Três voluntários brasileiros da Cruz Vermelha morreram na República Democrática do Congo (RDC) após contraírem o vírus Ebola durante o surto que afeta a região. A informação foi confirmada pela Cruz Vermelha brasileira em comunicado divulgado nesta semana.
Em seu comunicado, a entidade destacou que “perderam suas vidas para o vírus Ebola enquanto lutavam bravamente na linha de frente do combate à doença”. A organização também prestou solidariedade aos familiares, amigos e à equipe congolesa, enaltecendo o “legado de coragem, humanidade e sacrifício” dos voluntários, afirmando que ele “jamais será esquecido”.
Cenário do surto
A República Democrática do Congo enfrenta atualmente um surto de Ebola classificado como de “risco muito alto” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciado oficialmente na semana passada.
Até a última atualização da OMS, havia 82 casos confirmados e sete mortes, mas os números reais podem ser maiores, com cerca de 750 casos não confirmados e 177 mortes suspeitas.
Para os especialistas, a discrepância entre os números oficiais e os casos sob investigação indica um cenário grave de subnotificação e rápida disseminação do vírus.
África em alerta
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC Africa) alertou que dez países africanos estão sob risco iminente de contaminação devido à rápida disseminação do vírus. Os países em alerta são: Sudão do Sul, Ruanda, Quênia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, Angola, Congo e Burundi.
O aviso oficial foi emitido na sexta-feira passada (22). De acordo com a OMS, a situação exige uma resposta internacional coordenada para conter a propagação do vírus, especialmente em regiões com sistemas de saúde frágeis e alta mobilidade populacional.
Uma das principais preocupações das autoridades com o surto é que a cepa responsável pelas contaminações, a Bundibugyo, diferente da cepa Zaire, mais conhecida, não possui tratamentos, medicamentos ou vacinas eficazes.
A postura atual da OMS é investir no desenvolvimento de novas vacinas enquanto utiliza medicamentos experimentais para tentar conter o surto. Além disso, as autoridades comentam que o conflito armado em curso nas regiões afetadas vem prejudicando os esforços de combate ao vírus.
Entenda mais sobre a situação do surto no vídeo abaixo:





