Paris enfrentou nesta terça-feira (23) temperaturas de até 41°C, e a onda de calor obrigou a Torre Eiffel e o Museu do Louvre a fecharem antes do horário habitual.
A Torre encerrou as visitas às 16h, com última entrada às 12h15, já o Louvre anunciou fechamento antecipado de quarta (24) até sábado (27). 54 dos 101 departamentos da França estão sob alerta vermelho de calor extremo.
A tarde e a noite de segunda-feira (22) foram as mais quentes já registradas no país desde o início dos registros, em 1947. A temperatura média de junho chegou a 29,2°C, também recorde. Para o sudoeste do país, a Météo-France prevê picos de até 44°C ao longo da semana.
O país já contabiliza 40 mortes por afogamento desde 18 de junho, a maioria de jovens que buscaram rios e lagos para escapar do calor. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu confirmou o número após reunião de emergência convocada pelo governo.
Roma também entra em alerta
Roma decretou alerta vermelho por calor nesta terça-feira, tornando-se a segunda capital europeia a atingir o nível máximo de risco nesta onda.
O Reino Unido, a Espanha e a Suíça também são afetados. O Met Office britânico avalia a possibilidade de o país superar o recorde histórico de junho de 35,6°C, registrado pela última vez em Southampton em 1976.
Na França, a infraestrutura também sentiu o impacto; um reator de usina nuclear na região de Toulouse foi desligado depois que a temperatura da água do rio Garonne, usada no sistema de resfriamento, ultrapassou os limites operacionais seguros.
Trilhos ferroviários se deformaram em Paris e na Bélgica, com atrasos e cancelamentos de trens.
Segunda onda em menos de um mês
Esta é a segunda onda de calor intensa na Europa em menos de trinta dias. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o continente aquece a uma taxa mais de duas vezes superior à média global, tornando eventos como este cada vez mais frequentes.
O meteorologista Sébastien Léas, da Météo-France, explicou à imprensa que uma massa de ar frio próxima a Portugal “atua como uma bomba de calor” ao empurrar para o norte o ar quente vindo do norte da África, fenômeno que intensifica as temperaturas no centro e no norte do continente.
A Météo-France prevê que as temperaturas comecem a cair a partir de sábado (27).



