Região Sul em perigo? Joseph Aoun, presidente do Líbano, fez um pronunciamento que preocupou a população do país nesta semana: ele teme que o Líbano possa ter boa parte do sul de seu território destruído por Israel.
A preocupação do gestor libanês vem do fato de que o exército israelense vem atacando membros do grupo Hezbollah no sul do Líbano. O grupo armado é aliado do exército iraniano, no qual Israel e EUA estão em guerra.
Em seu pronunciamento, o presidente libanês alertou que o país pode sofrer o que aconteceu com Gaza. Se referindo aos ataques do exército israelense à Faixa de Gaza em 2023 em retaliação a um ataque do grupo Hamas. A campanha resultou na destruição da cidade palestina de Khan Yunis e na morte de cerca de 70 mil palestinos.
Região Sul em alerta
A declaração de Aoun vem cerca de um mês após Bezalel Smotrich, ministro das finanças de Israel, afirmar que o sul de Beirute, capital do Líbano, iria “ficar parecido” com Khan Yunis.
Preocupação com o “modus operandi”
Para justificar a preocupação, Aoun apontou que os procedimentos adotados por Israel no Líbano durante a guerra contra Hezbollah e o Irã são muito parecidos com os usados no conflito com o Hamas em Gaza.
No caso, assim como o país fez em Gaza, Israel ocupou o sul do Líbano, demandando a evacuação de moradores de suas casas. Além disso, os militares também destruíram algumas casas, instalações e até pontes no Rio Litani que poderiam ser utilizadas pelos membros do Hezbollah.
Especialistas também apontam outro ponto que parece com as ações do país em Gaza: a falta de negociação. Aoun também busca negociar a disponibilidade do território nacional para a ocupação militar de uma forma que tenha menor impacto negativo. Mas que haveria pouco interesse de Israel.
Nesse caso, especialistas destacam que o mesmo caso ocorreu em Gaza, pois as autoridades da Palestina tentaram negociar com o país durante a incursão. Mesmo assim, a ação militar terminou com altos custos em vidas palestinas.




