Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a alíquota de importação para elétricos, híbridos e híbridos plug-in sobe gradualmente até chegar a 35% em julho de 2026.
A medida começou em janeiro de 2024, após período de isenção para veículos eletrificados. De acordo com o MDIC, o objetivo é estimular a produção nacional e equilibrar a concorrência entre modelos importados e veículos fabricados no Brasil.
No caso dos carros elétricos, a tarifa passou para 10% em janeiro de 2024, 18% em julho de 2024 e 25% em julho de 2025.
Além disso, o imposto alcançará 35% em julho de 2026. Para híbridos plug-in, a alíquota chegará ao mesmo patamar no mesmo mês.
Mercado cresce em 2026
A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) informou que os veículos leves eletrificados atingiram 16% de participação no mercado brasileiro em abril de 2026. No mês, o setor registrou 38.516 unidades emplacadas, segundo levantamento da entidade.
No acumulado de janeiro a abril, os eletrificados somaram 122.463 unidades vendidas. Esse volume já representava 54,2% de todo o resultado de 2025, quando o país registrou 223.912 emplacamentos no segmento.
A ABVE informou que os modelos 100% elétricos chegaram a 17.488 unidades em abril. Já os híbridos plug-in alcançaram 13.214 emplacamentos no mesmo mês. Portanto, os veículos com recarga externa concentraram a maior parte das vendas eletrificadas.
Governo usa tarifa para induzir produção
A retomada do imposto de importação integra a estratégia federal para a cadeia automotiva eletrificada.
Segundo o MDIC, a recomposição tarifária busca estimular investimentos produtivos no Brasil, sem interromper imediatamente a entrada de modelos importados.
Esse desenho cria uma transição para montadoras que vendem veículos eletrificados no país. Até julho de 2026, porém, a tarifa ainda mantém etapas diferentes para elétricos, híbridos e híbridos plug-in.
Ao mesmo tempo, a Fenabrave acompanha os emplacamentos de veículos no Brasil e registrou crescimento do mercado em 2026. A entidade informou que os emplacamentos tiveram o melhor primeiro quadrimestre desde 2013.
Disputa envolve preço, escala e empregos
O avanço dos importados amplia a oferta de carros eletrificados ao consumidor brasileiro. Com isso, modelos chineses passaram a disputar espaço em segmentos antes dominados por montadoras tradicionais.
Para a indústria instalada no país, o ponto central envolve produção local, fornecedores, empregos e escala fabril. Por isso, a política tarifária virou instrumento de ajuste entre abertura comercial e proteção industrial.
A partir de julho de 2026, todos os veículos eletrificados importados chegarão ao patamar de 35% de imposto.
Até lá, o setor acompanhará dois movimentos simultâneos: o crescimento das vendas eletrificadas e a tentativa de ampliar a produção nacional.



