“House of Guinness” é a mais recente produção da Netflix, estreada na última quinta-feira (25). Criada por Steven Knight, o mesmo de “Peaky Blinders“, a série explora as intrigas e desafios da família Guinness, responsáveis por uma das marcas de cerveja mais icônicas do mundo.
Ambientado no século 19, em Dublin e Nova York, o enredo se desenrola após a morte de Sir Benjamin Guinness, quando seus quatro filhos: Arthur, Edward, Anne e Ben, se veem em uma disputa pelo controle dos negócios.
A produção mergulha nas tensões familiares e sociais da época, retratando não apenas os dilemas internos dos herdeiros, mas também os conflitos econômicos e políticos que permeavam o cenário irlandês.
Uma dinastia sob pressão
A morte de Benjamin Guinness não só marca um ponto de inflexão na gestão da cervejaria, mas também impõe desafios significativos aos seus descendentes.
Arthur (Anthony Boyle), o primogênito, tenta equilibrar as responsabilidades de liderança com sua vida pessoal conturbada. Edward (Louis Partridge) tem ambições maiores, sonhando com a expansão dos negócios além da Irlanda.
Anne (Emily Fairn), enfrentando as restrições de gênero da época, busca um papel de relevância em uma sociedade que a subestima. Ben (Fionn O’Shea), o mais novo, luta contra vícios pessoais que ameaçam sua posição na família.
Estilo e comparações com Peaky Blinders
Comparações com “Peaky Blinders” são inevitáveis, dada a assinatura de Steven Knight. No entanto, “House of Guinness” se distingue ao focar em disputas familiares dentro de um império empresarial em vez de gangues de rua.
A série adota um tom que mistura a narrativa histórica com elementos contemporâneos, criando uma ambientação rica e cativante que evoca a complexidade dos laços familiares e das pressões sociais.
Receptividade de House of Guinness
A recepção de “House of Guinness” pela crítica tem sido positiva, alcançando uma aprovação de cerca de 80% entre os especialistas.
As performances do elenco, especialmente de Anthony Boyle e Louis Partridge, são destacados pela profundidade e autenticidade. A direção de Tom Shankland e Mounia Akl traz autenticidade histórica e uma narrativa envolvente.
Embora a série não atinja a mesma intensidade dinâmica de “Peaky Blinders”, ela é aclamada por seu tratamento cuidadoso das complexidades emocionais e históricas.




