A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o surto de ebola causado pelo vírus Bundibugyo avançou rapidamente na República Democrática do Congo e chegou a Uganda.
A entidade classificou a situação como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional em 16 de maio, após consultar os países afetados.
Casos cresceram em poucos dias
Segundo a OMS, a República Democrática do Congo registrava, até 21 de maio, 746 casos suspeitos e 176 mortes entre casos suspeitos.
Além disso, a entidade contabiliza 85 casos confirmados nos dois países, incluindo dois em Uganda, e dez mortes entre os casos confirmados.
A transmissão na República Democrática do Congo se concentra nas províncias de Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul. No entanto, as áreas mais afetadas são Mongbwalu, Rwampara e Bunia, que concentram a maior parte dos registros suspeitos e confirmados.
Resposta enfrenta limites
A OMS aponta dificuldades no acompanhamento de contatos, falta de estruturas padronizadas de isolamento e tratamento, além de problemas nos sistemas de triagem e encaminhamento.
Também há risco de transmissão em unidades de saúde quando medidas de prevenção e controle não ocorrem de forma consistente.
Além disso, o conflito em Ituri restringe a circulação de equipes de vigilância, o envio de times de resposta rápida e o transporte de amostras laboratoriais.
A entidade também cita desinformação, rumores e dificuldade de acesso a atendimento gratuito e de apoio nas comunidades afetadas.
Risco regional
O cenário preocupa porque Ituri faz fronteira com Uganda e Sudão do Sul. Bunia, uma das zonas de saúde afetadas, fica a menos de 40 quilômetros de Uganda, segundo a OMS.
Por isso, a resposta inclui vigilância, confirmação laboratorial, envio de suprimentos médicos, centros de tratamento, engajamento comunitário e acompanhamento de contatos.
A OMS informa que as investigações epidemiológicas continuam para reclassificar casos suspeitos e medir a extensão do surto.





