Canadá não deveria facilitar a entrada de produtos chineses nos EUA, justificando assim a necessidade das tarifas. Isso levou o governo canadense a reavaliar sua postura comercial e reafirmar seu compromisso com o T-MEC, que também envolve o México.
Avaliando o cenário comercial
Historicamente, o Canadá e a China têm ajustado suas relações comerciais em resposta a disputas tarifárias. Recentemente, um acordo preliminar entre Ottawa e Pequim resultou na redução de tarifas em produtos específicos, como automóveis elétricos e itens agrícolas.
No entanto, Carney reiterou que o Canadá não firmará um acordo de livre-comércio completo com economias classificadas como não-mercantis, mantendo a entrada de até 49 mil veículos elétricos chineses com tarifas reduzidas.
Repercussões geopolíticas
A retórica de Trump aqueceu uma já tensa relação geopolítica. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Carney alertou sobre a influência econômica de potências globais, o que provocou mais tensões com os EUA.
Como resultado, Trump revogou o convite ao Canadá para integrar o Conselho da Paz, um gesto que sublinha as fricções entre os dois países.
O Canadá mantém seu foco em parcerias que não comprometam seus acordos com parceiros da América do Norte. A retirada do convite ao Conselho da Paz destaca a complexidade das relações diplomáticas entre os vizinhos.




