É amplamente sabido que o Brasil é composto por 27 entidades federativas, contando com o Distrito Federal. Entretanto, em meados do século XIX, um grande movimento separatista quase fez com que este número fosse menor.
Trata-se da Revolução Pernambucana, que eclodiu no dia 6 de março de 1817 contra o domínio da Coroa Portuguesa e, durante 74 dias, transformou o o estado nordestino em uma república independente.
Também conhecido como a “Revolução dos Padres”, o movimento foi influenciado por outros atos históricos liberais, como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos, e teve uma série de fatores como motivação.
Dentre os principais, destacam-se os altos impostos cobrados para sustentar a corte, uma dura crise econômica, inflamada por uma grande seca e queda em preços de produtos como o açúcar, e o descontentamento com a presença de portugueses em cargos administrativos.
Embora centralizada em Pernambuco, a revolta teve adesão em outros territórios, como na Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas, e contou com padres, intelectuais, militares e comerciantes em sua organização.
Revolução em território nordestino teve fim precoce
Historicamente, a Revolução Pernambucana é considerada um importante marco para o processo de independência do Brasil, mas vale destacar que sua duração foi extremamente curta.
Com a deposição do governador Caetano Pinto, o movimento instituiu leis, nomeou um embaixador e chegou até mesmo a criar sua própria bandeira. Só que pouco mais de dois meses depois, no dia 20 de maio de 1817, a revolução encontrou seu fim.
Ataques implacáveis das tropas de Dom João VI tornaram qualquer resistência insustentável. Com isso, líderes do movimento acabaram sendo presos ou executados e Pernambuco acabou perdendo parte de seu território.
Apesar disso, a Revolução Pernambucana ainda é lembrada com orgulho. E em razão de sua relevância histórica, o dia 6 de março foi instituído como a Data Magna do estado e reconhecido como feriado civil.




