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Sentir cheiro de chuva não é coisa da cabeça e tem explicação científica

O responsável por isso é um fenômeno causado por uma cadeia de eventos química na natureza

Por Júlio Nesi
17/04/2026
Em Geral
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Imagem meramente ilustrativa.

Reprodução: Unsplash / Henry Fraczek

Imagem meramente ilustrativa. Reprodução: Unsplash / Henry Fraczek

Muitos sentem uma sensação de relaxamento, se não até melancolia, com uma tarde chuvosa. Uma das coisas que mais chamam a atenção das pessoas nessas tardes é justamente o “cheiro” que antecede ou acompanha a chuva. Muitas pessoas, no entanto, dizem que esse cheiro é “coisa da cabeça”, mas a ciência aponta o contrário.

Esse fenômeno se chama “petricor“, termo criado em 1964 pelos cientistas australianos Isabel Joy Bear e Richard Thomas, que publicaram um estudo na revista Nature sobre a origem desse aroma.

A palavra une dois termos do grego: petra, pedra, e ichor, o sangue dos deuses na mitologia grega. Para justificar a escolha, os cientistas falam sobre a dificuldade de ignorar o cheiro e o relaxamento associado a ele.

O que causa esse cheiro?

Bear e Thomas descobriram que uma das principais origens do petricor são óleos secretados por plantas durante períodos de seca. Esses óleos se acumulam em rochas, argila e solo. Quando a chuva chega, a água os libera no ar.

A análise laboratorial identificou no óleo extraído do solo substâncias como ácido palmítico e ácido esteárico. Esses ácidos graxos não têm cheiro próprio, mas se quebram em moléculas menores com aroma mais intenso, como aldeídos, cetonas e ácidos carboxílicos.

Outro componente fundamental é a geosmina, produzida por bactérias que vivem no solo chamadas actinomicetos. Essas bactérias liberam a geosmina ao produzir esporos. No momento em que a chuva atinge o solo, os esporos são lançados para o ar, carregando o composto até o nosso nariz.

Como esse cheiro chega às nossas narinas?

Bear e Thomas também investigaram o mecanismo de transporte desse aroma. Durante chuvas leves ou moderadas, as gotas aprisionam minúsculas bolhas de ar ao tocar superfícies porosas. Essas bolhas sobem à superfície e estouram em aerossóis microscópicos. As moléculas responsáveis pelo cheiro “pegam carona” nesses aerossóis e se espalham pelo vento.

Portanto, quando você sente o cheiro de chuva antes mesmo de ela chegar, é porque esses compostos já estão em trânsito no ar, impulsionados pelo vento que precede a chuva.

Por que nossos narizes são sensíveis a esse aroma?

O nariz humano consegue detectar a geosmina em concentrações menores do que 10 partes por trilhão. Para ter noção do que isso representa, é algo próximo a uma colher de chá dissolvida em 200 piscinas olímpicas. Isso explica por que o cheiro de chuva é difícil de ignorar, mesmo quando as primeiras gotas ainda estão no ar.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: ácido esteáricoácido palmíticoactinomicetoschuvaciênciageosminaIsabel Joy BearóleosPetricorRichard Thomassolo
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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